Boletim Estratégico: GP da Espanha 2016

FLSR

A F1 retorna com estilo ao circuito de Barcelona-Catalunya, um dos mais conhecidos pelo paddock, uma corrida recheada de drama, emoção e surpresas. Poucos poderiam esperar esse resultado, mas o holandês Max Verstappen chegou a vitória em sua estreia pela Red Bull, tornando-se, de forma magistral, o vencedor de GP mais jovem da história. Como sempre, tivemos diversas escolhas estratégias diferentes para abordarmos aqui.

Três paradas não funcionam

A escolha entre duas ou três paradas acabou decidindo uma das posições do pódio. Tanto a Red Bull, quanto a Ferrari optaram por dividir suas estratégias, com Kimi e Verstappen parando apenas duas vezes enquanto Vettel e Ricciardo optaram por três.

A batalha pela vitória entre quatro pilotos foi brilhante, além de muita tensão cercar os resultados das escolhas estratégicas de cada um. Antes do GP, a Pirelli havia previsto que a escolha por três paradas seria a mais veloz, entretanto, não levaram em consideração a dificuldade de ultrapassar em Barcelona.

Além disso, Vettel e Ricciardo não tiveram sucesso em suas incursões pela vitórias nas últimas voltas, também atrapalhados pelo tráfego. Ricciardo ainda sofreu um furo de pneu na penúltima volta, sendo forçado a parar novamente, mas recuperando o 4º lugar antes da bandeirada. Já o alemão teve que se contentar com a 3ª colocação, provando a ineficiência das três paradas.

Duas paradas mais eficientes

Então apenas duas paradas foram mais efetivas. Tanto Verstappen quanto Raikkonen pararam pela primeira vez na volta 12, com Red Bull parando uma volta antes na segunda janela. O undercut foi muito importante na Espanha, inclusive ajudando o holandês a manter uma vantagem confortável entre ele e Kimi nas voltas finais.

O desgaste de pneus não foi tão alto quanto era esperado, muitos esperavam que os pneus de Verstappen e Raikkonen fossem acabar perto do fim da prova, mas isso não ocorreu, auxiliando os dois a terminar à frente de seus respectivos companheiros de equipe.

Com isso, fica evidente que Ferrari e Red Bull deram um tiro no pé ao dividir as estratégias entre seus pilotos, comprometendo as chances de vitória de Vettel e Ricciardo, mesmo com um começo de prova fortíssimo e obviamente ajudados pelo acidente das Mercedes na primeira volta.

Evitando o pneu duro

O pneu duro finalmente estreou na temporada, contudo, raramente foi usado durante o fim de semana. Desde a sexta, pilotos já encontravam dificuldades para aquecer os pneus laranjas. As temperaturas um pouco mais frias no início do GP e a longa vida útil dos médios eclipsaram os pneus duros.

Apenas dois stints foram completados com os compostos mais duros durante a corrida, com Jolyon Palmer e Kevin Magnussen apostando nos pneus laranjas. O dinamarquês não teve sucesso ao utilizar o composto mais duro e foi forçado a parar novamente. Já Palmer conseguiu levá-lo até a bandeirada, ainda que com um ritmo bem lento.

Haas ainda adorando os pneus macios

A Haas arriscou uma estratégia diferente mais uma vez, rodando muito mais com os pneus macios. Grosjean e Gutíerrez levaram 8 sets dos pneus amarelos, ao contrário da maior parte do grid. O mexicano conseguiu completar dois stints nos macios e levar sua Haas até a 11ª posição, seu melhor resultado no ano, enquanto Romain abandonou, mas estava em busca de três paradas, com três stints de macios e um estranho pequeno stint de médios no meio da prova.

Stints mais longos

  • Duros: Palmer – 32 Voltas
  • Médios: Gutierrez – 35 Voltas
  • Macios: Grosjean – 19 Voltas

Mais paradas

  • Ricciardo – 4

Fonte

Texto Original

Formula Legend Brasil

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  • Kvyat: rebaixado, e ainda perde feio para Sainz (12%, 25 Votes)
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  • Red Bull: confortavelmente à frente da Ferrari no sábado (5%, 11 Votes)
  • Rosberg: uma corrida a menos para Hamilton tirar a diferença (3%, 7 Votes)
  • Sainz: ótimo desempenho em casa (1%, 3 Votes)
  • Bo77as: um bom quinto lugar com uma Williams em baixa (1%, 2 Votes)

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Boletim Estratégico: Grande Prêmio da Rússia 2016

FLSR

A Fórmula 1 voltou à Rússia, dessa vez para a 4ª etapa do campeonato. O traçado peculiar proporcionou uma corrida interessante, contando com outra largada movimentada e escolhas estratégicas interessantes.

