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O Guia do Mochileiro Cabeça de Gasolina Para o Fim de Semana

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O fim de semana chega e você verá nas próximas linhas o que fazer para se manter bem informado e recheado com tudo o que vai rolar sobre o mundo da Fórmula 1®.

Para curtir a noite de sexta se aquecendo para o fim de semana, você pode conferir a coletiva de imprensa com tradução simultânea e ver um Pastor Maldonado bem impaciente:

No sábado de manhã, enquanto está esperando o treino classificatório que acontece na hora do almoço, ao meio-dia, você pode saber dos segredos do Circuito Internacional do Bahrein:

Após o treino, entenda o estado de saúde Jules Bianchi no Giro de Notícias com o host do Podcast F1 Brasil, Carlos Del Valle:

A noite, veja a primeira parte da entrevista com ex-mecânico da Caterham, o sueco Charlie Haggstam, falando do começo da carreira na área:

Para entrar no ritmo da corrida, relembre os melhores tweets da semana do Grande Prêmio da China com o Carlos Eduardo Valesi:

E para dormir tranquilo para estar 100% disposto para a corrida ao meio-dia, conheça a cidade de Melbourne na série Cidades da Fórmula 1®:

E claro, após a corrida, lembre-se de ficar ligado nas redes sociais para votar nos melhores e piores da corrida para a gravação do Podcast F1 Brasil que sai no domingo de madrugada. ;)

Um excelente e iluminado fim de semana, diabos necessários! :)

Retrovisor: Especial Michael Schumacher parte 1, Origens e Segredos

Amigos, toda sexta-feira é dia de relembrarmos Programas Especiais que já foram lançados no PF1BR. Esta semana vamos recapitular a parte 1 da nossa série de Especiais sobre Michael Schumacher, com suas origens humildes, o início difícil nos monopostos, sua passagem pela Endurance e o ano de estreia na Fórmula 1. Lá está a famosa passagem envolvendo Eddie Jordan, Flavio Briatore, Roberto Pupo Moreno e Nelson Piquet. O programa é o longínquo episódio 28 de 2013, ainda havia muito a contar sobre Michael Schumacher. Vamos lá:


O assunto é Michael Schumacher, e a pesquisa foi profunda, com muitas histórias pouco conhecidas, citações de outros pilotos e pessoas importantes da Fórmula 1.

Host, Editor-Chefe, Contínuo, Boss, Asno Volante e Office-Boy: Carlos Del Valle

Convidado deste programa:

Valesi, do Melhor Blog sobre Nada

AVISO: eu considero este programa adequado tanto para fãs como detratores de Schumacher, com uma análise o mais distanciada possível. Incluímos um importante disclaimer: Carlos Del Valle torceu a vida toda contra Schumacher, e  Valesi torceu a vida toda para Schumacher.

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Este episódio foi amplamente baseado em um livro que eu considero definitivo sobre Michael Schumacher: The Edge of Greatness, por James Allen. O autor era o narrador de TV oficial na Inglaterra durante a era Schumacher, hoje em dia é o locutor titular da rádio BBC e editor do excelente site  James Allen on F1.

Este fantástico livro foi nossa principal fonte

Nossa outra fonte principal foi o belo artigo escrito por Graham Keiloh no Talking About F1, uma análise bem-informada e bem escrita, uma excelente leitura.

Filho de pedreiro, dando uma de suas primeiras entrevistas
Filho de pedreiro, dando uma de suas primeiras entrevistas

Links e notícias usados ou mencionados neste episódio:

Schumacher pilotando a Sauber-Mercedes de Endurance em 1991 em Suzuka. Notar o barulho épico do motor:

Hakkinen contra Schumacher em Macau:

Hakkinen contra Schumacher no Japão 2000

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Ferrari da Sexta-Feira: F10, de 2010 (as Últimas Dobradinhas)

A última grande Ferrari. Pode-se dizer que o ano de estreia de Fernando Alonso foi o único em que a Scuderia produziu um carro realmente competitivo. A lindíssima F10 estreou com dobradinha no GP do Bahrein, e ainda carimbou seu segundo 1-2 no infame GP da Alemanha em Hockenheim, dia do “Fernando is Faster than You”.

