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Carros podem ser 11 kg mais pesados do que em 2014 – mais espaço para trabalhar a aerodinâmica no conjunto PU/chassi.

Análise da BBC sobre a primeira bateria de testes

James Allen sobre os testes de Jerez 2015

Site Oficial da F1 sobre todas as Equipes em Jerez 2015

No começo dos testes no ano passado, tivemos muitos problemas com a confiabilidade dos carros. (Algo normal, considerando as mudanças) Nesse ano, os carros aparentam mais segurança e as equipes têm trabalhado muito com isso, vide a Mercedes que teve problemas durante a temporada, e teria usado os testes para aumentar a eficácia e evitar cenas como as de Hamilton na Austrália e Rosberg em Cingapura que vimos em 2014.


Porcas de roda ventiladas:

Ideia: atenuar a turbulência causada pela roda dianteira, que atrapalha o funcionamento da asa traseira – ideia da Williams 2013, que não foi utilizada ano passado. Necessita de ductos de freio maiores, o que aumenta o arrasto, mas direciona o ar sujo para fora, melhorando a eficiência aerodinâmica do assoalho e do difusor.

O ScarbsF1 fala que a Ferrari aparenta ter trabalhado melhor com os tokings do que a Renault.

FERRARI SF15-T

Carro bastante evoluído em relação ao ano passado, tentando endereçar os problemas nas áreas de aderência dianteira, coleta e uso da energia térmica durante a corrida, e a refrigeração que comprometia a aerodinâmica.

Ferrari foi mais misteriosa sobre o que fez com o motor, parece ter modificado a configuração do turbo e da energia térmica híbrida (a MGU-H não fica mais entre a turbina e o compressor, agora está à frente do turbo).

Resumindo: o motor Ferrari melhorará bastante.

Suspensão dianteira pullrod. James Allison disse que não valia a pena desenvolver de novo toda a dianteira do carro.  Scarbs disse que não há relação entre o problema do Kimi e a suspensão pullrod.

Nova tecnologia mais eficiente de radiadores.

Se a correlação do túnel melhorar, a aerodinâmica poderia surpreender.

Asa dianteira bastante complexa, ao estilo da Red Bull. Nariz um pouco simples demais, poderiam usar os pilares da asa para redirecionar o fluxo.

Ferrari USA/BRA/ABU no grid: 6/9, 9/10, 7/8 (um carro de quarta fila). Ficará mais à frente, na terceira ou até segunda fila?
Vídeo com a análise técnica do Craig Scarborough:

Análise da Racecar Engineering

Ou seja, esse carro deve ser melhor que o do ano passado.  E agora, Alonso?

MCLAREN MP4-30

Um dos poucos carros totalmente novos. Jogaram o design velho fora. Fica a impressão que foram utilizados recursos em grande escala e grande quantidade, a julgar por detalhes como os braços da suspensão dianteira.

Empacotamento do motor Honda parece bastante compacto.
Sidepods com o radiador bem à frente, e o resto do conteúdo todo empurrado para o meio do carro (conceito Red Bull). Essas carenagens laterais (sidepods) são tão menores que os reforços contra impacto lateral ficaram aparentes (o reforço está mostrado pela faixa amarela):

mp4 30 Capture

Split turbo, como a Mercedes.

Parece precisar de menos refrigeração que no ano passado

*** Sistema de tokens: Honda poderá usar a média do que as três concorrentes deixaram para usar na temporada. Renault e Ferrari ainda têm 8 tokens para gastar durante o ano, e a Mercedes terá 12 tokens. Sendo assim, a Honda poderá usar algo como 9 tokens. O total para o ano era de 46 tokens.

McLaren parece ter usado 50% de potência, estando entre 15-30 km/h mais lenta em velocidade no final da reta. Esperança da torcida: no molhado, Alonso girou na mesma faixa que a Mercedes, chegando a fazer um primeiro setor púrpura, o que poderia indicar que o chassis é bom.

A McLaren Honda tinha muitos problemas com os componentes elétricos e o pessoal da equipe ficou feliz pois aparentam ter resolvido o problema.

Vídeo com a análise técnica do Craig Scarborough:


Análise do F1 Technical

Análise da Racecar Engineering

Eric Boullier explica alguns dos problemas nos testes:

“O acesso aos vários sistemas, áreas, é dificultado devido ao acomodamento compacto dos componentes. Às vezes para trocar um sensor perdemos horas só para chegar até ele”

SAUBER C34 (Christine 34)

O carro parece bastante com o modelo anterior de 2014, o que não é surpreendente devido à falta de recursos. Mudanças maiores apenas nas áreas em que foram obrigados pelo regulamento.

Soluções para os problemas do ano passado: tração / distribuição de peso (redução), motor Ferrari com os upgrades.

As laterais e radiadores diminuiram de tamanho, traseira mais estreita (aparentemente não tão mais estreita quanto os concorrentes).

Mais de 40 caixas de diferentes tamanhos têm que ser acomodadas, sendo que 30 delas precisam de refrigeração. Para este ano, há duas entradas de ar ao lado do santantônio (as chamadas “orelhas”).

As rivais Lotus e Force India têm motor Mercedes, então a chance da Sauber seria lutar com a Toro Rosso (motor Renault), com sua dupla da categoria Fraldinha, ou com o retorno da Marussia, que preencheria orgulhosamente a última fila em todos os GPs do ano.

Vídeo com a análise técnica do Craig Scarborough:

Análise da Racecar Engineering

Os engenheiros da Sauber disseram que buscaram aprimorar para melhorar a performance em curvas lentas, o peso do carro e a estabilidade em frenagem.

Quiseram melhorar a tração (tinham traseiras “instáveis”) e a capacidade do carro se adaptar a diferentes ambientes.

