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Host, Editor-Chefe, Contínuo, Boss e Office-Boy: Carlos Del Valle

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Carros podem ser 11 kg mais pesados do que em 2014 – mais espaço para trabalhar a aerodinâmica no conjunto PU/chassi.

Análise da BBC sobre a primeira bateria de testes

James Allen sobre os testes de Jerez 2015

Site Oficial da F1 sobre todas as Equipes em Jerez 2015

RED BULL (“Gives Wings to Zebras”)

O carro é promissor. Mesmo com o desenvolvimento lento em Jerez. Parece ser rápido, luta, no momento, contra a falta de confiabilidade. Um ponto positivo é que a Renault só trabalhará com eles e a Toro Rosso.

Eles foram agressivos nas mudanças com os sidepods, tornando-os bastante menores e mais recortados que ano passado, mesmo com a refrigeração sendo um ponto fraco do carro em 2014. Só lembrar dos buracos que o time abriu no RB10 em Jerez há um ano atrás.

red bull rb10 rb11

O motor Renault tinha muitos problemas em refrigerar o ar do turbo, com o chamado intercooler (além de motor e baterias). Adrian Newey disse que a porcentagem de calor que o motor francês gera é a mesma. Portanto, as mudanças nos sidepods parecem ser uma escolha aerodinâmica. Isso vai reduzir o arrasto do RB11, mas também vai aumentar o volume de ar no difusor, o que vai gerar mais downforce traseira. O menor arrasto é uma tentativa de recuperar os 10% de distância do motor Renault para o Mercedes na aerodinâmica.

MERCEDES

Peter Windsor estava ao lado do pai do Fettel, Norbert, quando este conversava com o Christian Horner. Olha só o diálogo:

– Christian, a Mercedes está imbatível de novo, não?
– Pois é. E eles nem atualizaram a unidade motriz. Imagina quando entrarmos na temporada europeia.

Favorita disparada incontestável. (Inapelavelmente favorita, como diria Joshué Fusinato).

Importante: A Mercedes andou em Jerez com muitas peças do ano passado. De novo, o carro tem apenas o monocoque, os sidepods e o nariz. As asas dianteira e traseira são do ano passado, assim como o assoalho. A milhagem da equipe em Jerez é um marco nos testes da F1, com 150 voltas logo no primeiro dia.

O carro é bastante similar no geral ao do ano passado com algumas diferenças. O nariz está menor por causa do novo regulamento. Os side pods estão mais baixos em comparação com W05. Interessante ver as câmeras acima do nariz do carro. As equipes que escolhem onde colocar para não atrapalhar ou melhorar minimamente a aerodinâmica do monoposto.

Outra curiosidade com relação ao nariz é, que lembra bastante o design da McLaren nos anos 2000.

nose mercedes 2015 mclaren 2005

Ainda há a peculiaridade de parecer que o nariz termina antes da asa:

mercedes nose

O ar passa pelo carro e vai parar nas aletas traseiras. A traseira da tia Mercedes é interessantíssima como vemos na foto a seguir:

mercedes rear end 1

 

 

 

Ok, a pauta acabou para mim. Não consigo mais rolar o cursor pra baixo.

 

 

 

troll dancing happily

 

Tá bom, olha a foto verdadeira:

mercedes rear end 2

A Mercedes parece não ter adotado o conceito do eixo dianteiro soprado (blown front axel) como a Williams, Red Bull e Ferrari.

LOTUS E23 (“Rachel”)

lotus 2015 e23

O nariz da Lotus passou pela mesma transformação da Rachel Green:

rachel friends nose before after antes depois

A Lotus sofreu muito com temperatura em 2014 também. Os sidepods são menores, o que deve melhorar a passagem de ar para o difusor. O E23 deve perder performance na asa traseira por causa da entrada de ar maior acima do motor, mas os sidepods mais compactos podem compensar melhorando a atuação do difusor e ajudar na dirigibilidade da Rachel.

