No nosso programa de ontem, nosso comparsa Valesi fez uns cálculos de quantos pontos de cada equipe são devidos a cada piloto, em termos de porcentagem. Vamos expandir o raciocínio.

MERCEDES
Rosberg 52%
Hamilton 48%

RED BULL
Ricciardo 56%
Vettel 44%

WILLIAMS
Bottas 75%
Massa 25%

FERRARI
Alonso 83%
Kimi 17%

FORCE INDIA
Hulk 70%
Perez 30%

MCLAREN
Button 61%
Magnussen 39%

TORO ROSSO
Vergne 56%
Kvyat 44%

Realmente, as sovas que Kimi e Massa estão levando dos companheiros de equipe são as piores. Ambos têm contrato para 2015, justamente contratos que estão sendo questionados por muitos torcedores. Mas pessoalmente acho que ambos tendem a crescer. É difícil Felipe Massa ter mais azar do que vem tendo. Já Kimi tem que botar suas esperanças numa Ferrari 2015 que seja mais adequada a seu estilo de pilotar.


Carlos Del Valle

Podcaster. Imerso em Fórmula 1. Nada mais lógico do que um podcast sobre Fórmula 1.

11 comentários

Eduardo Casola Filho · 22 de julho de 2014 às 17:50

Eu ainda sou da opinião que o Massa tem um problema mais sério do que puro azar. E como disse o Corradi em um dos posts deles “experimenta usar essa justificativa para o teu chefe caso não consiga cumprir as metas”.

Acho que o Massa precisa melhorar em alguns aspectos, ser menos afobado e focar mais na estratégia de corrida. O Bottas tem feito isso e colhido os frutos. tudo bem que não sou nenhum perito, mas é o que eu penso!

    Fernando Turatti · 22 de julho de 2014 às 18:37

    Eu diria que o Massa precisa ser menos afobado, porém, o problema dele após as largadas(meio da corrida) é justamente o contrário: ele é paciente demais… Espera demais e ataca de menos.
    Boa parte dos problemas foram azar, mas na Alemanha foi mais barbeiragem mesmo. E quando o Bottas ficou em 3o e ele em 4o foi aquilo que dizem: “Massa não é menino ultrapassador”

    Carlos Del Valle · 22 de julho de 2014 às 18:37

    Massa consegue ser muito rápido em treinos, mas é às custas de muita luta, muita coragem, muita briga. Isso reflete em condições de corrida, quando sujeitos como Alonso ou mesmo Bottas conseguem ser rápidos de maneira muito mais natural…

    Ter azar envolvido tem, mas eu concordo que ele tem sua parcela de culpa. Só na colisão da Caterham em Melbourne ele poderia ser absolvido.

      Fernando Turatti · 22 de julho de 2014 às 22:07

      Delvas, no acidente com o Kimi ele me pareceu ter problemas com o carro na largada. Não seria outra absolvição?

        Carlos Del Valle · 22 de julho de 2014 às 23:59

        Acho que sim, apesar do Bottas não ter deixado a embreagem superaquecer…

Pedro Rossi · 23 de julho de 2014 às 2:32

Não tem muito a ver com o assunto. No podcast de número 76 vocês citaram a saída like a boss do Kvyat e do Webber, dos seus respectivos bólidos em chamas.
Contudo, no ano passado, mesmo, Esteban Gutiérrez protagonizou sua saída espalhafatosa, e muito constrangedora, da sua Sauber que pegou fogo dentro da garagem. Inclusive, ele jogou o seu volante no chão devido ao susto.
No fim, ele teve a orelha puxada pela Sauber.

Joe Nufeicyh · 23 de julho de 2014 às 2:37

Bom, segundo a Teoria da Chance, a tendência é que esse “azar” acabe. É torcer pra curva acontecer logo rs.

Bruno Pistelli · 23 de julho de 2014 às 3:02

Pra mim o ponto fraco do massa são os pneus. Desde que a pirelli entrou ele não anda como andava.

Sandro Bernardi · 25 de julho de 2014 às 22:13

Um pensamento que já tenho há algum tempo: Massa pilota “com o coração”, enquanto os outros pilotam com real habilidade e cabeça fria. Uma corrida boa aqui, outra acolá… e isso é tudo. Não há confiabilidade no fator piloto. É quase científico!

Quanto ao Kimi, ele parece preguiçoso… daqueles que só ficam cobrando carro bom do time, e nem ao menos finge demonstrar algum interesse no trabalho! Não acharia estranho se alguém apostasse que esse será o último ano dele na F1. (prontofalei)

    Carlos Del Valle · 25 de julho de 2014 às 23:00

    Concordo bastante com você com relação ao Massa. Talentoso, porém mais dependente da “raça” do que alguns outros. Acho que isso é muito admirável nele.

    Quanto ao Kimi, esse lance blasé teria sido o principal motivo dele ter sido chutado em 2009. Por outro lado, ele tem fama do cara que “entrega”, sem muitas desculpas ou chororôs. Resta saber qual imagem vai prevalecer, a blasé ou a do cara que “entrega”. Acho que 2015 será um bom ano para ele…

      Sandro Bernardi · 27 de julho de 2014 às 3:00

      “Acho que isso é muito admirável nele.” — É verdade, nunca tinha percebido esse lado positivo da coisa!…
      Quem sabe a Globo pudesse explorar mais essa imagem “brasileiro nunca desiste” que ele passa.

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