Para ouvir, clique Play:

Host, Editor-Chefe, Contínuo, Boss e Office-Boy: Carlos Del Valle

Convidados deste programa:

Sérgio Siverly, do Boteco F1

Valesi, do Melhor Blog sobre Nada

Watkins Glen, 1974 

O acidente de Helmuth Koinigg

Carro entrou embaixo do guard rail

Montreal, 1990

Alesi bate violentamente com o carro de Nannini, que havia se acidentado no mesmo lugar pelo mesmo motivo

Comentado pelo Casola no Especial com as Crônicas de Montreal

Suzuka 1994

Morbidelli bate sob chuva forte. Trator e fiscais na cena. Bandeira amarela local. Brundle perde o controle e acerta um fiscal. Teria dito que achou que ia morrer quando viu que estava indo em direção ao trator.

“Eu vi esse pequeno trator vindo na minha direção com o canto do olho e pensei: ‘vou morrer’”, relembrou Brundle. “De alguma maneira não o acertei e daí vi o fiscal. Bati nele. Vi seu rosto passando na frente do meu cockpit e então o carro continuou rodando. Quando finalmente parei, corri para ver como ele estava e o osso de sua perna estava saindo pelo macacão. Senti-me muito mal. Daí me chamaram para explicar por que eu tinha ignorado as bandeiras amarelas. Fiquei muito irritado porque, nestas condições, você nem vê as rodas dianteiras.”

Pular para 03:45 em:

Interlagos 2003

Pular para 17:30 no vídeo (acidente Schumacher)

Aos 18:50 “mas o medo ali foi o Schumacher enfiar o carro embaixo do trator, e bater na cabeça dele, isso é um dos grandes perigos desses tratores, essas gruas ficarem no meio da pista”

Nurburgring 2007

Liuzzi chega a tocar no trator

Iniciar pelo minuto 1:22

Maria de Villota, Duxford 2012

Exemplifica o problema de caminhões no mesmo ambiente que carros monopostos:

Propostas de proteção para cockpit

Página do designer Bira

Proposta 1 no site do Designer Bira:

 

Proposta 2 no site do Designer Bira:

Those We’ve Lost:

Curta nossa página no Facebook

Siga-nos no Twitter e no Instagram

Estamos também na TuneIn Radio e no Stitcher, além do iTunes

Música podsafe / Creative Commons: Brother Love e American Heartbreak

Feed do Podcast F1 Brasil: http://feeds.feedburner.com/PodcastF1BrasilPodcast


Carlos Del Valle

Podcaster. Imerso em Fórmula 1. Nada mais lógico do que um podcast sobre Fórmula 1.

36 comentários

thebrawn1 · 7 de outubro de 2014 às 6:53

Hoje tudo o que falamos é especulação, pelo vídeo do acidente me parece que o pior de tudo foi a desaceleração sofrida, o salto do trator assusta. Foi um acidente, acidentes não são planejados, simplesmente acontecem, Dan Wheldon que o diga, infelizmente.
Mas no meio disso tudo, me veio algo na cabeça que foi muito discutido no começo do ano que foram os bicos do carro, será que se o bico ainda fosse alto ele não diminuiria um pouco o impacto causado, claro que como várias teorias não quer dizer que seja verdade, mas poderia ajudar. Lembro que o Alonso (se não me engano) comentou que numa batida poderia ser possível entrar embaixo de outro carro e seria algo perigoso a cabeça dele. Claro que na hora que vi fotos do trator ainda na madrugada pensei automaticamente numa carenagem como comentado, que deixasse a uma altura mínima do chão e seria uma alternativa fácil e prática até uma melhor decisão sobre o caso.
O jeito é mesmo rever alguns procedimentos e torcer pelo piloto que queria o #27, o #77 e o #7, mas acabou com o #17. #KeepFightingBianchi

    Carlos Del Valle · 8 de outubro de 2014 às 18:38

    Acho que foi o Adrian Newey que falou sobre o carro mergulhar por causa do nariz baixo. Realmente, dependendo do vão entre o chão e o anteparo, pode fazer diferença. No caso do trator, no entanto, acho que o para-choque era muito alto para a altura no nariz fazer diferença…
    abraço

Samuka Amorim · 7 de outubro de 2014 às 8:14

Bora ouvir…
#ForçaJules

Valesi · 7 de outubro de 2014 às 10:23

Esperamos que Bianchi seja o último caso dentre tantos que poderiam ter sido evitados. E que ele esteja bem para comentar as alterações em busca de segurança que virão.

