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Nosso tradicional timoneiro Carlos Del Valle está de volta, tendo finalmente concluído seu curso de pilotagem de cargueiros interestelares.

Convidados deste programa:

Host: Sérgio Dias, do Boteco F1

Eduardo Casola Filho, da Estante do Casola

Nosso tradicional amigo Valesi, do Melhor Blog sobre Nada, foi desafiado para uma partida de pôquer intergaláctico na Grande Nuvem de Magalhães, mas estará de volta em breve.

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Crônicas de Marina Bay

  • Corrida que estreou em 2008, já com um GP polêmico
  • Primeira corrida noturna da F1, com o circuito iluminado com milhões de watts (mais precisamente 3 megawatts, ou seja, 3 milhões de watts). Iluminação equivalente a quatro estádios de futebol.
  • A TV engana um pouco, na verdade é mais escuro do que parece.
  • Primeira corrida de rua na Ásia
  • Importante comentar que o GP de Cingapura em Marina Bay, apesar de ser na Ásia e ser um GP jovem, não tem quase nada a ver com os Tilkódromos vazios da China, Coréia, Bahrein, por exemplo. O evento é um imenso sucesso, com mais de 100 mil ingressos vendidos, sempre sold-out, sempre esgotado.
  • A maioria dos pilotos e membros das equipes sempre comentam que o GP de Cingapura é um evento espetacular, que parece que sempre esteve no calendário, se tornou um clássico instantâneo.
  • A pista de rua é bastante desafiadora para os pilotos, com muitas curvas, pouco tempo para descanso. Lewis Hamilton comentou isso após vencer em 2009, como é difícil, porque não dá tempo para respirar, é curva após curva após curva após curva.
  • Isso devia ser ainda pior nos anos de 2008 e 2009, quando havia reabastecimento e os pneus eram os Bridgestone indestrutíveis, ou seja, a corrida era disputada em ritmo extremo durante 100% do tempo. Hoje, sem reabastecimento, e com pneus Pirelli mais macios, os pilotos podem guiar com um pouco mais de calma (tanto em Marina Bay como na maioria dos circuitos).
  • Ao contrário de Mônaco, que para não ficar muito longo é o único GP de 260 km, o GP de Cingapura cobre a distância tradicional da F1, que é 300 km, então como a média de velocidade é baixa, acaba sendo uma das corridas mais longas do ano.

Somente três pilotos venceram em Marina Bay até hoje:

  • Sebastian Vettel (2011, 2012, 2013)
  • Fernando Alonso (2008, 2010)
  • Lewis Hamilton (2009)

Equipes

  • Red Bull 3
  • Renault 1
  • McLaren 1
  • Ferrari 1
  • Notem a McLaren vastamente à frente da Ferrari, explicamos durante o programa

GP de Cingapura de 2008

  • Vídeo resumindo o “CrashGate”:

  • Heidfeld: “Todos nós sabíamos que algo estranho estava acontecendo naquela noite”.
  • Kravitz para Alonso: Você ainda considera essa vitória legítima?
  • Alonso em resposta: Sim.
  • Kravitz: Mesmo sabendo que a equipe forjou?
  • Alonso: Isso é algo interpretativo.
  • Nelsinhogate
  • Crashgate
  • Cingapuragate
  • Destaque para a espetacular pole position de Massa nessa corrida. Assim como em Mônaco nesse mesmo ano, uma pole de muita coragem e muito talento de um cara no auge
  • Piquet já rodou na volta de apresentação (estaria treinando para o grande momento?)
  • Massa largou bem e liderava quando Nelsinho Piquet bateu de propósito na volta 14. Alonso tinha feito uma parada precoce na volta 12, voltando dos boxes quase no final do pelotão.
  • O lugar da batida foi cuidadosamente escolhido por Briatore e Pat Symonds, para ser num lugar onde não houvesse guindaste, tornando a chance de safety car próxima de 100%.
  • Importante lembrar que a regra do safety car nessa época era diferente: no momento que o safety car era acionado, o pit lane era fechado, justamente para que os pilotos não precisassem voltar aos boxes de maneira alucinada. Após o trem de carros de estabilizar atrás do safety car, o pit lane era então aberto.
  • Pit stop catastrófico da Ferrari, liberando Massa com a mangueira de reabastecimento ainda conectada ao carro. Incidente causado por falha humana, no caso do funcionário da Ferrari que pilota a luzinha vermelha/verde para liberar o piloto.
  • Na época tentaram botar a culpa no sistema de luzes, mas depois foi sendo adotado por todas as equipes, e hoje é padrão na Fórmula 1
  • Após os pit stops, Alonso estava em quinto, porém atrás apenas dos pilotos que teriam que parar, ou seja, virtualmente na liderança. Golpe de mestre…
  • Piquet Jr. jogou excrementos no ventilador no ano seguinte (2009), ao ser demitido por ser lento demais. Depôs oficialmente à FIA, o que levou à suspensão de Flavio Briatore e Pat Symonds. Alonso negou que soubesse de algo, e foi totalmente inocentado.
  • Tanto a patrocinadora principal ING como a Renault vazaram imediatamente após o escândalo, para desassociar seu nome da equipe.

