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1986Hungaroring Ayrton Senna Lotus 98T

Host, Boss, Timoneiro, Contínuo, Editor-Chefe, Asno Volante e Office-Boy:  Carlos Del Valle

Convidados deste programa:

Sérgio Dias, do Boteco F1

Valesi, do Melhor Blog sobre Nada

Joshué Fusinato, autor de vários artigos no Podcast F1 Brasil

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EQUIPES E PILOTOS 

Equipes que estão com o mesmo nome até hoje:
Ferrari
McLaren
Williams

Equipes que ainda existem, mas com nome diferente:
Benetton (ex Renault, hoje Lotus).
Tyrrell (ex Honda, Brawn, hoje Mercedes).
Minardi (hoje Toro Rosso).

Equipes de 2015 que não existiam em 1986:
Red Bull (ex-Stewart/Jaguar)
Force India (ex-Jordan, Midland, Spyker).
Sauber, iniciou na F1 em 1993.
Manor (ex-Virgin/Marussia, iniciou na F1 em 2010).

Equipes de 1986 que não existem mais:
Zakspeed (fim em 1989)
Osella (fim em 1990)
AGS (fim em 1991)
Brabham (fim em 1992)
Lotus (fim em 1994. Nada a ver com a Lotus atual, que é ex-Benetton e ex-Renault azul; )
Ligier (fim em 1996, virou Prost em 1997 até 2001)
Lola (fim em 1993/1997)
Arrows (fim em 2002)

FERRARI (F1/86)
Michelle Alboreto e Stefan Johansson, dupla que já tinha disputado todo o campeonato de 1985 pela Scuderia. O sueco tinha entrado no lugar de René Arnoux já na segunda corrida de 1985, porque o francês tinha sido sacado da equipe misteriosamente após a primeira corrida de 1985 em Jacarepaguá, tendo passado aquele ano inteiro na geladeira). Arnoux virou piloto da francesa Ligier.

MCLAREN (MP4/2C)
Alain Prost e Keke Rosberg (este no lugar de Niki Lauda, que tinha se aposentado).

WILLIAMS (FW11)
Nigel Mansell e Nelson Piquet (este no lugar de Keke Rosberg, que tinha ido para a McLaren). Piquet vinha de um ano fraco pela Brabham, com pneus Pirelli e apenas uma vitória na temporada de 1985.

LOTUS (98T)
Ayrton Senna e Johnny Dumfries. Este no lugar de Elio de Angelis, que tinha ido para a Brabham. Senna vinha de duas vitórias no seu ano de estreia pela Lotus-Renault preta.

BENNETON (B186) – Pirelli
Teo Fabi e Gerhard Berger. A Benneton tinha comprado a antiga Toleman, que já tinha Teo Fabi. Gerhard Berger tinha sido trazido da Arrows.

TYRRELL (014 – 015)
Martin Brundle e Philippe Streiff. Este último no lugar de Stefan Bellof, que tinha falecido em Spa em 1985 numa prova de Endurance com um Porsche 956.

LIGIER (JS27) – Pirelli
René Arnoux em todas. No outro carro: Jacques Laffite até a nona etapa, em Brands Hatch, quando fraturou as duas pernas e encerrou a carreira. Philippe Alliot da décima em diante (só franceses). Haviam demitido Andrea de Cesaris no ano anterior, por não aguentar a conta da fibra de carbono em 1985.

BRABHAM (BT55) – Pirelli
Riccardo Patrese e Elio de Angelis. Derek Warwick em lugar do falecido de Angelis a partir da quinta etapa (teste em Paul Ricard, após o GP de Mônaco. A última morte até Ratzemberger 94). Tinham perdido Piquet para a Williams. Carro de perfil extra-baixo revolucionário, último carro de Gordon Murray (desde 1974), considerado primo e tio da lendária McLaren MP4/4.

ARROWS (A8 – A9)
Thierry Boutsen em todas as corridas, como já havia sido em 1985. No outro carro, o suíço Marc Surer teve que ser substituído a partir da sétima etapa porque ficou bastante ferido num acidente de rally, num Ford RS2000, quando inclusive seu co-piloto faleceu no acidente. Em seu lugar entrou Christian Danner, que estava na Osella e trocou de canoa sem pestanejar. Curiosidade: Christian Danner foi o primeiro campeão de Fórmula 3000 da história, o equivalente de Nico Rosberg na GP2.

MINARDI (M185b – M186) Pirelli
Uma nova dupla, totalmente italiana: Andrea de Cesaris e Alessandro Nannini. O perigoso De Cesaris havia sido demitido pela Ligier no ano anterior, por excesso de gastos em fibra de carbono. Nannini era estreante, vindo da Lancia que disputava Le Mans e o Mundial de Endurance.