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Além disso, a Ferrari F10 ainda conseguiu duas vezes o chamado “1-3″, com vitória de Alonso e Felipe Massa em terceiro, nas etapas da Itália e da Coreia. Também foi o último ano em que Massa conseguiu mais de um pódio numa temporada pela Ferrari (foram quatro no total em 2010).

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Quer mais elogios à Ferrari F10? Ela também proporcionou à equipe de Maranello suas últimas poles com pista seca, nas corridas em Monza e Cingapura. Depois disso, só vieram mais duas poles “vermelhas”, em 2012, porém com pista bastante molhada. Com a F10, Fernando Alonso chegou a ter o título de 2010 em suas mãos, abrindo 25 pontos para Sebastian Vettel após o GP da Coreia, faltando duas provas para o fim da temporada. Mas no meio do caminho havia uma Renault amarela com um F-duct particularmente eficaz. No meio da pista de Yas Marina havia um russo que não cometeu nenhum erro, e o resto é história.

Até a próxima Ferrari de sexta-feira!

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Os 10 Melhores Comerciais de Fórmula 1®

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Eu adoro marketing e vídeo! Então, porque não juntar os melhores comerciais sobre Fórmula 1® em um único post?! :D

Prepare o snack e se delicie com os 10 comerciais mais legais disponíveis nessa tal de internete.

10º – FIAT – Bravo

Michael Schumacher e Kimi Räikkónen juntos. Só isso! :o

9º – FIAT – Seicento 

Totalmente excelente!

8º – Siemens – Stop for a Coffee.

Só dar uma paradinha para um café porque ninguém é de ferro! :D

7º – Sky Sports F1 – The Chase Begins

Totalmente sem palavras!

6º- Cepsa e Scuderia Toro Rosso

Olha a luz dessa filmagem! :o Palmas de pé!

5º – Texaco – Trust Texaco

A zuera never ends para James Hunt e seus mecânicos doidões. :D

4º – Mercedes-Benz – Racing is a State of Mind with Mika Hakkinen

Michael Schumacher e Nico Rosberg num restaurante bonitão surpresos ao ver suas bebidas entregues por um ex-piloto muito zuera. :D

3º – Mercedes-Benz – Racing is a State of Mind

Sua mulher dando a luz, seu carro quebrado e vocês dois são socorridos por Michael Schumacher e Nico Rosberg e decidem saber quem dos dois é o mais rápido! :)

2º – Shell & Scuderia Ferrari – Made to Move

A evolução dos carros da escuderia italiana ao redor do mundo. S2

1º – Mercedes-Benz – Motorsport is a State of Mind 

Anything you can do I can do better… ♫♫♪♫

Efeméride da semana: o gene F-1

Se o Scheckter não tivesse se enfiado no meio eu teria a imagem perfeita para o artigo.
Se o Scheckter não tivesse se enfiado no meio eu teria a imagem perfeita para o artigo.

Seguir os passos dos pais é algo muito comum. Você já cresce naquele meio, acostumado com os jargões, os horários, até com os problemas. Por isso muitas vezes associamos um sobrenome a uma profissão.

Assim, quando se fala em Jatene, pensamos nos bons cirurgiões; os Ford foram fabricantes de carros; os Manning, jogadores de futebol americano; os Baldwin, péssimos atores; e os Sarney… bom… deixa prá lá, podem ter crianças por aqui neste horário.

Luke! Eu tenho uma vaga no dark side. Me dê seu currículo!
Luke! Eu tenho uma vaga no dark side. Me dê seu currículo!