Tiago Oliveira · 7 de outubro de 2014 às 11:53

Estamos todos esperando boas noticias do Biancchi, a reacao do Sutil e a falta de notícias positivas até aqui deixa a todos nós com uma sensacao de choque, é um cara que todos nós vimos subir nas categorias de base, entrando na F1 no vácuo do Razzia, o desempenho fantástico que chamou atencao logo nas primeiras corridas mesmo na carroca vermelha e preta, o fantástico feito dos primeiros pontos das nanicas, e os rumores de subir (por mérito) à Scuderia, um verdadeiro novo Alesi, e agora o impensável acontece e muda tudo, deixando todo o anterior sem muito sentido.

Como todo acidente, ele deve levar os competentes pra diversas ramificacoes de estudo, sejam de procedimentos, sejam de Design.

Como procedimento, espero que a o Charlie Whiting tenha um dedo mais mole pra soltar o safety car em qq caso como o do ultimo domingo, ou como em Hockenheim, quando o carro do Sutil ficou parado em plena reta com fiscais na pista e só vimos uma mera bandeira amarela, aquilo poderia ter tido consequencias muito mais graves, principalmente levando em consideracao que tem pilotos como o Maldonado à solta, que mesmo em bandeira vermelha já bateu em carro parado na área de escape na GP2 mais de uma vez. Fiscal ou qq outro veiculo que precise entrar na pista em condicoes de chuva devem ser precedidos de safety car. Se um carro bateu em determinado ponto da pista, a probabilidade de que outro carro tambem saia naquele ponto é altíssima.

Quanto ao Design dos carros, falando como Designer Automobilistico, na minha humilde opiniao, para protecao de cabeca dos pilotos o Design dos monopostos tem que mudar radicalmente. Nao há capacete que segure a onda de um impacto desse tipo, ou qualquer impacto direto contra um obstáculo sólido nas velocidades que um carro de competicao consegue atingir mesmo numa área de escape e todas as energias envolvidas, o capacete fica tao eficiente quanto um boné quando em altas velocidades. A célula de sobrevivencia tem uma resistencia altíssima, chegamos hoje à uma jóia da tecnologia da seguranca, mas antagonicamente a parte mais frágil do piloto fica “exposta”. Como uma estatua do Nabuconozor, os pés hoje estao mais protegidos do que o cérebro.

A solucao mais segura hoje seria realmente fechar o cockpit como os carros da LMP1 estao hoje. Nao é televisivo, e um F1 nao precisa de “tanto” espaco interno, nem de uma abertura grande o suficiente pra que se tire o banco, por exemplo, mas é um conceito comprovado e funcional, e sao daquelas coisas que cedo ou tarde acontecerao. Quando resolveram “subir a cintura” dos carros após as mortes de 94, todos ficamos chateados pq nao dava mais pra “ver” o piloto lá dentro, e hoje as poucas inclinacoes que sao possíveis de perceber bastam pra que a gente entenda a atitude do piloto em corrida; acostumamos. Talvez isso possibilitasse ainda melhores visoes do trabalho do piloto, com cameras dentro do cockpit e coisas do tipo, como em corridas de turismo.
As barras do Designer Bira sao uma boa idéia (apesar de nao solucionar o problema de intrusao de objetos, como foi com o Massa e com o Senna), mas seria necessário uma mudanca no conceito atual, com uma celula de sobrevivencia mais larga na base das colunas, e um aumento da altura e largura da mesma no ponto de fixacao alto, e isso impactaria também na tomada de ar do motor, na visao do piloto (que já é muito precária nos carros atuais), no acesso ao piloto no caso de resgate, na saída rápida dele em caso de incendio, etc. Nao é também algo que seria possível de se implementar nos carros como eles sao hoje. Uma outra opcao é ainda uma “bolha”, que melhoraria (e muito) a eficiencia aerodinamica dos carros, mas que precisaria tambem ter um sistema de abertura externa pro resgate, e que nao corresse o risco de enclausurar o piloto num acidentes com capotagem e todos os problemas relacionados acima. Os rumores apontam que a Indy vai assumir esse direcionamento da bolha num futuro próximo, por considerar que seria uma melhoria muito grande de seguranca com pouco impacto negativo no aspecto dos carros. Enfim, existem algumas solucoes e creio que todas elas ja foram estudadas com certa profundidade pela F1.