ZAKSPEED (861)
Jonathan Palmer e Huub Rothengatter. O médico Jonathan Palmer já vinha pela Zakspeed desde o ano anterior. O holandês com nome complicado estava começando sua última temporada na Fórmula 1, coroando três anos de carrreira em três nanicas: 84 na Spirit, 85 na Osella e agora 1986 na Zakspeed.

OSELLA (FA1G – FA1F – FA1H) – Pirelli
Piercarlo Ghinzani em todas as corridas. No outro carro, Christian Danner no começo, depois o canadense Allen Berg da sétima etapa em diante (exceto em Monza, onde Allen Berg deu lugar a Alex Caffi).

AGS (JH21C)
Ivan Capelli (etapas 13 e 14). A equipe estreou na Fórmula 1 nas últimas corridas. Uma nanica com “N” maiúsculo. AGS: fundada em Gonfaron, na zona rural francesa. Assim, AGS significava “Automóveis de Gonfaron Esportivos”, ou na língua de Alain Prost e Napoleão: “Automobiles Gonfaronnaises Sportives”.

LOLA (THL1 – THL2)
Alan Jones e Patrick Tambay. O francês Tambay vinha da equipe oficial Renault amarela. A Lola usou motor Hart nas três primeiras corridas e depois mudou para o Ford V6 Turbo feito especialmente para o projeto do Carl Haas (mais sobre isso no programa que vem). A Ford era patrocinadora da Lola-Haas, mas o motor não ficou pronto a tempo, tornando necessário iniciar a temporada com o Hart do ano anterior. A equipe contava com alguns bons nomes na área de engenharia, sendo os mais conhecidos Ross Brawn e Adrian Newey, ainda em início de carreira, e Neil Oatley, que veio a ser projetista da McLaren, no final dos anos 80. Texto da Motor Sport Magazine sobre a Lola-Haas.

Documentário sobre o motor Ford:

Aposentados ao final de 86:
Patrick Tambay;
Alan Jones;
Keke Rosberg;
Jacques Laffite;
Johnny Dumfries;
Huub Rothengatter;
Allen Berg;
Marc Surer;
Elio de Angelis
Destes, um por ter falecido (De Angelis), e dois por acidentes que encerraram a carreira (Laffite e Surer)

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Carlos Del Valle

Podcaster. Imerso em Fórmula 1. Nada mais lógico do que um podcast sobre Fórmula 1.

27 comentários

Diego Ricarte · 5 de abril de 2015 às 23:53

E os nossos mentores cabeças de gasolina nos presenteando com mais belo episódio!

Arthur, o Cabelo, Lavrini · 5 de abril de 2015 às 23:57

Hoje eu aprendi que a podcast só é lançada aproximadamente à 00:00 do domingo. E eu achando que era tipo a tarde da segunda feira, haha…

Cristiano Seixas · 6 de abril de 2015 às 0:19

Eu baixei e assisti todas as provas desta temporada, que é a minha favorita, pois neste ano 4 pilotos de alto nivel brigaram pelo titulo ponto a ponto, roda com roda até o final.
Meu primeiro contato com a F1 foi no podium do GP Brasil com minha mãe me falando “olha que legal o Piquet e o Senna segurando juntos a bandeira do Brasil”, naquele momento fui picado pelo virus da F1,” que nâo tem cura, ainda bem.
Obrigado por nos brindar com um especial sobre um ano tão fantástico !!!

    Valesi · 6 de abril de 2015 às 0:41

    Como assim, 4 pilotos de alto nível? E o Huub Rothengatter?

Cristiano Seixas · 6 de abril de 2015 às 0:41

https://youtu.be/LSStpZJoJNA

Video sobre a pre temporada de 86

    Mateus Ferreira · 6 de abril de 2015 às 8:11

    Outros tempos, hein Cristiano? Engenheiros e mecânicos de bermuda, sem camiseta, repórter repetindo informação já passada, kkkkkkk e principalmente: Trabalhos nos carros expostos para o público e a imprensa…. Adorava esta época,.

Mateus Ferreira · 6 de abril de 2015 às 8:11

Os 4 personagens da foto e o fotógrafo que a fez nunca imaginariam o quão mítica essa imagem iria ser.

    Joshué Fusinato · 6 de abril de 2015 às 10:37

    Só seria mais mítica se soubéssemos que o Huub Rothengatter tirou a foto!