Não seria diferente no nosso esporte predileto. Quando você cresce dentro de um box, com cheiro de gasolina por toda parte e graxa debaixo das unhas, você vai querer estar atrás do volante antes mesmo de ter vontade de estar debaixo das saias das grid girls (leiam o texto do Fusinato, ficou ótimo). Tanto é que os nomes Senna, Piquet e Fittipaldi não alinharam no grid apenas na companhia de nossos campeões. Nesta página da Wikipedia você encontra uma lista considerável de parentes cabeças de gasolina. Até mesmo um tal de Rami Raikkonen, irmão mais velho do Iceman.

O Räikkönen sorridente
O Räikkönen sorridente

Mas ter um sobrenome famoso não garante talento a ninguém. E foram poucas as combinações de hino e sobrenome com pilotos diferentes no alto do pódio após uma etapa do campeonato de Fórmula 1.

Os Rosbergs 

nico_kekeNosso atual vice-campeão mundial, Britney, é filho de Keijo, um dos bigodes mais ousados das pistas. Nesse caso, nem o hino tocado nas vitórias dos dois é o mesmo. Keke é finlandês, mas Nico nasceu na Alemanha e corre sob esta bandeira, apesar de ter dupla personalidade nacionalidade. E a confusão de países nesta história não pára por aí. Keke venceu sua primeira prova em Dijon-Prenois, na França. Esse foi o Grande Prêmio da Suíça do ano de 1982 (!?).

Não. Simplesmente não.
Não. Simplesmente não.

Apesar de Keke ter encerrado a carreira com cinco vitórias, enquanto Nico já tem 8 – e com certeza deve aumentar o número – o pai é campeão do mundo – justamente em 82, no ano da primeira vitória, que foi também a única dele naquele campeonato.

Os Rosbergs então estão com 13 pontos, mas com chances de aumentar o escore e passar os próximos colocados, que são

Os Villeneuves

villeneuvesJoseph Gilles Henri Vlleneuve e seu filho Jacques Joseph Charles Villeneuve (o Del Valle me paga por letra digitada, então não reclamem) formam outra dupla de pai e filho com vitórias nas carreiras. Dessa vez, pelo menos, era sempre o hino canadense que ouvíamos.

E se aqui o filho tem ampla vantagem sobre o pai (11 vitórias contragilles-villeneuve-ferrari-312-t4 6, e um título mundial de lambuja), Gilles é sempre lembrado como uma lenda do automobilismo por seu arrojo, suas performances e, é claro, por ter corrido pela Ferrari. Se você não caiu aqui por acidente, é fisicamente impossível ler Villeneuve-Arnoux e não ter vontade de assistir esse vídeo pela enésima vez. Gilles faleceu precocemente aos 32 anos em uma colisão em Zolder, na Bélgica, no mesmo 1982 que viu a primeira vitória e o título de Keke Rosberg.

Ele tentou ensinar ao filho as coisas boas da vida.
Ele tentou ensinar ao filho as coisas boas da vida.

Já o filho, campeão em 1997 (pela Williams – eca – e ainda por cima sobre a Ferrari de Schumacher) anda sendo lembrado ultimamente pelas marcas indeléveis deixadas nos carros dos adversários.

Juntos, os Villeneuves conquistaram 17 vitórias. Menos da metade de nossa próxima dupla,

Os Hills

by Lewis Morley,photograph,1963Graham “Nice Moustache” e Damon “White Head” Hill, pai e filho respectivamente, conquistaram juntos 36 vitórias e três títulos mundiais. Formam a única família a ter duas gerações de campeões mundiais de F1.

graham-hill-portraitGraham (não o chamem de “Sir”; injustamente o único ser humano a vencer em Mônaco, Indianápolis 500 e Le Mans tem apenas o título de Officer of the British Empire, não sendo um Cavaleiro) foi o melhor do mundo em 62 (pela BRM) e 68 (pela Lotus), ganhando 14 provas.

gdhill

"The name is Hill. Damon Hill."
“The name is Hill. Damon Hill.”