GP de Cingapura de 2009

  • Romain Grosjean bancou o “Nelsinho cover” e escapou igualzinho na sexta feira.
  • Hamilton com a jabiraca que no primeiro semestre mal chegava ao Q2, já havia vencido na Hungria, e desta vez fez a pole e venceu. Vettel chegou a ameaçar, mas foi penalizado por excesso de velocidade no pit lane. Vettel estava lutando pelo campeonato com as Brawn, mas acabou não aproveitando a má fase de Button e Barrichello.
  • Alonso, com o horrível Renault de 2009, conseguiu um pódio, e na maior cara de pau, dedicou-o ao amigo banido, Flavio Briatore.

GP de Cingapura de 2010

  • Duelo milímetro por milímetro entre Alonso e Vettel. Em 2010 Alonso teve a melhor Ferrari que ele dirigiu até este ano em que estamos gravando. De 2011 para frente, nenhuma Ferrari que Alonso pilotou foi páreo para as Red Bull.

Principais lances da corrida de 2010:

  • Alonso fez a pole, com Vettel bem perto.
  • Alonso manteve a ponta e Vettel chegou a se aproximar, mas Alonso não cometeu nenhum erro e conseguiu se manter à frente de Vettel por toda a longa corrida.
  • Alonso ficou a 11 pontos do líder Mark Webber, e 10 pontos à frente de Sebastian Vettel.

GP de Cingapura de 2011

  • Quando se fala em 2011, significa Vettel soberano, com Jenson Button como a segunda força, num ano impecavel do inglês, e também o ano horrível de Lewis Hamilton, com a piada envolvendo racismo em Mônaco e seguidas colisões, de preferência com Felipe Massa.
  • A corrida traduziu o ano: Vettel em primeiro, Button em segundo e uma colisão entre Hamilton e Massa no começo da corrida. Hamilton quebrou a asa dianteira e furou o pneu de Massa, mandando os dois para o final do pelotão (situação parecida com Rosberg e Hamilton em Spa, só que desta vez foi Hamilton que furou o pneu do rival, fazendo com que Massa tivesse que dar uma volta quase inteira com o pneu destruído).

Massa cutuca e provoca Hamilton durante a entrevista:

Michael Schumacher obliterou a traseira de Sergio Pérez:

GP de Cingapura de 2012

  • Hamilton pole, liderando, carro quebra. Foi uma corrida instrumental na decisão de Hamilton de deixar a McLaren e ir para a Mercedes.
  • Falando em Mercedes, Michael Schumacher, no crepúsculo da carreira, se envolveu num acidente constrangedor ao obliterar a traseira da Toro Rosso de Jean-Éric Vergne, sendo punido coma perda de 10 posições para o grid da corrida seguinte, que seria em Suzuka.

Vídeo da obliteração de Vergne por MSC:

  • No ano em que Alonso conseguiu desafiar a hegemonia da Red Bull e Vettel, o alemão estava iniciando sua arrancada. Vettel venceu, com Alonso em terceiro, mas ainda saiu de Cingapura 29 pontos atrás do asturiano, faltando seis corridas para acabar a temporada. Vettel seria campeão em Interlagos.

