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Host, Editor-Chefe, Contínuo, Boss e Office-Boy: Carlos Del Valle

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Origens

Frank Williams fundou a Williams Grand Prix Engineering no final de 1976, para disputar a temporada de 1977. Ele tinha tido uma equipe antes, chamada Frank Williams Racing Cars, desde 69.

Nos tempos da Frank Williams Racing Cars, o tio Frank perdeu um grande amigo, num acidente de F1 em Zandvoort. A morte de Piers Courage fez com que Frank prometesse nunca mais ser amigo de pilotos.


Para a temporada de 1976, a FW Racing Cars tinha sido comprada pelo canadense Walter Wolf, mas a equipe não foi bem e Wolf demitiu Frank da direção da equipe. Frank resolveu então montar uma lojinha nova.

Para a Nova Williams, Frank se associou a um jovem engenheiro chamado Patrick Head. Eles haviam começado a trabalhar juntos em 1976, antes da equipe ser comprada por Wolf.

1977 – Um Difícil Recomeço

A embrionária Williams usou um chassis March, com motor Ford-Cosworth, e participou de onze das dezesseis corridas, com apenas um carro, com um belga chamado Patrick Néve como piloto. Não marcou nenhum ponto.

1978 – O solitário FW06 e o primeiro pódio

Primeira Williams projetada por Patrick Head, a Williams FW06. Foi inscrito apenas um carro, desta vez com o australiano Alan Jones como piloto, que já tinha uma vitória no currículo, pela Shadow.

Jones marcou pontos na terceira corrida, na África do Sul, com um quinto lugar, chegou em quarto na França, e conseguiu o primeiro pódio da Williams na penúltima corrida do campeonato, em Watkins Glen, NY.

Com um pódio e mais dois resultados no pontos, a Williams com Alan Jones chegou em nono entre os Construtores, dentre 19 equipes.

1979 – As Primeiras Vitórias

Para 1979, Patrick Head projetou o FW07, dotado de efeito-solo. Na verdade, um carro “inspirado” no carro-asa da Lotus, equipe que ironicamente teve um péssimo.

Desta vez a equipe colocou dois carros, com Alan Jones e o bigodão Clay Regazzoni.

A equipe não marcou pontos nas seis primeiras corridas, mas depois a sorte iria virar, a partir da sétima etapa, em Mônaco. O suíço conseguiu um segundo lugar em Mônaco, atrás da Ferrari de Jody Scheckter. 

Duas corridas depois, um momento histórico: a primeira vitória da Williams, com Clay Regazzoni no GP da Inglaterra em Silverstone. Para completar a maré favorável, Alan Jones venceu as três corridas seguintes, nos clássicos Hockenheim, Österreichring e Zandvoort. Quatro vitórias seguidas. Jones ainda venceu a penúltima corrida, o GP do Canadá em Montreal.

Os pilotos da Williams terminaram o campeonato em terceiro e quinto (Jones e Clay, respectivamente). Nos Construtores, nada menos que o vice-campeonato, atrás apenas da Ferrari.

A história poderia ter sido diferente em 1979, mas a regra de descartes era maluca e impediu a Williams de disputar o campeonato no segundo semestre. Gilles Villeneuve também teve sua sorte selada contra Jody Scheckter por essa regra, detalhada neste artigo do Blog do Capelli.

1980: o Ano do Primeiro Título (Pilotos e Construtores)

Para 1980, a Williams chegou com o embalo do ano anterior, com uma versão atualizada do FW07, designada FW07B. No lugar de Clay Ragazzoni, foi colocado o argentino Carlos Reutemann. Dupla forte, mas que não se bicava muito.

Alan Jones já venceu o primeiro GP do campeonato, na Argentina. Acabou vencendo cinco corridas no total, e foi campeão com 17 pontos de vantagem sobre um jovem brasileiro chamado Nelson Piquet.

Carlos Reutemann foi terceiro no campeonato, com uma vitória, e a Williams foi pela primeira vez campeão Mundial de Construtores.

1981: Batalhas Internas e mais um Título de Construtores

O projeto era tão bom que novamente foi apenas atualizado para FW07C.

Jones e Reutemann fizeram dobradinha nas duas primeiras corridas, nos Estados Unidos e em Jacarepaguá. Mas nesse GP do Brasil, houve a célebre desobediência de Reutemann às ordens de equipe, transformando a temporada numa guerra já logo a partir da segunda corrida. Depois das duas dobradinhas nas duas primeiras corridas, a Williams só venceria mais duas corridas durante todo o restante do ano, uma com cada piloto.

Mesmo vencendo o campeonato de construtores pela segunda vez seguida, a Williams perdeu o título de pilotos para Nelson Piquet, com sua Brabham-Ford. O brasileiro venceu Reutemann numa final dramática, ironicamente vencida por Alan Jones, que havia dito antes da decisão que não ajudaria o companheiro de equipe.