Damon (mesmo título de OBE de seu pai) tem 22 vitórias e o título mundial de 1996, ano em que largou na primeira fila em todas as 16 corridas do campeonato. Seu filho Joshua teve uma breve carreira no automobilismo, na Fórmula Renault britânica, porém a esperança de ver a terceira geração de Hills na Fórmula 1 acabou em 2013 quando ele anunciou sua retirada das pistas.

"Esse cara tá me enrolando..."
“Esse cara tá me enrolando…”

Mas, se você é um cabeça de gasolina perspicaz, a esta altura já se perguntou: “ainda não entendi o motivo deste texto estar no Efemérides da Semana, apesar de ser maravilhosamente escrito” (se sua pergunta não foi exatamente esta, você até pode ser perspicaz, mas não é um bom crítico literário). A resposta vem agora, pois chegamos à família mais vitoriosa da F1,

Os Schumachers

136253129-michael-ralf-schumacher.9Há 14 anos, em 15 de abril de 2001 (viram? essa é a efeméride), Ralf Schumacher vencia o GP de San Marino. Essa sua primeira vitória marcou também a primeira vez que dois irmãos venciam uma corrida de Fórmula 1 na história. Em Ímola, enquanto a Ferrari de seu irmão mais velho abandonava a prova, Ralf levou a Williams à sua primeira vitória desde o GP de Luxemburgo de 1997, vencido por Jacques Villeneuve.

Ralf ainda venceria outras 5 vezes. Seu irmão contribuiu um pouco mais, com 91 das 97 vitórias dos filhos de seu Rolf. Além de sete títulos mundiais. Essa história está sendo contada em nossos especiais, o 28, o 53 e o 78.

Dificilmente alguém conseguirá ultrapassar esses dois irmãos em números. Mas esperamos que algum parente de piloto vencedor chegue logo ao pódio, para adicionarmos mais uma família nesta seleta lista.

Um de meus filhos perdeu a mão direita, e o outro é um anão. Não olhem prá mim.
Um de meus filhos perdeu a mão direita, e o outro é um anão. Não olhem prá mim.

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FORA DAS PISTAS:

mustang 1964Em 15 de abril de 1964, dois dias antes de começar a ser vendida nacionalmente, a lenda americana Ford Mustang era apresentada ao público. Filho direto do Ford Falcon, o Mustang foi o primeiro “pony car”, um automóvel relativamente compacto, de preço acessível e aparência esportiva.

2015

Fabricado até hoje (aos 51 anos acaba de chegar à sua sexta geração), o Mustang serviu de base àquele que, em minha humilde e leiga opinião, é o maior e mais lindo muscle car já produzido, o Shelby Mustang GT 500.

Carro que nasceu para ser estrela, o Mustang estreou nas telonas já no ano de seu nascimento, em Goldfinger, do 007. Entre muitos outros “papéis”, se tornou uma lenda na perseguição em Bullitt, do cabeça de gasolina Steve McQueen, e como Eleanor, o sonho impossível de Gone in Sixty Seconds.

judas

Terça Metal #5: Vem Mais Coisa Por Aí

Depois de quatro semanas perambulando pelo Thrash Metal norte-americano, chegou a hora de mudar de ares. Vamos pegar uma onda através do Atlântico Norte, e olha que isto não é surf music. Vamos entrar na NWOBHM, a Nova Onda do Heavy Metal Britânico. Hoje o mar está para o Judas Priest.

Vem coisa boa por aí. Ou melhor, vem outra coisa por aí, já que a música se chama “You’ve Got Another Thing Comin'”. Ela faz parte do álbum “Screaming for Vengeance”, de 1982. Simboliza bem a diferença da Nova Onda Britânica para o protometal original: batidas mais quadradas, um som com menos blues na mistura e mais limpo. No caso do Judas Priest, ainda tem as roupas de couro, que se tornaram uma marca registrada dos metaleiros graças a eles.