Luis Felipe · 6 de abril de 2015 às 12:05

A melhor temporada de todos os tempos, só podia ser no ano que eu nasci, 1986

Eduardo Casola Filho · 6 de abril de 2015 às 16:12

Sobre a história do veto do Senna ao Warwick, há alguns desdobramentos, que eu li depois no livro do Ernesto Rodrigues:

-No ano de 1985 ou 1986, o Senna, meio arrependido pela atitude, mandou um cartão de natal para o piloto inglês, o que o transformou em confete, por achar que era um deboche do brasileiro.

-Nos anos 90, não sei precisamente o ano, durante uma classificação em Monza, o Warwick estava em volta rápida e ia pegar o Senna, em desaceração no meio do caminho. O brasileiro, com sua McLaren, resolveu apertar o pedal do acelerador e com o vácuo, ajudou o inglês a andar mais rápido e conseguir um tempo melhor no grid.

-Em 1991, o irmão do Derek, Paul Warwick, era a grande sensação do automobilismo inglês naquela época. Tinha sido campeão de forma esmagadora, mas infelizmente acabou morrendo em um trágico acidente na última etapa do campeonato do qual havia sido campeão. A única pessoa do paddock da F1 que mandou votos de condolência para o Warwick mais velho foi justamente Ayrton Senna.

Talvez por isso, o Derek Warwick tenha essa reverência ao Senna, mesmo após o episódio da Lotus.

    Joshué Fusinato · 8 de abril de 2015 às 10:48

    Essa história do Warwick com o Senna é muito legal. No canal do YouTube do Mario Muth tem uma extensa entrevista com o Derek, e ele fala muito emocionado do irmão e desse gesto do senna. Vale a pena conferir.

Eduardo Casola Filho · 6 de abril de 2015 às 16:25

Sobre as nanicas (que aliás é um assunto que gosto demais de discutir, pois é uma parte importante do folclore da F1), alguns lembretes:

-Quanto a sigla da Osella, perguntei em um grupo de uma rede social e tive a seguinte resposta:

“Segundo o Chicane F1, o F é de Fórmula 1, e o A de Abarth, equipe pela qual Enzo Osella corria quando jovem na Itália.”

-Quanto a Automobiles Gonfaronnaises Sportives (ou simplesmente AGS), a história dela, apesar de curta, é riquíssima, com alguns blogs e sites trazendo a história dela bem detalhada. O Rodrigo Mattar e o Bandeira Verde trazem ótimos registros sobre a simpática equipe de Gonfaron.

Outra efeméride:

-O Philippe Streiff substuiu o Andrea de Cesaris na Ligier em 1985, mas foi demitido por uma lambança épica.

No GP da Austrália, última etapa do campeonato, Streiff vinha em terceiro no fim da prova, próximo de Jacques Laffite, seu companheiro de equipe. Na penúltima volta, Streiff tentou passar e os dois se chocaram.

Apesar disso, os dois ainda terminaram a prova no pódio, com o Streiff cruzando a linha de chegada com a suspensão toda detonada. O Guy Ligier, dono da equipe, ficou uma arara e não pensou duas vezes em demitir o piloto mais novo.

    Tiago Oliveira · 7 de abril de 2015 às 8:12

    Essa foi a ultima temporada da historia da Formula 1 da qual eu nao lembro, na temporada seguinta, 87m eu já estava aos 5 anos de idade acompanhando as corridas com um carro de f1 feito de almofadas no tapete da sala.

Thiago · 7 de abril de 2015 às 14:42

Eu só não entendi uma coisa a respeito das equipes que não existem mais:

“Lotus (nada a ver com a Lotus atual, ex-Benneton e ex-Renault azul; fim em 1994)”.

Tirando isso, a lembrança da temporada de 1986 é muito, já que se trata de uma das melhores de toda a história da Fórmula 1.

Thiago · 7 de abril de 2015 às 14:43

Eu só não entendi uma coisa a respeito das equipes que não existem mais:

“Lotus (nada a ver com a Lotus atual, ex-Benneton e ex-Renault azul; fim em 1994)”.

Tirando isso, a lembrança da temporada de 1986 é muito BOA, já que se trata de uma das melhores de toda a história da Fórmula 1.

    Carlos Del Valle · 7 de abril de 2015 às 16:03

    Aquela Lotus preta do Senna encerrou suas atividades como equipe de F1 em 1994. A atual Lotus (Grosjean e Maldonado) em 1986 se chamava Benetton, depois virou Renault e depois resolveu usar o nome e a pintura daquela equipe finada… abraço 🙂

      Thiago · 7 de abril de 2015 às 16:12

      Sim, mas no texto dá a entender que a antiga Lotus que virou Benetton e depois Renault.