GP de Cingapura 2013

  • Ano em que Vettel ganhou as últimas 9 corridas do ano, esta foi a terceira seguida, depois dos grandes prêmios da Bélgica e da Itália. Ainda venceria mais seis. Vettel fez pole, liderou de ponta a ponta e fez a melhor volta, configurando seu terceiro Grand Chelem da carreira.
  • Nesse ano Mark Webber teve uma falha catastrófica de motor nas últimas voltas (“in trouble, mate”), e na volta após a bandeirada pegou uma carona na Ferrari do seu amigo Fernando Alonso. Como invadiu a pista de maneira perigosa e sem autorização dos fiscais, Webber tomou uma reprimenda, que foi a terceira e causou sua penalização no grid para a corrida seguinte.

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Carlos Del Valle

Podcaster. Imerso em Fórmula 1. Nada mais lógico do que um podcast sobre Fórmula 1.

21 comentários

Willian Schlichting · 15 de setembro de 2014 às 16:21

Lets Listen

raphaelwilker · 15 de setembro de 2014 às 16:40

Lets Listen²

Valesi · 15 de setembro de 2014 às 17:06

Fiquem calmos; se bater um “ace of spades” no river, volto a tempo do próximo programa. Caso contrário, iniciem um crowdfunding para a fiança, please!

    raphaelwilker · 15 de setembro de 2014 às 17:47

    Dúvida, caso chova durante a corrida noturna, o regulamente prevê ela funcionar normalmente ?

      raphaelwilker · 15 de setembro de 2014 às 18:04

      *regulamento

      Valesi · 16 de setembro de 2014 às 12:10

      Raphael, de acordo com o informativo oficial da FIA, em caso de “chuva inclemente” em algum dos dias do evento, pode haver atraso no início ou até mesmo o cancelamento (tio Bernie inclusive informa que não vai devolver o dinheiro de ninguém se isto acontecer). Extrapolando, acredito que as regras sejam as mesmas se a chuva chegar durante a corrida: Safety car ou até bandeira vermelha.
      Embora o fato de ser noturna diminua a chance de chuva naquela região.

      Abraço.

João Kuchnier · 15 de setembro de 2014 às 19:45

O carro da Mercedes era do Hamilton! 🙂

Fabiano Forte · 16 de setembro de 2014 às 10:53

Podcast ouvido! De fato, Marina Bay virou mesmo um clássico, mesmo com poucas corridas! Afinal, tem sempre algo “extra” acontecendo por lá!
Quanto a 2008, eu concordo com o Massa: um pitstop feito em condições normais, no ritmo esperado teria menos chances de dar errado. Me parece que, sim, a atitude da Renault acabou sendo fundamental para o Massa perder o campeonato!

    Carlos Del Valle · 17 de setembro de 2014 às 16:51

    Eu também interpreto assim, caro Fabiano. Um pit stop mais “straightforward” poderia não terminar naquela catástrofe. Com o safety car e mais aquela regra de fechar o pit lane, os carros formam um trenzinho compacto antes de entrar para os boxes, tornando o pit stop um verdadeiro furdunço…

Tiago Oliveira · 16 de setembro de 2014 às 15:10

Eu gosto de “pilotar” em Marina Bay nos jogos, mas as corridas normalmente sao movimentadas pelas trapalhadas de alguem, só tem 1 ponto de ultrapassagem mazomeno, e alguns pontos de “esfrega”. Eu acho que o Maldonado tem falhado com as espectativas dos espectadores nas ultimas corridas e está na hora dele mostrar a que veio e fazer um strike na galera ai.

Bem vindo de volta Mr. Del Valle.

    Pedro Rossi · 16 de setembro de 2014 às 19:58

    Não sei quanto ao Senhor, Tiago, mas eu gosto de Marina Bay do F1 2013. Sem aquela chicane bizarra no meio da curva. E aquilo era perigoso, cara. As zebras tinham aquele relevo, e se o cara perdesse o ponto ali, ele seria catapultado contra o muro. De resto, o circuito é até divertido.