Na pré-temporada do ano passado, a Lotus conseguiu 111 voltas em oito dias. Já neste primeiro teste em Jerez, deu 190 voltas em 3 dias. This is Mercedes Power.

Efeméride: essa equipe usava motor Renault desde 1995, quando foi campeã com a Benetton-Renault de Michael Schumacher. A equipe inclusive se chamou Renault por dez anos, de 2002 até 2011, incluindo os títulos de Alonso em 2005-2006. E, mais uma vez, não, ela não tem nada a ver com a Lotus original de Chapman, Clark, Fittipaldi, Senna e Piquet.

Olha a maluquice que é a entrada de ar da Rachel:

lotus 2015 airbox

As duas entradas de ar laterais inferiores são provavelmente para algum radiador de óleo. Perde-se eficiência na asa traseira devido à obstrução, mas ganha-se no difusor, porque as laterais podem ser menores.

É um carro bem convencional (feito como receita de bolo) talvez pela verba reduzida, mas parece ser bem nascido.

Pode ser um carro que ajudará Pastor e Romain a pontuarem com regularidade, e apesar do motor Mercedes ainda ser uma incógnita na Rachel, deverá trazer a Lotus de volta ao local digno da qual saiu em 2014.

Será uma interessante batalha contra a Force India, outra equipe “média” com dificuldades financeiras e propulsão Mercedes. Será uma disputa entre chassis e pilotos.

TORO ROSSO

O carro do ano passado tinha muito refinamento aerodinâmico. Mesmo com o terrível jabiracossauro da Renault, foi presença frequente no Q3 e marcou muito mais pontos que a Lotus, com o mesmo motor. O chassis deste ano apresenta algumas diferenças, como o nariz “prancha” como o da Ferrari. A asa dianteira aparenta ser bem mais simples em relação a algumas equipes do grid, como McLaren e Mercedes.

toro rosso 2015 str10

A Toro Rosso escolheu aumentar bastante a área de entrada de ar no Santo Antônio, assim como a Williams. Provavelmente, o jeito dos engenheiros da equipe italiana lidarem com a alta temperatura do PU. As saídas de ar são baixas, junto à caixa de velocidades.

Olha que beleza, o monkey seat da Toro Rosso. Parece que ele está flutuando no carro:

toro rosso 2015 monkey seat

FORCE INDIA

Error VJ404: no car on track to analyse. Please come back later.

MANOR (ex-Marussia)

http://manorf1team.com/

Com o dinheiro do prêmio pelo décimo lugar ano passado, a ideia é pagar as dívidas urgentes, rolar as outras, fabricar um carro modelo 2015 e estrear na China. Como fazer isso, ninguém sabe. Se vai dar certo, ninguém sabe.

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Categorias: Podcast

Carlos Del Valle

Podcaster. Imerso em Fórmula 1. Nada mais lógico do que um podcast sobre Fórmula 1.

9 comentários

edubassan · 16 de fevereiro de 2015 às 1:08

Boa maneira de começar a semana! 😉

Diego Ricarte · 16 de fevereiro de 2015 às 6:50

Canelada do Del Valle. Disse q esse é o episódio 107, quando na verdade é 108. Rsrsrs

    Valesi · 16 de fevereiro de 2015 às 7:24

    Ele REALMENTE não é bom com números, Diego.

Sr.Roberto Deniro · 16 de fevereiro de 2015 às 22:56

É bichos…

“O guerreiro de fé nunca gela, não agrada o injusto e não amarela…”

Sem palavras para a presença carnavalesca da equipe.
E numa citação atrasada, ótima colocação de Apocalypse Now no programa anterior.