Você está ouvindo uma banda no auge. O Judas Priest vinha lançando discos anualmente, cada um fazendo mais sucesso que o anterior, incluindo Killing Machine e British Steel entre os grandes sucessos desse tsunami metálico.

Aumente o volume, ou pegue aquele fone de ouvido, e deguste este fino exemplar do mais fino metal britânico. Parafraseando Churchill, “Their Finest Hour”.

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Grid Girls, Girls On Grid etc.

As garotas estão em alta. Nas duas últimas semanas muito se falou sobre a participação feminina no automobilismo internacional.

No More...
No More…

Primeiro, a organização do World Endurance Championship (WEC para os iniciados), afirmou que não irá mais permitir as famosas Grid Girls em seus eventos, dizendo oficialmente que “as garagens, paddocks, arquibancadas, hospitality centers e salas de imprensa já estão cheias de belas mulheres, que já são apreciadas por todos, não sendo apenas colírio para os olhos antes da largada”.

Concordo com a direção do WEC. Hoje, as mulheres ocupam um espaço tão importante no automobilismo, sejam como pilotos, engenheiros, funções de gerência e chefia de equipes, que não faz sentido em manter essa posição de seguradoras de placas. É necessário que o ambiente seja propício para a igualdade.

I said NO MORE!
I said NO MORE!

Bernie Ecclestone (sempre ele) propôs uma categoria automobilística de alto nível composta apenas por pilotos femininas. A ideia ventilada seria que essa categoria faria o evento de abertura das provas de F1, com carros padronizados e menos potentes.

As opiniões sobre a nova genial proposta saída da cabeça do baixinho geraram opiniões diversas, como sempre.

A belíssima piloto de testes da Lotus Carmen Jordá (nova paixão platônica do nosso amigo Sérgio Siverly) concorda que seria um bom artifício para atrair mulheres para as corridas de automóveis, pois, nas palavras dela “mulheres nunca chegariam ao topo da F1, por conta da demanda física”, “eu não gostaria de correr para disputar o décimo lugar, quero correr para ganhar”.

Carman Jordá. Pare de babar.
Carmen Jordá. Pare de babar.

Do outro lado do ringue, Michela Cerutti, que disputou algumas prova da Formula E esse ano, se opôs à criação da nova categoria. Mas a maior resistência veio de Michèle Mouton, que declarou estar “aborrecida e desapontada” com Ecclestone, por este pensar apenas no apelo midiático que isso traria.

Péra, Michèle quem?

Michèle Mouton, a mulher que tem mais bolas que muito marmanjo por aí. E é a história dela que eu vou contar hoje.

Essa é pra aplaudir!
Essa é pra aplaudir!

(Achou que esse texto seria um manifesto? Pois, ao elevar o espírito dessa personalidade do automobilismo, talvez seja… Mas divago.)

Nascida em 1951, na Riviera Francesa, filha de floristas, Michèle começou a participar de algumas provas de Rally durante a faculdade. Em 1972 e 1973 participou como navegadora de algumas provas, e em 1974 já estreou no Mundial de Rally como piloto, terminando em 12º do Rally da Córsega, a bordo de um Alpine A110. Com esse carro, Mademoiselle Mouton disputou diversas provas, até 1977, quando foi contratada pela FIAT.

Por quatro temporadas, manteve resultados consistentes no Mundial de Rally, como três quintos lugares consecutivos na Córsega, dois sétimos lugares em Mônaco, dentre outros, mesmo delcrando publicamente que acreditava que seu modelo 127 parecia um caminhão.

Que lindeza esse Audi Quattro
Que lindeza esse Audi Quattro.

Em 1981, Michèle entra para equipe Audi. Apesar de em Monte Carlo sua participação tenha acabado antes mesmo de começar, na segunda etapa, em Portugal, conquista um quarto lugar, mesmo sofrendo com problemas elétricos. No rally de Sanremo, segurou e calou as lendas Finlandesas Henri Toivonen e Ari Vatanen, além do mundo do autobilismo, vencendo a prova.