      Carlos Del Valle · 17 de setembro de 2014 às 16:49

      Essa chicane ganhou um apelido muito bacana. Olha só: o drink tradicional de Cingapura é o Singapore Sling, se não me engano de pêssego com gin, ou algo assim. Só que sling pode significar estilingue também. Perfeito: uma chicane que faz carros voarem ganhou o mesmo nome do cocktail, “Singapore Sling”, ou “Estilingue de Cingapura”…

    Carlos Del Valle · 17 de setembro de 2014 às 16:50

    Taí um circuito no qual eu nunca me aventurei no F1 2010, agora você me deixou curioso…

      Pedro Rossi · 17 de setembro de 2014 às 21:35

      Essa chicane era simplesmente horrível. Não é extremamente desafiadora, não quando se está com pneus novos. No Formula 1 2012, que os pneus são sensíveis – sem beirar ao ridículo da temporada de 2013 -, essa chicane fica desafiadora com o desgaste dos pneus. O seu carro começa a sair de traseira ou de dianteira, você tem que tirar muito o pé ou até mesmo frear para não perder o carro.
      Eu era horrível nessa pista até assistir o GP de 2012, naquela época eu prestei a atenção no que os pilotos faziam nessa chicane, principalmente durante as câmeras onboard. Vi o Kobayashi, inclusive, reduzindo bastante, sem aceleração nenhuma, fazendo a chicane direitinho, escapando das zebras – provavelmente por causa do desgaste – e foi ali que comecei a me dar melhor. Eu sabia que não devia atacar tanto as zebras, mas não sabia como fazer isso sem deixar de ser rápido. Passei a ser bem cauteloso nela.

      No F1 2013 não tem esse desafio, mas pela simulação de desgaste de pneus, você tem aquela situação ridícula de que em uma ou duas voltas, os pneus não servem mais para nada. Você já perde aderência, e a Codemasters simulou tão bem, que você sente os pneus oleosos, sem grip nenhuma. É como se tivessem jogado bolinhas de gude na pista.
      Então tem o desafio dos pneus – de mantê-los inteiros – mas não tem a chicane.

Pedro Rossi · 16 de setembro de 2014 às 19:57

Sobre o Nelson Piquet Jr — ou Nelsinho Piquet — que seja, ele já deu algumas entrevistas explicando sobre esse ocorrido, inclusive falou sobre o seu futuro na categoria.

O que é mais triste para ele, como pessoa e profissional, é o fato de que ele não levou o pai dele, Nelson Piquet, para a Europa, para ajudar na sua carreira. Tudo porque Briatore era seu empresário, e era uma pessoa de confiança da família, pobres coitados!
Sob promessas de vantagens dentro da equipe do seu empresário, Nelson Piquet Jr não acreditou quando o chamaram para conversar sobre isso. Inclusive, ele disse que estavam o Briatore e o Symonds na ocasião, explicando a estratégia toda para ele. O cara foi enganado por todo mundo e se viu sozinho. Eu não vou ficar julgando o piloto, mas acho que ele poderia ter dito “não” e ter caído fora, mas como ele estava confiando nas pessoas ao seu redor, aconteceu o que aconteceu.

Depois do ocorrido, logo que ele saiu – foi saído – ele disse que recebeu propostas de equipes nanicas, mas que ele entrasse com uma quantia forte de dinheiro para pilotar. Ele não aceitou e foi para os Estados Unidos, como todo mundo bem sabe.

Na mesma entrevista, Nelson Piquet Jr disse que se sentiu tão envergonhado, que ele não contou a notícia ao pai. O pai ficou sabendo pelos outros.

    Carlos Del Valle · 17 de setembro de 2014 às 16:49

    Realmente, ele fez sem o Nelsão saber. Faltou o pai dar uns conselhos nessa hora…

      Pedro Rossi · 17 de setembro de 2014 às 21:38

      Nelsinho falou que se arrepende da época das categorias de base. Por ele ter uma equipe de confiança muito forte, ele sonegou muito o aprendizado de mecânica e acertos do carro, e ele diz que isso faz falta.
      Ele diz que entende muito de carros, mas não é nada se comparado ao pai dele.

      Eu acho que o piloto que entende – muito – de mecânica, ele tem meio caminho andado em direção ao sucesso. Você pega campeões como Prost, Lauda e Piquet, todos eles entendiam muito. Eles eram mecânicos velozes.

Pedro Rossi · 19 de setembro de 2014 às 1:19

Jornalista – “Nelson, o seu filho – Nelson Piquet Jr – é muito popular nos Estados Unidos.

Nelson Piquet – “É, mas isso não significa nada. Ele tem é que ganhar alguma coisa. ”

Esse é o melhor pai do mundo. HAHA

Os trapalhões - Podcast F1 Brasil · 18 de setembro de 2014 às 21:29

[…] episódio de prévia do GP de Cingapura do nosso Podcast preferido, muito se falou do Crashgate, em 2008. Se você não ouviu, clica ali em […]

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