    Carlos Del Valle · 24 de fevereiro de 2015 às 16:34

    Obrigado Sr. De Niro! 🙂 Apesar de não contar com sua presença, é um clássico! Ainda bem que o Martin Sheen e o tio Marlon deram conta do recado

Tiago Oliveira · 17 de fevereiro de 2015 às 11:00

Excelente programa senhores, quanto a volta do morto-vivo da Marussia, eu sei que os zumbis estao na moda, mas acho que esse aí seria forcacao de barra demais, recomendo esse texto do F1 technical sobre o tema;
http://www.f1technical.net/news/19916?sid=701c37ea361b25a55a36230fba934763

Como fa da F1 ver 2 carros a mais no grid de qualquer jeito, é pior o remendo q o problema. Grid cheio com equipes medias/pequenas é uma coisa, grid cheio com as “nanicas” nao acrescentam quase nada, se for uma nanica sozinha entao… As tres equipes e meia que entraram em 2010 fracassaram, infelizmente. Ter uma dupla com um Stevenson e um Rodolfo González da vida andando quase de 2 segundos mais lento que uma Sauber só vai adicionar mais perigo na corrida.

Na fabrica deles nao tem mais NADA, nao tem mais ninguem trampando no carro 2015, todos os (ex)funcionarios da fabrica e projetistas estao na Lotus, Williams, Red Bull e Mercedes, só mantiveram o mínimo legal; alguns funcionarios q ja estavam a ponto de se aposentar. A Haas comprou o espaco pra fazer a sede europeia, e só ficou uma empresa “fantasma” no lugar. Tudo o que eles tem de equipamento de pista se resume a um “kit de conversao” do carro 2014 pra 2015, em pouquissimas unidades. O carro de 2015 ficou parado em novembro de 2014. A Manor hoje nao tem mais absolutamente nada da equipe que pontuou em Monaco. A historia ja nos mostrou o quao lamentavel sao as ultimas corridas de uma equipe de F1 hoje em dia, que muitas vezes sequer sao filmadas nessa fase (Lembra da ultima corrida da HRT? Eu só vi em fotos).

Sinceramente acho melhor ver esses 4 milhoes que serao distribuidos pras equipes restantes para ajudar a Williams, Lotus, Force India e Sauber, do que tudo no bolso dos dirigentes de uma equipe que iria pra esse ano já acéfala. Sim, é tudo por dinheiro no fim das contas, mas infelizmente camaradagem na F1 nao existe, é um cachorro que come cachorro, e se vc nao esta disposto a comer do prato da casa, se prepare pra ser a proxima refeicao…

A unica formula pra equipes pequenas que se mostrou um pouco acertada na F1 atual é a de equipe-cliente, ou equipe satélite. A Force India so conseguiu ter o relativo sucesso que teve pelo apoio de McLaren e Mercedes, e agora estao escorregando no biscoito por que todos os patrocinadores deles sao “de mentirinha”, utilizaram o esquema Silvio Santos de negocio e tao se dando mal. Lotus se deu bem enquanto a ex-mamae dava alguma atencao pra eles, já que o titulo estava decidido com outro cliente. 2014 pra mim é emblemático sobre o drama das nanicas; Enquanto a Marussia investiu em uma estrategia comedida, desde o projeto do carro à dupla de pilotos, a Catterham foi de cabeca na radicalidade em tudo, e ambas fracassaram miseravelmente, nao conseguindo nem completar todas as corridas. A excessao a todos é a Williams, que conseguiu renascer mesmo sendo uma equipe “da velha guarda”. E nao é a toa que todos estamos adorando ver o renascimento deles, mas que no passado recendo estavam lutando pra nao virar uma nanica eles mesmos.

    Carlos Del Valle · 24 de fevereiro de 2015 às 16:37

    Oi Thiago, essa é uma abordagem que eu respeito, apesar de ser diferente da minha. 🙂 No áudio eu disse, “há quem queira estar na F1, esse é o grande sonho”. Isso sempre existiu, vide o Lord Hesketh. Quanto aos carros mais lentos, também sempre existiram. Um pouco de tráfeco não faz mal a ninguém, vide o #FIAWEC para isso 😉

R7 Sports · 21 de fevereiro de 2015 às 15:16

Qual o nome da musica que toca no final do podcast ?

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