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Host, Boss, Timoneiro, Contínuo, Editor-Chefe: Carlos Del Valle

Retorno do Mundial às Regras de F1, que foram mudadas para motores aspirados de 2,5 litros. 

Mercedes-Benz W196

Uma joia da engenharia: o motor 2.5 com oito cilindros em linha tinha duas novidades tecnológicas que foram avassaladoras:

Comando de válvulas desmodrômico

Injeção direta de combustível

Tecnologias tiradas do Daimler-Benz DB601, motor do caça Messeschmidt Bf109 na Segunda Guerra. O Messerschmidt tinha um V12 invertido com o cano da metralhadora passando entre os cilindros e disparando pelo cone da hélice. Motor grande: 34L

Mercedes W196 venceu 9 das 12 corridas em que participou e venceu os dois campeonatos em que participou. 

Estreou em 1954 com o “Tipo Monza”, com as rodas cobertas, porque o GP da França em Reims-Gueux tinha muitas retas. Dobradinha 1-2 com Fangio/Kling. O “Tipo Monza” venceu três das quatro corridas em que participou: França 1954 e Monza 1954-55, único carro com rodas cobertas da história da F1 a ter vencido corridas. 

Em Silverstone o “Tipo Monza” não foi bem: apesar de Fangio fazer a pole, quem pulou na frente logo no início foi Froilán Gonzalez com a Ferrari 625, para fazer dobradinha Ferrari com Mike Hawthorn em segundo. A Mercedes “Tipo Monza” ia bem em circuitos com longas retas e curvas de baixa, como Reims e Monza, mas nas curvas de alta de Silverstone não foi tão foi tão bem. 

Nesse GP da Inglaterra sete pilotos empataram na volta mais rápida e cada um ficou com 1/7 de ponto. 

1954: Fangio/Kling

1955: Fangio/Moss. 

Moss tinha 25 anos apenas e venceu sua primeira corrida em 1955, o GP da Inglaterra. Fangio nega, mas muita gente sempre disse (até o próprio Moss) que o argentino deixou o inglês conquistar sua primeira vitória em casa. Como só faltava uma corrida (Monza), Fangio foi campeão com o segundo lugar (chegou colado em Moss). 

Ferrari 625 F1

Adaptação da Ferrari 500 de F2 que foi campeã com Ascari em 1952-53. 

Motor quatro cilindros em linha aumentado de 2.0 para 2.5

(cada cilindro de 500cc foi para 625cc, por isso o nome Ferrari 625)

Nino Farina voltou para ocupar o lugar de Ascari, que foi para a Lancia.

Nino Farina estava com 47 anos, disputou as duas primeiras corridas em 1954 e se acidentou numa corrida de endurance, não participando do resto do ano de 1954. 

Em 1954 a Ferrari ainda tinha José Froilán González e Mike Hawthorn, e cada um ganhou uma corrida (Froilán aquele Silverstone em que a Mercedes Tipo Monza não foi bem, e Hawthorn a última corrida da Espanha, circuito de Pedralbes). 

Em 1955 Farina ainda conseguiu 2 pódios e se aposentou no final do ano com 48 anos. 

O primeiro campeão mundial da F1 ainda viveria mais 11 anos: faleceu em 1966 a caminho do GP da França, num acidente de carro numa estrada ao acertar um poste com seu Lotus Cortina. Ele tinha 59 anos.

Maserati 250F

Seis cilindros em linha 2.5L

Chassis bom , excelente dirigibilidade. 

Venceu na estreia e na segunda corrida, com Fangio, na Argentina e na Bélgica em Spa. 

Curiosamente, Fangio venceu as duas primeiras corridas de 1954 com a Maserati 250F, porque a Mercedes somente estreou na terceira corrida em Reims-Gueux. 

Moss fez sua primeira temporada completa aos 24 anos com uma Maserati 250F privada, fazendo um pódio com o terceiro em Spa. 

Em 1954 a grande promessa era o argentino Onofre Marimón, de 30 anos. Fangio já tinha 43 anos e o futuro era visto como Froilán González, de 31 anos, e Marimón. Muito talentoso, tinha um pódio em Spa 1953 e um pódio épico em Silverstone 1954, tendo largado em vigésimo-oitavo e chegando em terceiro. Morreria no Nurburgring Nordschleife nos treinos para o GP da Alemanha. Uma das imagens mais fortes, mais comoventes da história da F1 e do esporte em geral. 

Na corrida, Fangio venceu e o segundo lugar foi dividido pela Ferrari de Froilán e Hawthorn: Froilán sem condições psicológicas foi aos boxes e entregou o carro a Hawthorn, que tinha abandonado com semi-eixo quebrado. 

Lancia D50

Motor V8 2.5 

Novidade tecnológica: motor como componente estrutural do chassis

Tanques em carenagens laterais, visual bastante particular. 

Ascari não acertou o salário com Enzo após ser bicampeão e foi embora para a Lancia no final de 1953. Porém em 1954 o carro só ficou pronto para a última corrida (GP da Espanha em Pedralbes). 

O carro era muito bom: Ascari fez a pole na estreia na Espanha, e liderava quando a embreagem quebrou. 

Em 1955 Ascari ia bem em Mônaco quando caiu dentro do mar com sua Lancia. Ascari morreria quatro dias depois no acidente em Monza. 

Nesse mesmo GP de Mônaco Eugenio Castellotti conseguiu o único pódio da Lancia com equipe própria. 

Com a morte de Ascari, a família Lancia ficou muito abalada e desanimada e vendeu a empresa para a Ferrari, que usaria a Lancia D50 no campeonato de 1956, chamando-a de Ferrari D50. 

GP de Mônaco de 1955

Fangio pole, recorde da pista, era de Caracciola 1937

Fangio lidera até quebrar o câmbio, Moss assume a liderança porém tem quebra de motor e abandona também. Era para Ascari assumir a liderança mas antes de chegar ao final da volta ele escorrega no óleo do carro de Moss e cai no mar, tendo que nadar para escapar. Sua Lance é recuperada depois a 25 m de profundidade. Ascari dormiu no hospital. Infelizmente morreria poucos dias depois, no acidente em Monza na curva que leva seu nome, aos 36 anos. 

Com os abandonos de Fangio, Moss e Ascari, o francês Maurice Trintignant da Ferrari vence pela primeira vez na carreira. 

Similaridades: Alberto Ascari morreu aos 36 anos, como seu pai. Ambos morreram quatro dias depois de escaparem de acidentes sérios. Antonio e Alberto Ascari morreram em curvas de alta velocidade para a esquerda. Ambos deixaram mulher e dois filhos. Além disso, ambos tinham vendico 13 grandes prêmios. 

Outra curiosidade é que somente outro piloto caiu no mar em Mônaco, Paul Hawkins, também morreu na mesma data, 26 de maio, porém em 1969, também em um acidente, desta vez em Oulton Park.

Temporada 1954: dobradinha argentina no campeonato, Fangio / Froilán González (Mercedes, Ferrari). 

Fangio disparado, com 6 vitórias em 8 corridas (duas pela Maserati)

Froilán 25 1/7 e Hawthorn 24 9/14 e Trintignant 17 (ou seja, Ferrari em 2,3,4

Temporada 1955: três etapas canceladas (Alemanha, Suíça e Espanha) após a tragédia de Le Mans. Com isso, a temporada teve apenas seis corridas e mais a Indy 500. 

Fangio / Moss, dobradinha da Mercedes no campeonato. 

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Categorias: Podcast

Carlos Del Valle

Podcaster. Imerso em Fórmula 1. Nada mais lógico do que um podcast sobre Fórmula 1.

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