Vatanen, durante a prova, chegou a afirmar que nunca se permitiria perder para uma mulher!

1982 foi o “Annu Mirabilis” de Mouton, apesar da Estreia com acidente em Monte Carlo, enquanto estava em terceiro e tinha feito o melhor tempo no magnífico estágio Col de Turini (tem nos bons jogos de simulação disponíveis, é de tirar o fôlego!).

Vitórias nos Rallies de Portugal, Grécia e Brasil, além de chegar constantemente nos pontos, fez com que Mouton terminasse o ano em segundo lugar no campeonato de pilotos, com 97 pontos, somente atrás de Walter Röhrl, que se sagrou o primeiro bicampeão da história do Mundial de Rally, dizendo que aceitaria ser vice de qualquer pessoa, menos de Mouton… Não pela sua qualidade como piloto, mas por ser mulher!

Mouton ainda competiu até 1986, e com o fim do Grupo B, ocasionado pela morte de Henri Toivonen, resolveu partir para o outro lado da cerca, idealizando e organizando o Race of Champions,  competindo apenas esporadicamente, em especial pela equipe Peugeot, capitaneada por ninguém menos que Jean Todt.

Já nos anos 2000 tomou parte em alguns eventos de Rally, tendo como destaque o cargo de piloto de um dos veículos da imprensa no Rally Dakar entre 2004 e 2009. Pela sua influência e presença no âmbito das corridas pelas últimas décadas, Mouton foi agraciada com o cargo de presidente da Comissão de Pilotos Femininas da FIA em 2010, e em 2011 como a Delegada da FIA para o Mundial de Rally, além dos diversos prêmios que foi laureada durante os anos.

Mas o grande legado de Michèle Mouton foi acreditar que ser boa piloto não era o bastante, o importante era poder se manter sempre no mesmo nível dos demais, não exigindo concessões por quaisquer motivos… Especialmente por ser mulher.

"Deixa pra mim, que eu garanto!"
“Deixa pra mim, que eu garanto!”

Até a próxima, senhores!

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Vote! Melhores e Piores do GP da China: Asno Volante e Troféu Podcast F1 Brasil

Está na hora de você dar sua opinião! Vote e espalhe sua opinião para seus amigos cabeças de gasolina.

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Clique em quem você achou que foi o melhor e pior deste GP da China 2015:

GP da China - Qual foi o pior piloto ou acontecimento (TROFÉU ASNO VOLANTE)?

  • Fiscais de Xangai: problemas para fazer a Toro Rosso passar no buraco (41%, 94 Votes)
  • Maldonado - errou da entrada do box, rodou sozinho, foi parar no meio das McLarens (30%, 68 Votes)
  • Red Bull - mal na pista e ameaçando abandonar a F1 (15%, 34 Votes)
  • Ricciardo - largada clássica à Webber-Barrichello, freadas peculiares (4%, 10 Votes)
  • Button - virou para Maldonado e disse: "You Have Been Maldonated" (4%, 9 Votes)
  • McLaren - ainda no modo GP2Plus (4%, 8 Votes)
  • Sainz - rodou sozinho no início, depois azar com o câmbio (2%, 4 Votes)

Total Voters: 227

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GP da China: Qual foi o melhor piloto ou acontecimento (TROFÉU PODCAST F1 BRASIL)?