Outra possibilidade de Design seria que os tratores que entrem na pista poderiam ter uma carenagem anti impacto ao seu redor, estilo uma saia, isso talvez teria salvo até o fiscal que foi atropelado por uma grua no Canadá em 2013.

Enfim, a FIA e a Formula 1 como um todo tem uma licao de casa muito importante a ser discutida e levada adiante, e como todo acidente, já era uma “pedra cantada” há muito tempo, que esperamos nao sejam pago apenas pelo Biancchi. Espero que as pessoas que podem decidir se orientem por nortes de seguranca e técnicos, e que os lucros e interesses individuais nao estejam na frente da seguranca dos pilotos, pq nós, fas do automobilismo nao vemos as corridas pra ter esse tipo de desgosto. E se sentimos falta de algo “dos velhos tempos”, é das disputas, ultrapassagens, e nao de gente sendo queimada viva, decapitada ou se estracalhando contra guardrails.

Forca pra família Biancchi, e que continuemos melhorando.

    Carlos Del Valle · 8 de outubro de 2014 às 18:41

    Oi Tiago, é uma honra ter um designer entre nós! Realmente um cabeça de gasolina “pro”.

    Eu pessoalmente acho que a bolha seria demais, mas sou a favor das barras que relatamos no programa. Esse lance do dedo do Charlie, como dissemos no programa, tratores são muito perigosos, como vimos em Interlagos 2003. Como disse o Frosa em outro comentário, quem sabe no seco até dá para confiar nas amarelas, mas se estiver chovendo, para mim trator = safety car.
    abraço

FROSA · 7 de outubro de 2014 às 12:25

Pessoal, bom dia.

Primeiramente, PARABENS pelo programa !!!

Então, concordo com quase tudo que vcs disseram sobre o SC em casos de trator na pista, mas acho que a necessidade de entrada ou não do SC deve ser avaliada da seguinte forma:
– A condição que causou a saída do primeiro carro da corrida (1°acidente) permanece inalterada ? Se sim entra SC IMEDIATAMENTE e reduz a marcha da corrida…
– Se a condição do primeiro acidente pode ser considerada como única ou isolada, como um pneu furado ou até mesmo uma imperícia do piloto (MALDONADO’s style), não veja a necessidade de SC para a retirada do carro… e por vezes não vejo nem mesmo a necessidade de retirada no próprio carro acidentado… isso poderia ficar para o final da corrida.
Em tempo, numa condição de chuva extrema, é bastante óbvio que a condição do acidente do primeiro carro (aquaplanagem) vai ficar cada vez pior…

Enfim, esta é minha opinião…

Braaaaaaaaaço
Frosa

    Carlos Del Valle · 8 de outubro de 2014 às 18:42

    Grande Frosa, obrigado pela honra do comentário. Esse seu algoritmo é perfeito. No caso da chuva, o fator de risco permanece e dever-se-ia usar o SC para poder entrar o trator

João Kuchnier · 7 de outubro de 2014 às 12:28

Eu creio que a melhor opção não é nem a barra e nem uma proteção fechada do cockipit. E se o piloto bate num angulo em que a barra se desloque em direção do piloto? E se a “cápsula” quebra e acerta o piloto? Em alguns ele pode salvar, como no caso do Surtees, por exemplo. Mas em outros, como o do Kubica no Canadá em 2007, a barra ou a proteção fechada do cockpit não poderiam ser fatal?

No caso do Bianchi e com as condições da pista, a FIA automaticamente deveria ter soltado o Safety Car quando o Sutil bateu. Vendo o histórico das corridas (Canada 1990 e Interlagos 2003), é fato comprovado que é uma situação muito perigosa, ainda mais numa curva rápida e com as condições da pista.

Sou a favor de um método como Le Mans, no qual todos são obrigados a andar numa outra velocidade, nem que seja necessário uma nova coloração de bandeira. As informações adicionais no volante também devem ser consideradas.

#ForçaBianchi

    Carlos Del Valle · 8 de outubro de 2014 às 18:44

    Pois é João, Le Mans tem a chamada “Slow Zone”, onde o pessoal tem que andar bem lento mesmo, não é esse migué das amarelas da F1. Na F1 o piloto praticamente só tira um “extrato na telemetria”, ou seja, dá um
    a levantada no pé para ficar registrado, tacale o pau. Isso não me parece seguro…
    abraço

Andre Tachibana Kranz · 7 de outubro de 2014 às 13:32

Essa corrida estava com uma atmosfera estranha. pressentia que ia dar algo errado. Foi a mesma sensação de Imola de 94, sei lá

    Carlos Del Valle · 8 de outubro de 2014 às 18:45

    Sim, esse tufão parece ter dado um ar meio deprê desde o início

Carlitos · 7 de outubro de 2014 às 14:18

Galera, acho que vocês esqueceram alguns detalhes no minuto 14 em diante. E esses pontos podem mudar totalmente a ideia de vocês sobre “se é suficiente ou não a bandeira amarela”.

