149 Especial 1986 parte 8: Hungria, Áustria, Dobradinhas, o Conde e a Maior Ultrapassagem da História

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Host, Boss, Timoneiro, Contínuo, Editor-Chefe, Asno Volante e Office-Boy:  Carlos Del Valle

Convidados deste programa:

Sérgio Dias, do Boteco F1

Valesi, do Edição Rápida

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11. HUNGARORING

A maior ultrapassagem de todas (Piquet/Senna)

piquet senna 1986 hungarian hungria

Detalhe: apenas Piquet e Senna na mesma volta. Deram pelo menos uma volta do terceiro para trás. O terceiro foi Mansell.

Pole de Senna, com Piquet a seu lado. Na largada, Mansell foi muito bem e roubou o segundo lugar de Piquet. Mas Nelson Piquet já passou Mansell na segunda volta, e a dupla Senna/Piquet desapareceu da vista de Mansell, que chegaria uma volta atrás de ambos.
Existe uma teoria que Piquet usou um diferencial melhor que Mansell nessa corrida, o que explicaria sua vantagem sobre o inglês. Piquet teria conseguido esconder essa informação do inglês e seus engenheiros.

Prost: abandonou na volta 23 por ter danificado a suspensão num acidente (coisa rara para o “professor”). Pela volta 15 Prost teve um problema elétrico e passou um tempo nos boxes.

Boa prova da Lola-Ford com Tambay e Jones. Passaram um tempo entre os seis primeiros, e Tambay terminou em sétimo.

Quem marcou pontos? Quem? Quem? Johnny Dumfries! O conde chegou em quinto e marcou dois pontinhos no campeonato. Primeira vez que a Lotus conta com algum ponto do britânico nos construtores. o conde Dumfries só marcaria ponto de novo na última corrida em Adelaide.

Detalhe da segurança no terceiro setor, uma perua na pista com a corrida ativa, na saída de uma curva:

Screen Shot 2015-11-22 at 9.53.17 PM

Após o GP da Hungria:
1 Nigel Mansell 55
2 Ayrton Senna 48
3 Nelson Piquet 47
4 Alain Prost 44
5 Keke Rosberg 19

Piquet se aproximou a 8 pontos de Mansell. Duas corridas atrás, Mansell estava 18 pontos à frente de Piquet. O brasileiro recuperou 10 pontos em duas corridas, com duas vitórias. Os quatro concorrentes estavam separados por apenas 11 pontos, sendo Mansell líder com 55 pontos e Prost o quarto com 44 pontos.

Nos construtores, agora a Lotus teve um forte empurrão com os dois pontos do conde Dumfries:
1 Williams-Honda 102
2 McLaren-TAG 63
3 Lotus-Renault 50

12. ÖSTERREICHRING

https://en.wikipedia.org/wiki/1986_Austrian_Grand_Prix

http://www.motorsportmagazine.com/f1/history/locked-out-and-out-of-luck/

Corrida disputada na pista que é hoje conhecida como Red Bull Ring. Na época, um circuito de motor, sem nenhuma curva de baixa.

Num circuito diferente do habitual, uma surpresa: dobradinha da Benetton-BMW na primeira fila do grid de largada. A pole foi de Teo Fabi, com Gerhard Berger em segundo. Os quatro competidores pelo título largaram apenas em quinto, sexto, sétimo e oitavo: Prost, Mansell, Piquet, Senna.

No grid, um momento dramático para a Brabham de Bernie Ecclestone: Patrese havia se acidentado com seu carro titular no treino, e pego o carro reserva. No treino da manhã no domingo, Derek Warwick danificou o motor por excesso de giros, mas o motor foi consertado. Em pleno grid de largada, a caixa de câmbio de Patrese quebrou. Como Patrese era o primeiro piloto, e tinha se classificado mais à frente no grid, aliás um excelente quatro lugar graças ao motor BMW, a decisão foi que Warwick deveria entregar seu carro para Patrese em pleno grid, e ficar sem correr. O próprio Derek Warwick já relatou que ele teve que ser arrancado à força do carro por Bernie Ecclestone em pessoa. Na corrida, o motor de Patrese, que era aquele que tinha sido remendado, explodiu logo no começo da corrida. James Hunt comentou à época: “que corrida miserável para a Brabham”. Hoje diríamos talvez: “que fase”.

Na corrida, as Benettons lideraram por pouco tempo. O motor de Teo Fabi explodiu sem nenhum pudor na volta 17, e Berger foi logo depois para os boxes com problemas elétricos, perdendo três voltas. Berger ainda voltou à pista e fez a volta mais rápida. Detalhe: já nesse ano, o carro da Benetton era projetado por Rory Byrne, que seria campeão com Schumacher pela Benetton. O engenheiro de Teo Fabi era ninguém menos que Pat Symonds, que também seria campeão pela Benetton com Schumacher.

Na metade da corrida, os quatro líderes do campeonato estavam lutando pelas primeiras posições, mas três deles quebraram e só sobrou Prost. Senna teve pane elétrica, Piquet teve falha catastrófica de motor e Mansell teve quebra de semi-eixo. Prost não só venceu a corrida, como venceu com uma volta de vantagem para Alboreto, que foi o segundo colocado, e duas voltas para a outra Ferrari, de Johansson, que chegou em terceiro.

Após o GP da Áustria:
1 Nigel Mansell 55
2 Alain Prost 53
3 Ayrton Senna 48
4 Nelson Piquet 47
5 Keke Rosberg 19

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