Red Bull experimenta os Médios

Apenas quatro sets de pneus médios foram usados durante o GP. O composto era o mais resistente dos três levados para Sochi mas a superfície lisa e temperaturas amenas geraram uma grande dificuldade de aquecimento para os pilotos durante todo o fim de semana.

Já nos treinos livres ficou claro que os médios não receberiam muita atenção durante a prova, entretanto a Red Bull decdiu arriscar mesmo assim, com Daniel Ricciardo completando seu segundo stint calçando os pneus brancos e Daniil Kvyat concluindo, com o mesmo composto, um stint gigante de 51 voltas no fim da prova.

A equipe apostou em permanecer por mais tempo na pista para escalar o pelotão. Mesmo com as paradas logo no início da prova, a estratégica não foi efetiva para ambos pilotos. Ricciardo ainda mudou para os macios mas Kvyat ficou até o final com os pneus brancos. Esteban Gutierrez também apostou no composto mais duro, completando dois stints com médios usados, mas assim como os piloos da RBR, também encontrou dificuldades com o composto.

Por que não os Ultra macios?

Nas últimas duas corridas disputadas em Sochi, pilotos já demonstravam uma certa dificuldade com temperatura de pneus, tempos de volta com os compostos mais duros e aquecimento dos pneus, assim como muitas estratégicas de apenas uma parada, ainda sim, a Pirelli optou por enviar médios, macios e super macios novamente.

Em 2016, boa parte do grid novamente completou apenas um pit-stop durante a prova, além de reclamações sobre falta de aderência nas partes mais lisas da pista. Mesmo com condições favoráveis para o uso dos novos pneus roxos, a Pirelli afirmou que só os enviará para pistas de rua. O uso dos ultra macios na Rússia poderia ter proporcionado um leque ainda maior de possibilidades no âmbito estratégico e ainda mais ação na pista.

Kimi aposta em permanecer na pista

A Ferrari decidiu apostar em seu ritmo de corrida para pular Valtteri Bottas durante a janela de pit-stops, especialmente porque Kimi era mais rápido na pista, mas ficava em desvantagem nas longas retas em relação a Williams de Bottas. Se apoiando no longo stint com super macios, a escuderia italiana conseguiu extrair o máximo do ritmo de prova para dar um “Overcut” em Bottas.

Kimi ficou quatro voltas a mais na pista e conseguiu voltar na frente de seu compatriota após completar sua primeira, e única, parada nos boxes, mesmo com uma saída atribulada após a troca da Ferrari e uma troca brilhante da Williams. Isso o liberou para tentar alcançar Hamilton na parte final da prova enquanto Bottas acabou caindo bastante nas ultimas voltas.

Force India tenta se apoiar na durabilidade

Sergio Perez já é bem conhecido por manter seus pneus em ótimas condições durante a prova, entretanto, nem mesmo ele conseguiu completar um stint tão longo com os macios. Graças a um furo logo na primeira volta, o mexicano foi obrigado a parar prematuramente, calçando os macios no começo da corrida. Mesmo cogitando ir até o final, os pneus já estavam usados e Perez teve que parar pela segunda vez na volta 27.

Sauber mistura estratégias

A variedade estratégica entre as duas Saubers chamou a atenção. Devido ao incidente da primeira volta, Marcus Ericsson foi obrigado a adiantar sua primeira parada, aproveitando para mudar de macios para super macios. O sueco arrancou incríveis 27 voltas dos pneus vermelhos até calçar outro set de super macios e ir até o final. Nasr, por sua vez, parou na volta 12 e trocou os macios pelos médios, levando sua Sauber até o final completando um stint de 40 voltas.

Uma parada para boa parte do grid

A alta durabilidade de todos os compostos foram um fator determinante para possibilitar tantas estratégias de apenas uma parada. Felipe Massa foi o piloto com melhor colocação a parar duas vezes, voltando aos pits perto do fim da prova para colocar super macios, enquanto a grande maioria dos que pararam duas vezes estava envolvida no caos da primeira volta e foi forçada a mudar de estratégia por conta de danos.

Texto Original:

Stints mais longos

  • Médios: Kvyat (51 Voltas)
  • Macios: Sainz (41 Voltas)
  • Super Macios: Ericsson (27 Voltas)

Mais paradas

  • Kvyat, Gutierrez, Perez, Ericsson, Ricciardo, Wehrlein, Massa (2 paradas*)
    *Incluindo drive-throughs

Fonte

Formula Legend Brasil

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