1o – Os carros de F1, já faz no mínimo 2 anos, tem indicação no volante de bandeira amarela no setor que ele está passando. O painel luminoso sendo acionado na pista pelo fiscal, aciona uma luz piscante no volante quando este passa pelo setor (tudo via GPS). (Minuto 20 repete isso!, não é só Safety Car, 22 repete de novo! Poxa gente!) Ano passado até teve problemas pois nos primeiros GPs, com a mudança do fornecedor, as “luzinhas” não iriam funcionar.

2o – Eram duas amarelas, segundo o regulamento da F1, significa: Diminua sua velocidade, se prepara para mudar a trajetória ou parar!

3o – Minuto 19, “as pessoas confiam demais neste reflexo super-humano dos pilotos”. Em 2012, Vettel foi acusado de realizar ultrapassagem em bandeira amarela na reta oposta no início do GP Brasil.
Eles são profissionais e são punidos quando não fazem isso.

4o – No início da prova vários pilotos por rádio reclamavam da chuva, quando apertou eles ainda estavam com pneu intermediário e ninguém reclamava.

Abraços

    Carlos Del Valle · 8 de outubro de 2014 às 18:49

    Obrigado pelas complementações Carlitos 🙂
    Realmente eu me lembrava com certeza das luzes no volante de F1 para safety car e bandeira azul, mas não tinha certeza quanto à amarela, obrigado.

    Sobre o Vettel: sim, ultrapassar sob amarela é sujo. Mas como eu disse em outro comentário, os pilotos dão uma levantada no pé e pronto, acho isso pouco. O James Allen escreveu exatamente isso esta semana, e concordo.

    Sobre o pneu, o JA também escreveu sobre isso no post dele sobre estratégia. Ninguém quer usar os full wets. Parece que por serem ruins mesmo. Os inters são muito bons, e os full wets muito ruins. E geralmente, se houver água para precisar pneu azul, a visibilidade vai para o cacete e dá red flag, então esse pneu azul é meio inútil…

    abraço

Edson Sguizzato · 7 de outubro de 2014 às 17:21

Apesar de boa, a ideia de tratores modificados para os circuitos parece inviável.
Esse tipo de veículo provavelmente é responsabilidade da organização local de cada GP, e é muito provável que sejam máquinas alugadas – se alguém tiver a informação correta, corrija-me por favor – utilizadas quando o local está recebendo algumas categorias.
Antes de chegar nessa “solução”, há muitos pontos fracos, como comentado neste episódio, que podem ser melhorados e que permitam tratores, fiscais, rodas, padres, etc na pista sem riscos para os envolvidos.

    Carlos Del Valle · 8 de outubro de 2014 às 18:50

    Concordo, Edson, a ideia é boa, mas a adaptação parece mais trabalhosa do que adaptar a filosofia dos resgates com trator sob chuva…

Sandro Bernardi · 8 de outubro de 2014 às 0:17

O problema é que o carro do Sutil e o trator pareciam relativamente distantes da pista, dando uma falsa sensação de tranquilidade. Foi certamente por isso que a direção de prova não se incomodou em acionar o safety car. Todos caem em cima de Charlie Whiting agora, mas não dá para culpá-lo. Mas agora a lição deve ter sido aprendida: pessoas/trator na pista, não importa onde = safety car. Sim, isso vai acontecer o tempo inteiro e bagunçar corridas com frequência, mas não parece haver outra saída.

Danilo Candido · 8 de outubro de 2014 às 1:18

Prezados amigos do Podcast F1: poderíamos incluir nessa sequência terrível de acidentes (causados por falhas de segurança) também o ocorrido com Tom Pryce em Kyalami/’77, já que o pobre gaulês morreu por conta da absoluta falta de treinamento aos fiscais e comissários de pista naquela época, e também é claro do excessivo “otimismo” do incauto holandês Jensen Van Vuuren, que atravessou (tentou atravessar…) a pista carregando um extintor…

    Danilo Candido · 8 de outubro de 2014 às 1:51

    Aproveitando para um adendo, ainda que de outra categoria (vai ser bizarro assim lááá em Sachsenring !):

