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Porsche. Marca mítica: quando você ouve este nome, lembra de carros rápidos e lindos, com mecânica perfeita. Aquele logotipo que também tem um cavalo negro, Boxers, Panameras e 911s… Apesar de Ferdinand Porsche fundar seu estúdio em 1931 em Stuttgart, o primeiro carro com o famoso sobrenome veio ao mundo em Gmund, na Áustria, graças a seu filho Ferry, que com um time de designers produziu o modelo 356. Em 1950 a fábrica retornou à sua cidade natal, e a história começou de verdade. Já em 1951 participaram das 24h de Le Mans, vencendo em sua classe. Também tiveram uma boa história na GP2, com pilotos como o Barão Von Trips e a italiana Maria Teresa de Filippis – que não correu, mas entrou para a história.

Mas, como este é o blog do Podcast F1 Brasil, vamos falar sobre a história da Porsche como equipe de Fórmula 1. É, esse vai ser um artigo curto.

Em 1961, o campeonato de F2 foi cancelado, mas as novas regras da F1 permitiram que o Porsche modelo 718 que havia terminado em 7º lugar no ano anterior com os alemães Hans Herrmann e Edgar Barth fosse considerado elegível para participar da divisão principal. A equipe manteve Hermann e contratou o sueco Jo Bonnier e o americano Dan Gurney.  O campeonato teve apenas 8 corridas oficiais, e a equipe conseguiu três pódios, todos com Gurney em segundo lugar (França, Itália e Estados Unidos). Com 23 pontos, a equipe conseguiu um bom terceiro lugar, atrás apenas da Ferrari e da Lotus de Chapman.

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804. Bonito, mas um degrau abaixo da concorrência.

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Dan Gurney, o grande nome da Porsche na F1

Para o ano seguinte, a Porsche deixou os 718 com as equipes particulares que corriam como independentes (como a Ecurie Maarsbergen e a Scuderia Republica di Venezia) e chegou com o novíssimo modelo 804, equipado com um motor aspirado de 8 cilindros em linha com 1,5 litro. O grande trunfo continuava sendo Dan Gurney, que conseguiu a primeira e única vitória no GP da França, em Rouen, no início de julho. No final de semana seguinte aconteceu uma prova extracampeonato, o Solitude GP, que ficava praticamente no quintal da fábrica em Stuttgart – e onde mais de 300.000 pessoas viram uma dobradinha da equipe da casa, com Gurney em primeiro e Bonnier em segundo. Finalmente, em 05 de agosto de 1962, no velho Nurburgring, Dan fez a primeira e única pole para a Porsche, terminando em terceiro numa corrida que foi talvez a melhor da carreira de Graham Hill, mas que marcou igualmente a apresentação perfeita do americano e da equipe alemã.

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Ao final do ano, tendo somado 19 pontos e terminado em quinto lugar no campeonato, Ferry percebeu que não era Ferrari, e que só havia lugar para um cavallino rampante na categoria máxima do automobilismo. Mesmo com a parceria de sucesso com a TAG no início dos anos 80, costurada e aproveitada por Ron Dennis, a Porsche não se aventurou novamente no patamar máximo de monopostos, preferindo colher seus frutos nas categorias de turismo.

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FORA DO AUTÓDROMO

Ele foi o Coronel Nicholson em A Ponte do Rio Kwai – o que lhe rendeu um Oscar; foi o príncipe Faisal em Lawrence da Arábia, e o judeu Fagin em Oliver Twist. Tem a medalha de mérito da Companions of Honour, e Comandante do Império Britânico (CBE). Mas Sir Alec Guinness, um dos maiores atores britânicos, que nos deixou em 05 de agosto de 2000, será sempre lembrado como o primeiro (e único, ok, Ewan McGregor?) Obi-Wan Kenobi, o jedi responsável pelo treinamento de pelo menos duas gerações de Skywalkers.


Valesi

Velho o suficiente para reclamar com propriedade, não tenho esperanças de que alguém me leve a sério. Ferrarista e fã de Jack Daniels, não necessariamente nessa ordem. Pago no máximo 40 pratas por uma foto do Button cometendo um crime.

6 comentários

Gabriel Narukami · 5 de agosto de 2015 às 0:19

JumpStart! Não pera, post errado :v

    Joshué Fusinato · 5 de agosto de 2015 às 8:50

    Perfeito Gabriel! HUAHUAHUAHUAHUAHUA

Jordan Bandeira · 5 de agosto de 2015 às 8:47

Dan Gurney, piloto que Jim Clark mais respeitava e talvez o maior piloto americano da história, dando conta do recado com a Porsche.

Quem viu Sir Alec Guinness atuando como Obi-Wan Kenobi não se acostuma ao ver Ewan McGregor fazendo o mesmo papel. E olhe que nem cheguei aos 30 anos.

Bela efeméride (ainda me acostumo com essa palavra) Valesi.

Joshué Fusinato · 5 de agosto de 2015 às 8:51

É, a Porsche faz muito bem em POR 50 ANOS TER SURRADO A CARA DA FERRARI EM LE MANS, ficando de fora da F1…. Heehehehehehehhehe

Sérgio Siverly · 5 de agosto de 2015 às 9:13

Olha eu aqui! Cara, eu sou fã da Porsche! 🙂 E do Obi-Wan (não você, Ewan!) 😀

Mateus Ferreira · 6 de agosto de 2015 às 9:11

Muito bom o texto, não conhecia a fundo a história da Porsche na F1. Parabéns.

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