(Essa batalha entre companheiros de equipe foi mencionada no nosso Especial Piquet – Era Brabham e no Especial pré-GP dos EUA)

1982 – Keke Rosberg, o novo campeão pela Williams

Após a confusão de 1981, Alan Jones se aposentou e a dupla de pilotos passou  Reutemann / Keke Rosberg. O finlandês era considerado rápido, apesar de só ter pilotado para equipes pequenas, inclusive para a Copersucar-Fittipaldi nos dois anos anteriores.

O carro para 1982 era novo, após três anos com o lendário FW07. O modelo FW08 foi usado a partir da quinta corrida da temporada.

Ano marcante, merecedor de uma série de especiais, 1982 viu as mortes de Villeneuve e Palleti, o horrendo acidente de Pironi, a batalha de ordens de equipe em Imola e muito mais. Entre as efemérides, temos os sete pilotos diferentes vencendo nas oito primeiras corridas.

Num ano tão equilibrado, e com um vácuo devido à perda da forte dupla da Ferrari turbo, não é surpresa que Rosberg foi campeão com um feito inédito: com apenas uma vitória na temporada inteira.

Bizarramente, a vitória de Keke Rosberg foi na antepenúltima corrida, em Dijon-Prenois, sede do GP da Suíça, assumindo a liderança do campeonato. O finlandês pulou de não ter marcado nenhum ponto em 1981 (pela Fittipaldi) para liderar o campeonato e ser campeão em 1982, no último momento.

Numa história paralela, Carlos Reutemann abandonou a F1 após apenas duas corridas em 1982. A Williams ocupou seu lugar por uma corrida com Mario Andretti (em Long Beach) e o restante da temporada com Derek Daly, que marcou oito pontos em doze corridas.

A Williams terminou 1982 em quarto lugar nos construtores, atrás da Ferrari, McLaren e Renault.

1983: o ano final com Ford-Cosworth

O ano de 1983 foi um ano de transição. O acordo com a Honda foi logo no início do ano, e o motor Honda V6 Turbo chegou a ser usado na última corrida da temporada.

A dupla de pilotos foi composta pelo então campeão Keke Rosberg e por Jacques Laffite, que estreou na F1 pela própria Williams, em 1974. O carro era uma evolução do anterior, e foi designado FW08C.

Curiosidade: FW08B foi a Williams de seis rodas. Não chegou a ser usada em corridas.

Foi uma despedida em vários aspectos. Rosberg fez a última pole de um carro com Ford-Cosworth, na primeira corrida do ano em Jacarepaguá. A Williams terminou novamente em quarto lugar entre os construtores, com uma única vitória, com um desempenho fenomenal de Keke Rosberg em Mônaco. Esse quarto lugar foi a melhor colocação de uma equipe com motor V8 aspirado em 1983, ficando atrás dos turbos da Brabham-BMW, Ferrari e Renault. Laffite foi apenas o 11º colocado no campeonato, somando 11 pontos, tendo como melhores resultados dois quartos lugares no Rio e em Long Beach, somando duas não qualificações para o grid, em Monza e Brands Hatch.

Na estreia do motor Honda, um promissor quinto lugar na última corrida do ano, em Kyalami.

Documentário: Williams – the Early Years

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Carlos Del Valle

Podcaster. Imerso em Fórmula 1. Nada mais lógico do que um podcast sobre Fórmula 1.

21 comentários

raphaelwilker · 2 de fevereiro de 2015 às 0:29

Ebá!
história da Williams!

Valesi · 2 de fevereiro de 2015 às 0:32

Pena que não tem Jump Start na pré-temporada…

Sr.Roberto Deniro · 2 de fevereiro de 2015 às 0:51

BOA CANALHADA!

raul b.f · 2 de fevereiro de 2015 às 2:17

Ótimo podcast como sempre ótimo microfone do fusinato agora só falta um novo microfone pro cazola

    Joshué Fusinato · 2 de fevereiro de 2015 às 14:41

    E uma internet decente pro Fernandão… Mas parece que esse problema foi resolvido nesse episódio

Rodrigo "Digão" · 2 de fevereiro de 2015 às 9:56

esse promete.

GEcKoDriver · 2 de fevereiro de 2015 às 10:05

Esse especial promete! Ouçamos!!!!

dichavandotutors · 2 de fevereiro de 2015 às 13:35

Quando chegar em 1993 vocês podem falar da williams CVT

    Joshué Fusinato · 2 de fevereiro de 2015 às 14:40

    Anotado!