      Carlos Del Valle · 8 de outubro de 2014 às 18:54

      Que coisa bizarra! Parece um Touareg… Para-choque quase tão alto quanto o trator…

    Carlos Del Valle · 8 de outubro de 2014 às 18:53

    Bem lembrado Danilo, até li sobre o Pryce mas por alguma razão não colei na pauta. O acidente cai na categoria do Massa, “objeto pequeno”, possivelmente não seria salvo por barras de proteção. Mas felizmente hoje em dia não cruzam mais a pista segurando extintores…
    abraço

      Danilo Candido · 9 de outubro de 2014 às 2:03

      Carlos, você foi meio otimista nesse “objeto pequeno”, huahuahuhaua…Pryce certamente NÃO CURTIRIA seu comentário ! E na prova de F3, era sim um Touareg. Um trator com ar condicionado e bancos de couro…

        Carlos Del Valle · 9 de outubro de 2014 às 11:39

        Hehehe “pequeno” no caso, junto com a mola do Massa, porque barras de proteção não adiantam contra esse tipo de objeto “pequeno”. Objetos pequenos podem ser mortais, por exemplo um projétil .223 já que a energia cinética tem esse lance de variar com o quadrado da velocidade etc. 🙂

Fernando Turatti · 8 de outubro de 2014 às 7:02

Uma pergunta que me vem sempre a cabeça é: será que os carros seriam realmente mais seguros se fossem fechados para proteger a cabeça? Isso poderia salvar alguns pilotos, mas com certeza teria matado outros tantos, como por exemplo quando um carro pega fogo…
Acho que nesse caso o maior problema nem de longe foi a cabeça exposta, afinal, o santo antônio foi pro brejo! O problema foi… O QUE DIABOS DA NA CABEÇA DE ALGUÉM PRA PERMITIR UM TRATOR NA PISTA?

Cristiano Seixas · 8 de outubro de 2014 às 10:40

Parabens pelo episodio, ficou informativo, sem caça as bruxas, dramatizaçoes ou sensacionalismo. O estrago infelizmente ja esta feito, resta agora torcer pelo melhor.

    Carlos Del Valle · 8 de outubro de 2014 às 18:54

    Obrigado brother 🙂

GEcKoDriver · 8 de outubro de 2014 às 13:25

Muito interessante a idéia do PCP para o F1. Acho que seria uma idéia que salvaria muitas vidas no futuro.
Quanto ao passado (não li todos os comentários) devemos lembrar do acidente de Marco Campus. Um dos mais feios que vi ao vivo… Este dispositivo também poderia tê-lo salvo.
No mais, parabéns pelo episódio!!! #ForzaJules

    Carlos Del Valle · 8 de outubro de 2014 às 19:05

    Muito bem lembrado sobre o Marco Campos, a barra PCP poderia sim tê-lo salvo, eu penso:

artcolorgrafica Ferreira · 11 de outubro de 2014 às 11:15

Bom dia, amigos cabeça de gasolina. Ouvi o programa e queria fazer duas considerações sobre o acidente do Bianchi. Primeiro: Poderia ser pior. Haviam fiscais trabalhando no resgate do carro, então se tivesse um fiscal na frente o cara ia ser mutilado, conforme vocês falaram. Mas uma coisa que não foi falado e que me veio na cabeça imediatamente quando vi as imagens do acidente, é aqueles resgates que eram feitos nos anos 90. O guindaste erguia o carro, a parte do motor mais pesada ficava mais baixa que o bico e ao invés de ficarem puxando o bico pra baixo pela suspensão como os fiscais japoneses, um dos fiscais montava no bico para manter o carro paralelo ao solo. Após a batida do Bianchi no guindaste, o carro da Sauber caiu. Imagina se tivesse um fiscal montado?
Outra observação importantíssima é a questão da bandeira amarela com uma corrida em andamento. Foi falado que num trecho que o piloto passa a 220 por hora, ele passa a 200 e não muda muita coisa no quesito segurança. Só que a questão é muito pior. Lembro que recentemente o Fernando Alonso num treino de classificação vinha fazendo sua volta e teve a bandeira amarela num trecho da pista. Só que ele melhorou a volta. Foram anular este tempo, mas mostraram dados da telemetria provando que ele reduziu a velocidade, pois passou por ali a 1km/h mais lento. Então quanto a velocidade tem que ser reduzida num caso desse?
Isso foi numa classificação. Imagina numa corrida, que o cara pode aproveitar essa bandeira amarela para diminuir a distância do cara da frente ou aumentar para o cara de trás. O piloto diminui o menos possível para ganhar tempo.
Foi uma falha séria no procedimento.
Não sei se é o lugar certo para postar isso, mas fica aqui a opinião.
Uma ótima corrida para todos nós, e principalmente para eles (os pilotos)

