217 Especial: Campeões que Não Defenderam Seus Títulos, de Fangio a Rosberg, com Rindt, Mansell e muito mais

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Juan Manuel Fangio (1951-1952)
Campeão pela Alfa Romeo em 1951. Alfa Romeo deixou a F1 para 1952, deixando Fangio sem um assento disponível. Participou de algumas corridas não-válidas para o campeonato. Tentou fazer uma corrida para a Maserati em Monza, mas estava sem dormir, bateu e quebrou várias partes do corpo, incluindo o pescoço. Passou o resto de 1952 se tratando na Argentina.

Mike Hawthorn (1958-1959)

Campeão pela Ferrari em 1958, com uma vitória contra quatro de Stirling Moss. Corria usando uma gravata borboleta. Se aposentou assim que foi campeão, ao final na temporada de 1958, terrivelmente abalado por duas mortes durante a temporada: seu amigo Peter Collins e o italiano rival Luigi Musso. Poucos meses após se aposentar, morreu em um acidente de carro numa estrada na Inglaterra, dirigindo um Jaguar sedan.

Jochen Rindt (1970-1971)

Campeão pela Lotus em 1970, o único campeão póstumo da história da Fórmula 1. Liderava o campeonato com folga, com cinco vitórias, mas faleceu num acidente ainda nos treinos para o GP da Itália em Monza, que era a décima etapa de 13 previstas. Mesmo sem participar das quatro últimas corridas, foi campeão, sendo que na última corrida quem o ajudou a ganhar o título póstumo foi o jovem brasileiro Emerson Fittipaldi. O nosso querido Emerson venceu a penúltima etapa em Watkins Glen e impediu Jacky Ickx de levar a disputa para a última corrida.

Jackie Stewart (1973-1974)

Num caso que lembra a aposentadoria de Mike Hawthorn, o tricampeão escocês Jackie Stewart se aposentou ao final da temporada em que foi campeão, abalado pela perda de um colega de equipe e amigo. Na última etapa do campeonato de 1973, em Watkins Glen, o francês François Cevert morreu num acidente ainda nos treinos, fazendo com que Jackie Stewart sequer participasse dessa corrida, pegando sua boina escocesa e partindo. Anos depois, Stewart disse que já havia decidido se aposentar, fosse campeão ou não em 1973, e que a morte de Cevert fez com que ele adiantasse os planos em uma corrida.

Nigel Mansell (1992-1993)

Campeão de forma dominante em 1992, com uma Williams-Renault FW14B avassaladora. Venceu nove das 16 corridas. Fez a pole position em 14 das 16 corridas. Foi campeão com cinco corridas de antecipação, no GP da Hungria, ainda em 16 de agosto. Porém, ficou sem assento para 1993: o tio Frank já tinha assinado com Prost desde o primeiro semestre de 1992, e quando Mansell ficou sabendo, no final da temporada, ficou furioso. O tio Frank não viu sentido em pagar a grana obscena que Mansell estava pedindo para renovar como campeão, e endureceu a negociação. Mansell resolveu largar a Fórmula 1 e acabou conseguindo um feito sensacional: foi campeão da Indy em 1993, se transformando no único ser humano da história do planeta a ser campeão de forma consecutiva na Fórmula 1 e na Indy.

Alain Prost (1993-1994)

Campeão com a alienígena Williams-Renault FW15C, com duas corridas de antecipação, mesmo com a valente luta de Ayrton Senna e sua famigerada McLaren-Ford chibiquinha. Prost estava com 38 anos quando foi campeão, e resolveu se aposentar por esse motivo e por outro muito importante: a cláusula que lhe dava o direito de vetar Ayrton Senna só valia para 1993, e o tio Frank resolveu trazer o brasileiro para 1994. Acabou sendo uma decisão fácil: 38 anos, tetracampeão, 51 vitórias, com Ayrton Senna prontinho para infernizar sua vida novamente, o nosso querido professor pegou sua boina de francês e vazou.

Nico Rosberg (2016-2017)

De maneira surpreendente, Nico Rosberg anunciou sua aposentadoria menos de uma semana após ser campeão da temporada de 2016. Alegando que sua missão já estava cumprida e que queria se dedicar à família, Rosberg deixou o planeta pasmado com sua decisão, que ainda por cima abriu uma vaga na equipe mais cobiçada da Fórmula 1. Os motivos parecem razoáveis, porém insuficientes para muitos. Nascido rico, culto, falando cinco línguas, é possível que Rosberg realmente tenha chegado à conclusão que melhor que isso não vai ficar, tendo feito uma temporada impecável. Mas eu confesso que talvez um dia venha à tona algum motivo ou explicação diferente do que foi dado à época da gravação deste programa.

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13 ideias sobre “217 Especial: Campeões que Não Defenderam Seus Títulos, de Fangio a Rosberg, com Rindt, Mansell e muito mais”

  1. Excelente episódio, Del Valle!
    Parabéns. Sobre a parte que você menciona Sir. Stewart, o título dele com a Matra foi o de ’69. Os títulos de ’71 e ’73 foram com a Tyrrell-Ford Cosworth.
    OBS: embora algo curioso seja seja os carros da Matra do final da década de 60 foram produzidos pela própria Tyrrell.

    1. Isso mesmo! Misturei com uns V12 de Endurance eu acho… canelada minha! Todos os títulos do Jackie foram com Cosworth… obrigado pela força e um abraço 😉

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