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Host, Boss, Timoneiro, Contínuo, Editor-Chefe, Asno Volante e Office-Boy:  Carlos Del Valle

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7. DETROIT
Curva Kodak, Túnel Goodyear, Curva Ford…

Grid: Senna, Mansell, Piquet. Apenas sétimo para Prost

Efeméride: em declaração oficial, após a Pole, Senna disse que não gostava de Detroit. Achava o circuito muito ondulado e perigoso, pela proximidade dos guard rails. Mesmo assim, Senna venceu o GP de Detroit em 1986/1987/1988.

Senna manteve a primeira posição na largada, então foi ultrapassado por Mansell logo nas primeiras voltas, mas devolveu a ultrapassagem algumas voltas após. Arnoux, numa Ligier surpreendente, se aproveitou do vacilo de Mansell e tomou o segundo posto.

Senna liderava folgado, mas teve um pneu furado e parou para trocar pneus, e teve que vir remando.

Senna venceu, 30 segundos à frente do segundo colocado Lafitte. Foi uma grande vitória: Senna teve um pneu furado na volta 14, fez um pit stop não programado, e voltou cavando lugares pelo meio de campo, ultrapassando em poucas voltas Michelle Alboreto, Stefan Johansson, Nigel Mansell e Alain Prost.

Duas curiosidades: primeira vez que Senna carregou a bandeira do Brasil após a vitória, coisa que faria muitas vezes, e a corrida não passou inteira na Globo por causa da copa do Mundo de futebol no México 86. O Brasil havia sido eliminado no sábado, um dia antes, pela França nos pênaltis. Durante a corrida, a Argentina ganhou da Inglaterra com dois gols do maletão Maradona, um deles antológico, driblando o time inteiro, e outro mais antológico ainda, com “La Mano de Diós”.

Mansell chegou a liderar no início após um erro de Senna numa troca de marcha, mas teve problemas nos freios traseiros e terminou em quinto.

Piquet chegou a brigar pela vitória com Senna no meio da corrida, mas teve que parar para trocar pneus, voltou muito rápido, chegou a fazer a volta mais rápida da corrida na tentativa de perseguir Senna, mas bateu. Criou um furdunço com Rene Arnoux e Thierry Boutsen.

Prost terceiro, perdeu a segunda posição no finalzinho por problemas de motor (apagava quando freava), sendo ultrapassado por Jacques Laffite.
Final Senna / Laffite / Prost
Campeonato: Senna líder, 3 pontos à frente de Prost, 7 pontos à frente de Mansell, e 17 pontos à frente de Piquet.

Classificação após o GP dos EUA:

Ayrton Senna 36 pontos
Alain Prost 33
Nigel Mansell 29
Nelson Piquet 19

Construtores:
1-Williams 48
2-McLaren 47
3- Lotus 36

8. PAUL RICARD

Versão mais curta do circuito, por causa da morte de Elio de Angelis. Retirado setor com curvas de alta, e também deixando o retão Mistral mais curto. O circuito perdeu 2km, caindo de 5,8 km para 3,8 km.
Antes (até 1985):

Circuit_Paul_Ricard_Le_Castellet_1970-1999

Depois (GP da França 1986 até 1990):

Paul_Ricard_1986 (1)

A pista foi comprada por Bernie Ecclestone em 1999. Hoje se chama Paul Ricard HTTT (High Tech Test Track), e contém (contêm, contèm, contëm) 167 configurações diferentes de traçado, motivo pelo qual é tão usado para testes das mais diversas categorias. Um fato curioso, já que não existe GP da França desde 2009. Chegou-se a cogitar um revezamento com Spa.

Traçado atual (HTTT):

1024px-Paul_Ricard.svg

Foi na semana do GP da França de 1986 que foi anunciado que os motores turbo seriam abolidos a partir de 1989, dando lugar a motores aspirados de 3,5 litros.

Grid: Senna, Mansell, Piquet. Prost em quinto. Foi a quinta pole de Senna em oito corridas.

Na hora da luz verde, Mansell largou melhor e pulou à frente de Senna.

Na hora da largada, momentos de nervosismo, porque apagou o motor da Ferrari de Michelle Alboreto, que gesticulou freneticamente, mas a largada foi dada mesmo assim. A morte de Riccardo Palleti ainda era recente (1982), dando um frio na espinha de todos, mas felizmente a largada transcorreu sem colisões, mesmo com a Ferrari parada no grid.

Senna vinha acompanhando Mansell, mas rodou numa poça (pôça, pôssa, põxchssa) de óleo deixada quando o motor da Minardi-Motori Moderni de Andrea de Cesaris explodiu, justamente na curva Signes, no final da reta Mistral, onde já havia acontecido a mesma coisa, mas em 85 havia sido em seu próprio óleo e foi mais violento. Abandono de Senna aos 9min:45seg do vídeo:

No mesmo ponto, voltas depois, uma cena inusitada: a Arrows de Boutsen perdeu a cobertura do motor, no melhor estilo capô da Stock Car.