artcolorgrafica Ferreira · 11 de outubro de 2014 às 11:35

Ah, e mais uma coisa, antes que alguém fale: “No passado tínhamos corrida com chuva, largava parado em chuva torrencial, ninguém reclamava, etc, etc, etc.” uma coisa que eu pensei, me corrija se eu estiver errado: No passado as pistas era, super onduladas, então para não bater o assoalho, os carros tinham uma altura maior. Porém de tanto reclamar, o asfalto das pistas foi ficando cada vez mais liso, hoje como lembro uma vez o Maluf falando, é uma mesa de bilhar.
Assim a altura dos carros em relação ao solo pode ser reduzida para melhor aderência, e assim uma aquaplanagem é mais fácil de acontecer. Imagino que se pelo regulamento obrigarem a aumentar a altura do assoalho em 2 ou 3 cm a aquaplanagem reduz. Ou então voltar o ajuste dos carros entre treino e corrida. Hoje numa corrida como essa no Japão, o cara faz o treino imaginando qual será a condição meteorológica para a corrida. Se ele imagina que não vai chover, acerta o carro para o seco, aí chove, então corre na chuva com um carro acertado para o seco. Nunca me pareceu uma coisa sensata isso.

Pedro SIlva · 12 de outubro de 2014 às 14:40

Grande programa como sempre. Numa hora dessas nós que apreciamos formula 1 por aqui só temos mesmo os veículos especializados pra confiar mesmo. Nessa hora que todo mundo vira especialista a merda é estar lá em alguma rede social e aparece um zé ruela que sabe de tudo e caga pela boca sobre tudo e já declarou que o Jules já se foi e estão mantendo segredo e aquela história toda

Cezar Mariano (@Cezarmariano) · 16 de outubro de 2014 às 11:50

Ola pessoal, quase 1 semana depois tive a oportunidade de ouvir o programa (vida de estudante não é fácil, de engenharia então, é quase maluquice)

Ouvi o programa, e concordo com todos os pontos levantados, qualquer um que já andou de Kart, ou se quer ate mesmo em simuladores, é muito difícil notar bandeira ou ate pessoas acima de 80 KM/H e focado na pilotagem.

No caso do Jules, acho que o que houve foi a priori uma fatalidade, mas não deixo de pensar que os comissários (charlie) também teve sua parcela de culpa.

Mas como? simplesmente poderiam ter dado a bandeira amarela e vermelha, é pra isso que ela serve, para avisar sobre áreas escorregadias….

Creio que uma mudança no regulamento ja bastaria, em caso de chuva e área onde um carro aquaplanou, deve ser agitado a bandeira amarela e vermelha, em caso de 3 ou mais bandeiras pela pista, vamos para a vermelha e a corrida é paralisada…

É um tema complicado….

Desde as fatalidades de maio 1994, a FiA aumentou drasticamente a segurança dos carros, e do evento em si… tanto que houve o acidente do schummacher pouco tempo depois (que saiu barato pela pancada) e mais recentemente um acidente brutal do kubica em 2007, que creio que se fosse em outros tempos, o resultado seria outro.

creio que a FiA e a FOM vão acelerar o projeto do PCP, mas sem pressão dos torcedores, vão esperar algo “mais grave” acontecer… infelizmente nesses 24 anos que acompanho formula 1, sempre foi assim.

Continuem assim, os programas estão ótimos, da gosto de ouvir!

    Carlos Del Valle · 16 de outubro de 2014 às 12:48

    Obrigado Cezar, com certeza tem um elemento de fatalidade, mas o problema do trator nos parece o mais grave. O acidente teria sido forte se não houvesse o trator lá, segundo o Whiting algo parecido com o Kovalainen Barcelona 2008, mas não essa catástrofe brutal. Bem lembrado sobre a bandeira especial para piso escorregadio…
    obrigado e um abraço

Speed Trap Pós-GP #054 Japão 2014 [s2014e017] | SpeedTrap.com.br · 9 de outubro de 2014 às 0:45

[…] Podcast F1 Brasil – 87 Especial: Jules Bianchi, Segurança na Fórmula 1, Passado e Futuro […]

Deixe seu Comentário