        Carlos Del Valle · 7 de abril de 2015 às 19:38

        Ficou dúbio mesmo… Não foi a melhor redação do ano, com certeza kkkk Vou consertar

Dwan Cerqueira · 7 de abril de 2015 às 17:10

Po,Galera…tenho um questionamento a fazer
então,nao era melhor fazer um podcast de 80m do que um de apenas 40m e ficar deixando mais um ‘podcast especial’ pra ser postado e assim mais demora pra concluir os outros tipo do Piquet,Schumacher e Willams

    Carlos Del Valle · 8 de abril de 2015 às 13:51

    Oi Dwan, realmente seria bom se pudéssemos produzir uma hora e meia de áudio por semana, mas no momento não temos tempo e agenda para isso… Então é mais uma questão de limitação mesmo. Além disso, eu pessoalmente gosto de programas de 30-40 minutos, então esse sistema deve continuar 🙂

Dwan Cerqueira · 8 de abril de 2015 às 17:33

Ah,tudo bem…e outra pergunta: acabou os programas de “Crônicas” ?

Paulo Guimarães · 9 de abril de 2015 às 20:41

Pessoal do Podcastf1brasil, alguém saberia me informar se é possível assinar a sky sports britânica para assistir no brasil por streaming?

Mais um programa excelente!

Abraço a todos!

    Carlos Del Valle · 10 de abril de 2015 às 11:57

    Oi Paulo, que eu saiba não, ou pelos menos é inaceitavelmente caro… Por enquanto dá pra se divertir com os “links” do menu acima 🙂

29 de Outubro, e a equipe de costureiros que fez história 🅱️🅿️ - Boletim do Paddock · 29 de outubro de 2017 às 4:38

[…] O tino comercial dos Benetton era forte, e eles sabiam que precisariam ser bem assessorados para que a aventura em quatro rodas vingasse. Contrataram o autraliano Peter Collins – que já tinha passado pela Lotus de Chapman e estava na Williams – como chefe de equipe, a promessa Gerhard Berger que estava na Arrows e fez um bom final de temporada no ano anterior, e mantiveram o italiano Teo Fabi como segundo piloto. Também foram pachecos na escolha do fornecedor de pneus, ficando com a Pirelli, porém o motor era o germaníssimo BMW Turbo. Até que não fizeram feio neste ano de estreia: apesar de Fabi não terminar 12 das 16 etapas, Berger conseguiu um pódio inesperado no GP de San Marino, o primeiro seu e da equipe, já na terceira prova do ano. E a escolha pela Pirelli se pagou mais para o fim da temporada, quando os figurões Mansell, Prost, Senna e Piquet, calçados de Goodyear, não foram páreo no calor mexicano, deixando o caminho livre para a vitória inaugural da equipe, que terminou o campeonato de construtores em 6º lugar dentre as 14 competidoras, deixando para trás Tyrrell, Brabham e Arrows, entre outras. Aliás, se você ainda não conhece a série sobre a magistral temporada de 1986 do Podcast F1 Brasil, é melhor começar por aqui. […]

29 de Outubro, e a equipe de costureiros que fez história - Dia 161 dos 365 dias dos mais importantes da história do automobilismo | Boletim do Paddock · 25 de fevereiro de 2018 às 3:53

[…] O tino comercial dos Benetton era forte, e eles sabiam que precisariam ser bem assessorados para que a aventura em quatro rodas vingasse. Contrataram o autraliano Peter Collins – que já tinha passado pela Lotus de Chapman e estava na Williams – como chefe de equipe, a promessa Gerhard Berger que estava na Arrows e fez um bom final de temporada no ano anterior, e mantiveram o italiano Teo Fabi como segundo piloto. Também foram pachecos na escolha do fornecedor de pneus, ficando com a Pirelli, porém o motor era o germaníssimo BMW Turbo. Até que não fizeram feio neste ano de estreia: apesar de Fabi não terminar 12 das 16 etapas, Berger conseguiu um pódio inesperado no GP de San Marino, o primeiro seu e da equipe, já na terceira prova do ano. E a escolha pela Pirelli se pagou mais para o fim da temporada, quando os figurões Mansell, Prost, Senna e Piquet, calçados de Goodyear, não foram páreo no calor mexicano, deixando o caminho livre para a vitória inaugural da equipe, que terminou o campeonato de construtores em 6º lugar dentre as 14 competidoras, deixando para trás Tyrrell, Brabham e Arrows, entre outras. Aliás, se você ainda não conhece a série sobre a magistral temporada de 1986 do Podcast F1 Brasil, é melhor começar por aqui. […]

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