Senna nunca venceu em toda a carreira o GP da França. Enquanto isso Prost detém o recorde de vitórias no Brasil, com 6 vitórias.

Efeméride: Johnny Dumfries, o Conde, vinha um honroso sexto lugar quando foi obliterado pelo nosso piloto favorito Huub Rothengatter, porém Dumfries voltou à prova, apenas com o orgulho e a traseira feridos, até abandonar com o motor estourado. Huub Rothengatter colhendo Dumfries aos 9min:12seg do vídeo:

Mansell liderou a maior parte da corrida, mas Prost fez uma parada a menos, obrigando o inglês a ultrapassá-lo na volta 58. Ultrapassagem aos 02:50 do vídeo:

Momento comédia: explosão do motor de Phillipe Streiff, o carro pega fogo, o francês para o carro e desce calmamente “Like a Boss”, à maneira de Mark Webber. A comédia é o fiscal de pista, com medo de chegar perto do carro em chamas e provocando uma certa tiração de sarro por parte do Galvão Bueno. Confira aos 13:45 do vídeo:

Final: Mansell, Prost, Piquet. Piquet passou a corrida toda com o carro falhando por pane parcial no sistema elétrico, e veio remando desde a sétima posição.

Classificação após o GP da França:

1 Alain Prost 39
2 Nigel Mansell 38
3 Ayrton Senna 36
4 Nelson Piquet 23

Classificação de construtores:
1 Williams 61
2 McLaren 56
3 Lotus 36

Despencada feia de Piquet, que era líder após a terceira etapa em San Marino. Duas corridas ruins nos circuitos de rua (Mônaco e Detroit), e quebra do motor enquanto liderava em Spa. O terceiro lugar na França apenas minimizou o prejuízo.

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Carlos Del Valle

Podcaster. Imerso em Fórmula 1. Nada mais lógico do que um podcast sobre Fórmula 1.

15 comentários

Alex · 31 de agosto de 2015 às 0:20

Belíssima foto no post… kkkkk

Tutu · 31 de agosto de 2015 às 0:21

.

Tutu · 31 de agosto de 2015 às 0:23

Má que merda meu cel trava e roubam o meu JS ¡-¡
To depressivo

Valesi · 31 de agosto de 2015 às 0:42

A vitrine mais bonita da história.

    Joshué Fusinato · 31 de agosto de 2015 às 9:27

    Tendo a concordar…

joão Vitor Dieter · 31 de agosto de 2015 às 1:00

E eu pensando que nem teria podcast Hoje

joão Vitor Dieter · 31 de agosto de 2015 às 1:00

Delvas representando bem com uma camiseta igual a minha!

Rodrigo Digão · 31 de agosto de 2015 às 7:20

Ah essa vitrine ai só perde pro do GP do Brasil!

Jordan Bandeira · 31 de agosto de 2015 às 8:31

Quem viveu os anos 90 também usava a combinação Bic/Basf, hehe.

Dumfries obliterado (muito legal essa palavra) pelo grande Huub Rothengatter, ou como diria Niki Lauda, Huub Rattengott (Deus dos ratos).

Sobre o acidente de Riccardo Paletti no GP de Canadá de 82, a Ferrari envolvida era de Didier Pironi. Piquet venceu a corrida.

Gustavo Thomé - blackcerrado · 31 de agosto de 2015 às 8:43

Bacana vai ser quando todos estiverem prontos e a gente dar play em um programa de 6 horas sobre a temporada inteira

FROSA · 31 de agosto de 2015 às 15:53

Apesar da “Vitrine” estar parecendo a VISÃO DO INFERNO o programa está
SEN
SA
CIO
NAL !!!
PARABÉNS AOS BEBUNS !!!! Considero vcs pá karái !

@philsantos13 · 1 de setembro de 2015 às 11:26

Programa sensacional, muito bom, ri pra cacildis heheh

@philsantos13 · 1 de setembro de 2015 às 11:44

Ah, eu ainda acho que a F1 podia voltar a correr lá no Paulo Ricardo, mesmo com a chicane no meio da Mistral, botava uma perna só (esquerda-direita-esquerda) e já tava massa.

Lucas Pereira Martins · 1 de setembro de 2015 às 12:42

Até que eu gostei do traçado do HTTT…

Eu sabia que tinha um Cassius Clay Jr que batia, que era o Muhammad Ali… Agora que tinha um Cassius Clay que corria, puts, vivendo e aprendendo…

Felipe Mattos · 6 de setembro de 2015 às 11:09

Olá, tudo bem? Somos um grupo de estudantes de Administração da UERJ, estamos elaborando um TCC na forma de um Plano de Negócios para a estruturação de um novo podcast e precisamos de sua opinião respondendo o questionário a seguir. Não irá levar mais que cinco minutos. O questionário visa compreender o perfil do nosso futuro ouvinte, para que possamos usar como base para nossa campanha de lançamento, e a sua ajuda respondendo será fundamental. Agradecemos imensamente a todos que colaborarem! Aqueles que curtem podcasts com certeza contribuirão com o futuro da mídia!
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