  • Hamilton - corrida e campeonato sob controle, 100% das poles em 2015 (21%, 48 Votes)
  • Sauber - dois carros nos pontos e excelente campeonato de construtores até aqui (21%, 48 Votes)
  • Verstappen - liderou confortavelmente a família Red Bull, com boas ultrapassagens, até o motor Renault fazer seu papel de chaleira (16%, 37 Votes)
  • Kimi - finalmente uma boa largada e uma boa primeira volta (13%, 29 Votes)
  • Vettel - maximizando a Ferrari, uma vitória e dois pódios (12%, 26 Votes)
  • Nasr - bom treino com Q3 e boa corrida marcando pontos (8%, 18 Votes)
  • Massa - vitória na corrida particular da Williams (4%, 10 Votes)
  • Groselha - corrida limpa para o sétimo lugar à frente das outras médias (4%, 9 Votes)

Total Voters: 225

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Você acha que faltou alguém na votação? Então deixa a sua sugestão aqui embaixo nos comentários!

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Buemi e a falha catastrófica na suspensão de sua Toro Rosso STR5 em 2010

Retrovisor: Crônicas de Xangai

Amigos, toda sexta-feira será dia de relembrarmos Programas Especiais que já foram lançados no PF1BR. Esta semana vamos recapitular nossas Crônicas de Xangai, em que falamos sobre as características do circuito chinês e recapitulamos corridas históricas que aconteceram naquela pista. Vamos lá, para ouvir, clique Play:

Host, Editor-Chefe, Contínuo, Boss e Office-Boy: Carlos Del Valle

Convidados deste programa:

Sérgio Dias, do Boteco F1

Valesi, do Melhor Blog sobre Nada

Eduardo Casola Filho , da Estante do Casola

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Patetices habituais com erros de gravação no final do programa.

Buemi, a Toro Rosso STR5 e o “míssil humano” de 2010

Tilkódromo que estreou em 2004

  • Pista com 5.451m
  • Maiores vencedores: Hamilton (08,11) e Alonso (05,13)
  • Melhor equipe: Ferrari (2004, 2006, 2007 e 2013)
  • Sendo que as quatro vitórias da Ferrari foram com quatro pilotos diferentes: Rubens Barrichello(2004), Michael Schumacher(2006), Kimi Räikkonen(2007) e Fernando Alonso(2013).

A famosa letra Shang:

shang Capture

O traçado, para comparação:

shanghai international

Volta com comentários de Fernando Alonso sobre o traçado, curvas e marchas:

Corrida clássica em Sepang: 2006 (por Sergião)

  • Última vitória de Michael Schumacher na F1
  • Pole de Alonso com Fisichella em segundo (dobradinha Renault)

Largada:

Largada gravada por uma TecPix:

  • Kimi larga bem pacas, mas depois abandona com quebra de motor
  • Schumacher vem remando da sexta posição
  • Alonso troca os pneus e perde rendimento.
  • Alonso volta para os boxes para trocar os pneus de novo e perde bastante tempo com pneu traseiro direito
  • Massa bate em Coulthard e abandona com quebrar da suspensão da Ferrari
  • Fisichella volta com pneus secos após parar nos boxes e faz mais uma de suas “Fisichelices”, perde o carro na curva 2 e Schumi não perdoa

Schumi ultrapassando Alonso para o delírio da massa:

Última volta com Jenson Button dando show na pista meio molhada; na curva 14, Barrichello enche o carro do Heidfeld:

Melhores momentos da prova (videozinho mequetrefe 240p):

Mesma TecPix na hora da vitória do Schumi:

Pódio com alegria da Ferrari e Schumi. Reparem nas caras do Alonso e do Fisico. PS: O Alonso no champagne é impagável:

 Corrida clássica em Xangai: 2010 (por Del Valle)

Alonso e Massa no polêmico incidente ao entrar nos boxes de Xangai em 2010
Alonso e Massa no polêmico incidente ao entrar nos boxes de Xangai em 2010
  • Acidente espetacular de Buemi nos treinos
  • Dobradinha da Red Bull no grid (treino no seco)
  • Largada com chuva leve, pneus slick
  • Alonso queima a largada e é penalizado
  • Safety car por colisão Liuzzi x Kobayashi
  • Todo mundo troca para pneus intermediários, menos Button e as Renault, que se dão bem ao ficar com slicks por a pista secou rapidamente
  • Chuva forte: todo mundo para os boxes
  • Alonso empurra Massa para fora da pista na entrada para os boxes
  • Final com vitória de Button, e um espetacular segundo lugar para Hamlton, que estava em sétimo e veio remando no pelotão
  • Dobradinha da McLaren
  • Alonso remou bastante após a punição e ainda chegou em quarto
  • Button líder do campeonato 10 pontos à frente do segundo colocado

