Para ouvir, clique Play:


Host, Boss, Timoneiro, Contínuo, Editor-Chefe, Asno Volante e Office-Boy:  Carlos Del Valle

Convidados deste programa:

Sérgio Dias, do Boteco F1

Valesi, do Melhor Blog sobre Nada

GASOLINA STORE BANNER

Grupo do Podcast F1 Brasil – Roda com Roda no Facebook

1989 – Estreia com um Bom Carro

Thierry Boutsen e Riccardo Patrese (o inglês Nigel Mansell havia se transferido para a Ferrari).

Renault V10 3.5 (designação RS1)

Válvulas com fechamento pneumático ao invés de molas. Essa tecnologia que permitiu que os motores girassem a mais de 11 mil RPM. Vídeo com o motor:

O carro e o motor eram bons. Logo na primeira etapa, em Jacarepaguá, Patrese se classificou em segundo para o grid de largada, e fez a melhor volta da corrida, apesar de abandonar com quebra de motor.

Primeiro pódio de uma Williams-Renault na quarta etapa, com Patrese em segundo no GP do México.

Vídeo sensacional do Patrese levando a esposa dele para um passeio num Honda

Primeira vitória de uma Williams-Renault na sexta etapa, com Thierry Boutsen no super-chuvoso GP do Canadá, com Patrese em segundo:

Foi uma dobradinha da Williams-Renault na sexta corrida da parceria.

Para as quatro últimas corridas, estreou o chassis FW13, com sua entrada de ar para o motor em formato de oval largo e horizontal.

Boutsen venceu o hiper-molhado GP da Austrália já com o FW13.

Curiosamente, vitórias na primeira e última corrida dos anos 80 (GP da Argentina de 1980 e GP da Austrália de 1989).

Segundo lugar no Campeonato de Construtores, à frente de Ferrari, Lotus e Benetton.

1990: Bom carro, mas e os Pilotos?

Desta vez o chassis foi o FW13B, uma evolução do carro que havia terminado tão bem o ano anterior, e o motor foi o Renault RS2, também uma evolução.

Duas vitórias em 1990, uma com Patrese em Imola e outra com Boutsen na Hungria, esta última com direito a pole. Foi a única das três vitórias de Boutsen que ocorreu em pista seca.

O carro e o motor eram bons, mas a dupla de pilotos era competente porém considerada de segundo escalão, o que pode ter atrapalhado os resultados da temporada.

Ficou em quarto lugar nos Construtores, desta vez perdendo da Ferrari e da Benneton, com Patrese e Boutsen em sexto e sétimo.

Na metade do ano de 1990, um engenheiro inglês chamado Adrian Newey foi demitido da March-Leyton House. Newey disse que estava mesmo querendo sair, até porque a Williams andava atrás dele.

Para 1991, o problema dos pilotos seria resolvido, e o carro, que já era bom, teria ainda o poder mágico da prancheta de Adrian Newey.

1991: Newey e Mansell chegando

Para 1991, Mansell voltou para a Williams, descontente com a Ferrari, talvez sem desconfiar que estava embarcando numa das maiores combinações de chassis e motor da história, as Williams-Renault de Adrian Newey.

O carro era o FW14, com o motor Renault RS3, ainda um V10 de 3.5 litros.

O carro era muito rápido mas quebrou demais nas quatro primeiras provas.

Mas na sexta prova, no México, Patrese venceu, e Mansell venceu as três corridas seguintes. Um repeteco no promissor ano de 1979, que havia precedido a vitória dominante em 1980.

Uma das cenas mais famosas da Fórmula 1, Senna contra Mansell em Barcelona, 1991:

Mansell foi vice-campeão, por estar enfrentando Ayrton Senna em seu auge, e ainda numa McLaren-Honda veloz e confiável. E Riccardo Patrese ficou em terceiro no campeonato, vencendo Gerhard Berger da McLaren.

A Williams foi vice-campeã de Construtores, perto da McLaren (139 a 125),

1992: Recordes de outro Planeta

Conquista dominante, cheia de recordes por todos os lados.

Campeã de construtores, iniciando uma série de 3 títulos seguidos 92/93/94.

Dez vitórias de 16 possíveis, sendo nove de Mansell e uma de Patrese.

Dobradinha Mansell/Patrese no Mundial de Pilotos.