Comparado com o de 2014, segundo o engenheiro de pista chefe, o italiano Gianpaolo Dall’Ara, a resposta aerodinâmica é maior. Os dados obtidos nos testes comprovam, e Marcus relata o fato, que o monoposto deste ano gera maior pressão aerodinâmica. Marcus Ericsson, companheiro de Felipe Nasr, treinou com o modelo de 2014 em Abu Dabi, em novembro, e agora com o C34.

A Sauber parece bastante confiável: 1.691,4 quilômetros. Só andou menos que a Mercedes, com 2.284,8 quilômetros.

O outro fator que corroborou para a Sauber ter dado um passo para a frente foi a nova unidade motriz da Ferrari. Nasr pilotou o eficiente carro da Williams, em 2014, equipado com a melhor unidade motriz da F1, Mercedes, em quatro sessões livres, mais um dia no treino coletivo, e deu uma declaração surpreendente depois acelerar o C34, em Jerez, com a nova unidade italiana:

– “Não sei se foi por eu ser piloto de testes e a Williams não disponibilizar toda a potência do FW36-Mercedes, mas o fato é que não senti uma diferença expressiva entre as características da nova unidade motriz da Ferrari e a da Mercedes que conheci” – disse o brasileiro.

WILLIAMS FW 37

Design evolucionário não surpreendente já que o FW36 era bom
Usavam bastante lastro ano passado, o que era bom. Este ano o bico é mais pesado (também porque o crash test é mais severo). O bico é bastante curto, à maneira da Mercedes e da Red Bull.

Não será surpreendente se as equipes re-submeterem novos bicos a crash tests durante o ano.

Maioria das equipes perdeu 50-60 pontos de aerodinâmica com o rebaixamento do bico (bico botafoguense).

Caixa de câmbio extremamente baixa, como nos últimos anos. As carenagens terminam junto com motor. Da roda traseira para trás, não há praticamente mais nada.

Vídeo com a análise técnica do Craig Scarborough:

Análise da Racecar Engineering

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Categorias: Podcast

Carlos Del Valle

Podcaster. Imerso em Fórmula 1. Nada mais lógico do que um podcast sobre Fórmula 1.

9 comentários

domingos lins jr · 8 de fevereiro de 2015 às 23:14

Dei uma de Sauber e fiquei em primeiro Qnd n vale nd?

Valesi · 8 de fevereiro de 2015 às 23:43

Ganhou um parabéns novinho em folha, Domingos!

Tiago Oliveira · 9 de fevereiro de 2015 às 9:02

Acho que a Williams só vai ganhar se alguém da frente de verdade vacilar. Queira ou nao, eles nao tem dois pilotos realmente rápidos E combativos o suficiente. Aliás, baseado nos ultimos anos do Massa, poderiam até colocar a Susie Wolf até a pausa de verao.

A Sauber é especialista em hipismo guarani, e pelos poucos adesivos no carro dá pra ver que as poucas pecas novas irá primeiro pro brasileirinho, e que esse carro nao terá o mesmo fluxo de desenvolvimento que uma Toro Rosso da vida, eu apostaria em eles pontuariam no comeco, e de barcelona pra frente, seria um declinio leve e constante até a renovacao de contrato de 2016. Uma grande vantagem na dupla de pilotos é que ambos sao do tipo que se envolvem em poucos acidentes e cometem poucos erros, em comparacao à dupla de 2014, isso já teria garantido uns 5 pontinhos que eles deixaram passar “sutilmente” ou “estabanados”.

Ferrari vai arrepiar, o Vettel vai ganhar na chuva em Monza, e o Alonso vai brigar com o Ron Dennis lá pela Hungria, se eu fosse o Button, me despedia da F1 em Silverstone, onde ele será albarroado por um Maldonado desgovernado na primeira volta.

Continuo dizendo, a grande surpresa de 2015 será a Lotus. Contas equilibradas, um projeto bem feito, e uma dupla de pilotos que pode até beliscar uma pole. Nao se esquecam que a maior diferenca de Enstone com Sauber, Force India e companhia sao os 4 titulos mundiais que estao expostos na portaria dos auri-negros.

Grande programa e keep on rockin´

    Carlos Del Valle · 11 de fevereiro de 2015 às 14:31

    Concordo Thiago, “In Lotus We Trust” / “Yes Groselha You Can”

Eduardo Casola Filho · 9 de fevereiro de 2015 às 12:13

A Sauber calara as bocas de muita gente! Aguardem!

    Eduardo Casola Filho · 9 de fevereiro de 2015 às 17:25

    calará*

    Escrevi do celular e não tinha a palavra com acento,

      Tiago Oliveira · 10 de fevereiro de 2015 às 11:45

      Também espero, a Sauber é a equipe que mais costuma surpreender, e zica igual 2014 seria o fim. Mas nos custos da F1 atual e as possibilidades que a Sauber parecem ter, nao permitem apostas muito ousadas.

Joshué Fusinato · 10 de fevereiro de 2015 às 9:48

Que programa, senhores! Que programa!

Uma efeméride interessante é que a Williams abraçou muitos dos funcionários da Caterham e Marussia, que ficaram a ver navios. Material humano é sempre importante, e o time do sogro do Serjão não tinha um staff muito grande faz tempo. Isso poder ser um ponto a favor!

Acho que eles se consolidam entre os 3 primeiros colocados do grid, atrás da Mercedes e mais perto da Red Bull… Que vai ser uma disputa interessante contra a Ferrari, isso vai!

    Carlos Del Valle · 11 de fevereiro de 2015 às 14:33

    Também acho que a disputa Williams vs. Ferrari acontecerá de novo, e da mesma maneira será muito interessante

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