Corrida clássica em Xangai: 2004 (por Valesi)

Largada

Ultrapassagens

Corrida clássica em Xangai: 2007 (por Eduardão)

  • Pole de Hamilton
  • Condições meteorológicas instáveis
  • Frase famosa “We’re racing Fernando / Estamos correndo contra Alonso”, por Ron Dennis
  • Hamilton poderia ser campeão nessa corrida, mas ficou com pneus totalmente destruídos ao “correr contra Alonso”, e acabou encalhando de forma bisonha na brita da entrada dos boxes
  • Kimi venceu e reduziu a vantagem de Hamilton no campeonato de 17 para 7 pontos, abrindo caminho para sua incrível conquista do campeonato

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Ferrari da Sexta-Feira: 156/85, de 1985

Nada mais clássico que uma temporada disputada entre Ferrari e McLaren. Em 1985, a Brabham estava sem pneu, a Renault estava sem piloto, a Lotus estava tentando se achar e a Williams ainda estava pegando a manha de fazer carros de fibra de carbono. Sobraram McLaren e Ferrari, com o título sendo disputado entre Alain Prost e Michelle Alboreto. O ídolo-mestre Niki Lauda até participou da temporada de 1985 pela McLaren, mas só estava dando aquela última capitalizada antes de se aposentar aos 36 anos.

A Ferrari 156/85 de hoje ficou encarregada de substituir a Ferrari 126, que tinha sido usada desde 1981 até 1984. A 126 tinha sido concebida nos tempos do efeito-solo, e foi adaptada em 1983 para usar o assoalho plano quando o carro-asa foi proibido. Já esta Ferrari de hoje foi desenhada desde o início para ter assoalho plano e motor V6 turbo. Além disso, foi a primeira Ferrari projetada desde o início para usar um monocoque de fibra de carbono, item essencial para competir com a pioneira McLaren nesse aspecto.

Aliás, como de costume, a designação desta Ferrari vem do motor: 156 porque tem 1,5L e seis cilindros. Capisci? O modelo conseguiu duas vitórias com Alboreto, e ainda mais sete pódios, sendo cinco com o italiano e dois com seu companheiro Stefan Johansson.

Isso foi suficiente para conseguir o vice-campeonato de Construtores, com 82 pontos, a apenas oito pontos da campeã McLaren-TAG. Isso nos permite dizer que o carro era muito bom, porque a dupla de pilotos ferraristas Alboreto/Johansson não se comparava à esmagadora combinação Prost/Lauda. O italiano chegou a liderar o campeonato após sua vitória na quinta etapa, em Montreal, e manteve a ponta até Hockenheim, que foi a nona corrida do ano. Mas Prost empatou com Alboreto no GP da Áustria, e foi lentamente ampliando a vantagem.

A Ferrari 156/85 teve uma confiabilidade péssima na segunda metade do campeonato. Alboreto abandonou as cinco últimas corridas, todas as vezes por falha mecânica. Assim, Prost ficou sossegado para ser campeão com duas provas de antecipação. A maneira que Alboreto protestou contra a fragilidade mecânica da Ferrari foi simplesmente espetacular. Em Brands Hatch, o italiano sofreu uma falha catastrófica no turbo ainda na volta 13. Com a traseira do carro em chamas, Alboreto fez questão de dirigir sua 156/85 até os boxes, e fez ainda mais: entrou na garagem com o carro pegando fogo, para desespero de todos que estavam por perto…

Até a próxima Ferrari da sexta-feira!

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