1993: Prost num carro Interestelar

FW15C, talvez o carro mais avançado tecnologicamente da história da Fórmula 1.

Alain Prost fez a pole position em 13 das 16 corridas. Novamente dez vitórias em 16 possíveis, no caso com 7 de Prost e 3 de Damon Hill.

Senna contra Prost, Kyalami 1993:

Apesar de toda a luta de Ayrton Senna, Prost foi campeão por antecipação e ainda por cima Damon Hill ficou a apenas 4 pontos de Senna no campeonato. Inclusive Damon Hill estava 9 pontos à frente de Senna antes das duas últimas corridas da temporada, vencidas pelo brasileiro.

FW15C, talvez o carro mais avançado tecnologicamente da história da Fórmula 1. Tinha ABS, controle de tração e suspensão ativa.

O câmbio CVT chegou a ser testado (ouvinte que não deixou o nome mencionou nos comentários). CVT significa “transmissão contínua variável”.

Vídeo de um jovem David Coulthard testando a Williams com câmbio CVT (note a ausência de troca de marchas a partir de 0:40):

1994

Senna. Hill. Coulthard.

Proibição da suspensão ativa e adaptação ruim do chassis FW16 à falta de suspensão ativa, comentada em detalhe por Livio Oricchio.

“Puta que pariu, bem na minha vez cagaram com o carro”.

Reportagem do teste de Ayrton com entrevista de Newey:

Reportagem da Globo do dia:

Carro foi melhorando, a ponto de Hill vencer em Silverstone, com pole e melhor volta. Mas a essa altura Schumacher já havia vencido seis das sete primeiras corridas.

O título ainda foi disputado até a última corrida, muito por causa da suspensão de Schumacher por duas corridas devido a sua cegueira seletiva para bandeiras pretas demonstrada em Silverstone. O piloto alemão ainda tinha sido desclassificado após vencer em Spa, por excesso de desgaste na prancha que regula a altura do carro em relação ao solo.

Williams campeã de construtores, 118 a 103, completando um tricampeonato consecutivo.

1995: Mesmo com Newey, Derrota Feia para Schumacher

Hill e Coulthard fizeram a pole em 12 das 17 corridas, mas nas corridas eram geralmente superados por Schumacher.

O chassis FW17 foi o primeiro de Newey com o nariz alto, que já era usado pela Benetton e havia sido introduzido pela Tyrrel 019 de Harvey Postlethwaite em 1990.

Batalha épica entre Hill e Schumacher, Spa 1995:

Derrota clamorosa para a Benetton de Schumacher, que a partir de 1995 também passou a ter motores Renault. A Benetton acabaria sendo comprada pela Renault, dando origem à equipe azul-clara dos títulos de Alonso em 2005-2006.

Vice-campeã de Construtores, perdendo da Benetton 137 a 112.

1996: Disputa Interna pelo Título

Hill, Villeneuve.

Hill campeão.

Ano dominante da Williams, por conta da decisão de Schumacher de ir para Maranello.

Doze vitórias de dezesseis possíveis. Hill 8 x 4 Villeneuve.

Esmagou a Ferrari nos Construtores, vencendo por 175 a 70. Cento e cinco pontos de vantagem.

1997: Villeneuve vence a Ferrari de Schumacher

O último carro de Adrian Newey. O último carro com participação efetiva da Renault.

Sete vitórias de Villeneuve e uma de Frentzen. Schumacher venceu 5 com a Ferrari.

Jacques Villeneuve campeão sobre Schumacher na última corrida, no caso o infame GP da Europa em Jerez.

Galvão Bueno narra a histórica colisão entre Villeneuve e Schumacher:

1998: Pseudo-Renault, parte 1

Mecachrome (Renault velho com outro nome).

Pintura Winfield vermelha.

Nenhuma vitória.

Pilotos: novamente Villeneuve e Frentzen.

Curiosidade: o último campeão que havia corrido pela Williams no ano seguinte da sua conquista tinha sido Keke Rosberg (82/83). Piquet, Mansell, Prost e Damon Hill foram campeões pela Williams mas não usaram o número 1).

Como a Williams não foi mais campeã desde então, conclui-se que Villeneuve em 1998 foi o último carro número 1 da Williams.
Distante terceiro no campeonato, com apenas 38 pontos: 156/133/38.

1999: Pseudo-Renault, parte 2

Supertec (Renault velho com outro nome).

