…que terminou.
Interessante como eram as coisas nos velhos tempos, por exemplo na clássica temporada de 1989. A revolucionária Ferrari 640 mostrou ao mundo o câmbio semi-automático com trocas de marcha por borboletas atrás do volante, coisa que hoje temos como comum e normal não somente em carros de corrida, como também em carros de rua. O carro ganhou em sua estréia com Nigel Mansell em Jacarepaguá, mas depois só voltou a terminar uma prova na sétima etapa do campeonato, com um pódio no saudoso Paul Ricard. Na imagem abaixo, o resumo da temporada de 1989, note que “Ret.” significa “não terminou a corrida”:
Uma coisa curiosa é que a Ferrari 640 sempre terminou no pódio quando completou a prova. Isso mesmo, nenhum resultado abaixo de terceiro lugar. É o preço da inovação. No ano seguinte, com o carro mais amadurecido e com um piloto ainda melhor (Alain Prost), o conceito de John Barnard passou muito perto de levar o título, mas acabou com o vice de pilotos e construtores.
Na foto acima, o carro está na configuração inicial, vencedora em Jacarepaguá. Esse belo layout, lembrando os turbos que reinaram até 1988, foi substituído na quarta etapa (México) por um mais convencional, que persiste até hoje, com a entrada de ar para o motor posicionada acima da cabeça do piloto, junto com o santantônio.
O motor era V12 a 65 graus, aspirado, e os pneus eram Goodyear.
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