Cristiano Seixas · 2 de fevereiro de 2015 às 18:50

Mais um belo episodio pessoal !!!!!
Em tenho uma relação especial com a Williams, afinal me apaixonei por F1 com o modelo FW 11 de Piquet em Mansell em 1987 e a primeira vitória da equipe foi em 14 de julho de 1979 em Silverstone (no programa vcs falaram Brands Hatch), como nasci em 11 de julho daquele ano eu tinha apenas 3 dias de vida quando tal fato histórico ocorreu …..
Sobre Las Vegas 1981 , o Reutemann era o pole, o Piquet largava em 4., mas o emocional do argentino estava em frangalhos e ele conseguiu perder o titulo para o Piquet. Como ele era muito c…., a Williams que tinha sido campeã em 1980 , perdera o titulo em 1981 , ganhou o conturbado campeonato de 1982 com o Keke.
Sobre a famosa ordem de equipe em Jacarepaguá 1981, vale lembrar que era apenas a segunda corrida do ano … o Reutemann teve saco roxo e mandou a equipe para aquele lugar e venceu, porém se queimou dentro do time …
Reza a lenda que em Las Vegas ele chamou o Alan Jones e pediu “vamos enterrar o passado”, o australiano respondeu “só se for no seu rabo”…

Fusinato mandou muito bem neste episodio, congratulations !!!!!

    Joshué Fusinato · 3 de fevereiro de 2015 às 9:23

    Valeu Cristiano! Muitíssimo obrigado! Mas quem tá de parabéns mesmo é o Delvas, que fez uma pauta primorosa!

    E essas EFEMÉRIDES aí, que foda cara! Reutmann não era o cara mais cuca fresca do mundo mesmo, eita caboclo briguento!

    Carlos Del Valle · 11 de fevereiro de 2015 às 13:58

    Ops! Canelada nossa! Travamos o pneu na freada! Obrigado meu amigo Cristiano, já consertei lá, não sei de onde tiramos Brands Hatch 😛

Claudio de Souza Alves · 3 de fevereiro de 2015 às 1:08

Muito legal esses casts. Interessante conhecer essas histórias. Vocês me recomendam algum livro lançado no Brasil sobre a história da F1?

Abraços!

    Joshué Fusinato · 3 de fevereiro de 2015 às 9:21

    Claudio, eu recomendaria os anuários Automotor, lançados pelo Reginaldo Leme, mas não é tão fácil de achar, não são tão baratos, e as edições antigas você só deve encontrar em sebos, com sorte.

    Tem as várias biografias do Senna que já saíram, tem histórias ótimas sobre a F1 nos anos 80. E a biografia do Bernie Ecclestone também é excelente, tão excelente que tá sendo usada como base para a apauta dos especiais!

André Corrêa · 3 de fevereiro de 2015 às 22:54

Mais um excelente podcast, pessoal! Particularmente adoro os especiais e sou fã da Williams apesar de não saber muito sobre sua história. Aliás, sou um daqueles que nem faziam idéia do significado da sigla FW nos modelos! Que vergonha!
Grande abraço e parabéns pela qualidade dos programas!

    Carlos Del Valle · 11 de fevereiro de 2015 às 13:59

    Obrigado André! O próximo capítulo já está a caminho, deve sair provavelmente em março, depois você nos conta o que achou 🙂

Tiago Oliveira · 4 de fevereiro de 2015 às 15:19

Parabéns senhores, Acabo de voltar de ferias e fiz uma mini-maratona de F1 Podcast Brasil (do 99 ao 106). Muito bom os especiais, e se meu pedido valer de alguma coisa, seria legal ouvir um especial do Emerson, e outro da Coopersucar, mas gostaria de ouvir a opiniao dos nobres diplomatas sobre os testes de inverno desse ano.

Se tem alguma coisa que o Frank Williams vez ou outra dá uma vacilada é na escolha da dupla de pilotos, fazer uma dupla entre Reutemann e Jones é ser tao otimista quanto colocar B. Senna e Maldonado na garagem.

Chamar algum helvetico de italiano nao é nenhuma ofensa, no grid atual tem um suico que se auto-denomina frances e ninguem se importa…

    Carlos Del Valle · 11 de fevereiro de 2015 às 14:01

    Obrigado pela honra da maratona! Muito bem observado em relação ao franco-suíço-grosélico que temos no grid 🙂

R7 Sports · 6 de fevereiro de 2015 às 15:22

Sergio Dias e Claire Wlliams uma historia de amor melhor do que crepúsculo

King Of Analogies · 28 de setembro de 2016 às 20:00

legal o cast. Achava que o Jacques laffite tinha estreado na Ligier e não na Frank williams racing cars. Pelo visto me enganei.

110 Especial Williams parte: a Era Honda, Piquet e Mansell - Podcast F1 Brasil · 2 de março de 2015 às 22:40

[…] Parte 1: Especial Williams – a Era Cosworth […]

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