Como o misterioso F-duct da Mercedes equilibra o carro nas curvas com DRS

Tirei o escorpião do bolso e resolvi comprar a edição de hoje da Autosport britânica. O velho Steve Jobs sorriu lá do além, ao ver alguém comprando conteúdo legal pela Banca do iOS5, mas isso é outra história. Mesmo com o site gratuito da Autosport tendo um volume enorme de bom conteúdo, a revista ainda está bastante à frente, com artigos muito bem escritos.

Foto: Mercedes

Um dos analistas é Gary Anderson, ex-projetista da Jordan, Stewart e Jaguar. Ele comenta algumas coisas muito interessantes sobre o misterioso ducto da Mercedes. Além de reduzir o arrasto da asa dianteira, outro benefício viria da redução da pressão na dianteira justamente no momento em que a DRS abriu lá atrás.

Segundo ele, quando a asa móvel DRS abre, ela remove 150-200 kg que empurravam a traseira do carro para o chão, e isso acentua ainda mais a diferença de altura entre a traseira e a dianteira do carro (efeito rake).  Essa postura empinada fazia a asa dianteira correr bem próxima ao chão. Isso era compensado pelo difusor soprado, que agora não existe mais.

Então aí mora a jogada da Mercedes: quando o piloto abre a DRS, a dianteira não vai afundar tanto em relação à traseira, trazendo dois benefícios:

  1. com o carro mais nivelado, o arrasto como um todo é menor, não só pela asa dianteira mais alta, como também pelo carro entrar no ar mais de frente;
  2. o balanço em curvas com a DRS é melhor, sem a diferença de pressão entre a dianteira e a traseira, tanto pelo estol como pelo rake menor.

Complicado? Sim. Genial? Como não?

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