Ainda com a pintura vermelha Winfield.

Pilotos: Zanardi e Ralf Schumacher.

Despencou para quinto lugar no campeonato, atrás de Ferrari, McLaren, Jordan e Stewart.

2000: Início da Era BMW

Grupo do Podcast F1 Brasil – Roda com Roda no Facebook

Email: contato@podcastf1brasil.com.br

Curta nossa página no Facebook

Siga-nos no Twitter e no Instagram

Estamos também na TuneIn Radio e no Stitcher, além do iTunes

Música podsafe / Creative Commons: Brother Love e American Heartbreak

Feed do Podcast F1 Brasil: http://feeds.feedburner.com/PodcastF1BrasilPodcast


Carlos Del Valle

Podcaster. Imerso em Fórmula 1. Nada mais lógico do que um podcast sobre Fórmula 1.

10 comentários

Bruno da Mata · 23 de março de 2015 às 0:38

Ja baixando, dormir com estilo hoje. haha

    Carlos Del Valle · 23 de março de 2015 às 0:44

    Vai dormir abraçado com o troféu Jump Start 🙂

    Valesi · 23 de março de 2015 às 0:59

    Putz, o duro é o cara dizer que o PF1BR é sonífero… ;^)

GEcKoDriver · 23 de março de 2015 às 1:05

Será que a Williams volta a vencer campeonatos?
Ouçamos essa grande fase da equipe…

Leonardo Zahn · 23 de março de 2015 às 2:43

Amanhã, “hoje”, ouvirei a caminho do trabalho!

João Caetano · 23 de março de 2015 às 13:41

Ei..a Williams 98/99 nem era tão feia assim..kkkkk. Mas só fiquei com uma dúvida: Por que em 97 o Damon Hill (então campeão do mundo) trocou a Williams pela Arrows(!)? Chutaram ele ou foi só burrice mesmo?

    Joshué Fusinato · 24 de março de 2015 às 9:43

    João, eu sou um dos defensores da Williams vermelha. Achava os carros muito bonitos!

    E a treta do Hill é a mesma de todos os pilotos campeões pela Williams, grana. Pro exemplo: Mansell, em 1992, ganhava 15 milhões de dólares por ano. Pra permanecer em 1993, pediu 23 milhões… Ora, que motivo teria o Tio Frank de ficar com um piloto estabanado, pagando caro por ele, se ele poderia ter o Professor pelos mesmos 15 milhões do Mansell, ou Senna (esse de graça!) no cockpit?

    Com o Hill foi a mesma coisa. Ele pediu uma grana alta pra renovar, mas como no assento do lado tinha um Jaques Villeneuve endiabrado, não valeria a pena a manutenção do contrato, e com isso o filho do Graham foi pra Arrows pra ganhar um caminhão de dinheiro.

      GEcKoDriver · 24 de março de 2015 às 10:49

      Na verdade, se formos reparar bem, a FW19 é bem parecida com a FW20. Quase o mesmo carro, ou pelo menos, do cockpit pra frente. A pintura que diferenciou bastante no quesito “beleza”.

    Tiago Oliveira · 24 de março de 2015 às 9:50

    A Arrows em 97 era um plano grandioso do Tom Walkingshaw, que era um diretor tecnico da Benetton campea do Schumacher, e o plano era fundar a TWR F1, com base na já existente Arrows, ele trouxe a Bridgestone pra F1, e convenceu o Damon Hill a largar a Williams que nao queria pagar um salario de campeao pra ninguem, muito menos pro Hill.

    A Arrows em 97 teve uns brilhos legais, como a vitória moral (segundo meu criterio pessoal) na corrida da Hungria, o motor abriu o bico no final e o Hill terminou em segundo. Aliás, o motor foi o grande problema da equipe, que depois teve que trocar o sofrível Yamaha pelo caquético Hart. Acabaram ficando pra trás por falta de patrocinio e entraram num declinio que nunca saíram, mas ainda tiveram o prazer de dar o carro mais bonito de todos os tempos (utiliznado o mesmo criterio acima) em 98, o Arrows A19 em 1998, com Salo e Diniz a bordo.

rbpope · 23 de março de 2015 às 15:34

Esqueceram de comentar do CG901 o carro que foi o pai do FW14…
Excelente programa! Parabéns galera…

Deixe seu Comentário