8ZXfFKITeste rápido de memória: cite um piloto de Fórmula 1 francês… Vai!!!

Fácil, não é? Prost na cabeça. Mais um, então: agora!!!

Jacques Laffite? Boa. Patrick Tambay? Bons tempos. François Cevert? Clássico. René Arnoux? E aquela batalha, hein?

Jean Alesi, é claro, afinal ele ainda aparece nas transmissões. Jean-Pierre Jabouille, dono da primeira vitória do motor turbo? Nem vem, você só pode ter acabado de ler sobre ele em algum lugar.

Mas qual foi o último piloto francês a correr na categoria? Ora, Valesi, Romain Grosjean, duas semanas atrás! Qualé, perdeu de vez os últimos neurônios que mantinham a corrente elétrica circulando?

Bom, vamos esquecer que o Groselha nasceu em Genebra, na Suíça. Afinal, é um país neutro, e ele tem dupla nacionalidade, correndo sob a bandeira francesa. Vamos reformular, então:

Último piloto francês que venceu uma corrida… Go!!

f1panisOlivier Panis é tão francês que tem até nome (e jeitão) de chef. Nascido em Lyon no dia 02 de setembro de 1966, após os estágios na época quase obrigatórios no kart e na Fórmula 3 e 3000 (onde venceu o campeonato de 93) chegou à categoria-mãe aos 27 anos, na equipe mais francesa da história, a Ligier.índice

Seu campeonato de estreia, em 94, lhe rendeu uma segunda colocação em Hockenheim. Em 95, repetiu o pódio na Austrália.

No terceiro ano na equipe, a última vez que a Marseillaise foi ouvida na hora dos troféus: em uma corrida maluca em Mônaco, Panis chegou à frente de todo mundo (no caso, todo mundo se refere a Coulthard e Johnny Herbert, já que mais ninguém viu a quadriculada naquele dia). Foi sua única vitória, e a última da Ligier na história.

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Em 1997, o francês começou realmente bem. Na sexta etapa, era o terceiro no campeonato. Mas, no GP do Canadá, um acidente visualmente banal lhe custou duas pernas quebradas e sete corridas de molho, quando foi substituído por Jarno Trullli. Panis ainda voltou para as últimas três etapas, e conseguiu pontuar com um sexto lugar, o que ainda lhe garantiu a nona posição na tábua de pilotos naquele ano.

Depois disso, ladeira abaixo: dois anos remando sem chegar a lugar nenhum na Prost, seguidos por um ano (2000) como piloto de testes da McLaren – o que, aliás, lhe fez muito bem, já que constantemente batia os tempos de testes dos titulares Coulthard e Häkkinen. Mika, inclusive, sempre disse que Panis foi o melhor piloto de testes que ele conheceu. Isso acabou dando a Olivier uma sobrevida na Fórmula 1.

Panis

Panis venceu seus companheiros de equipe nas quatro primeiras temporadas, porém só veio a repetir o feito no ano de despedida

Permanecendo ainda em 2005 como “terceiro piloto” da equipe japonesa em 2005, Panis despediu-se definitivamente do circo ao final deste ano. Desde então, nenhum comedor de queijo com baguete da gema conseguiu um cockpit para chamar de seu. Os anos de 2001 e 2002 viram Panis pilotando como titular da BAR, porém com muitos abandonos e nenhum pódio. Transferindo-se para a Toyota em 2003, ainda ficou lá para seu décimo campeonato em 2004, quando fez sua última prova no Japão (na etapa final, em Interlagos, aceitou ser substituído pelo piloto de testes da equipe, Ricardo Zonta).

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FORA DO AUTÓDROMO

Exatamente no mesmo 02 de setembro de 1966 em que nascia Panis, em Coatzacoalcos, no México, vinha ao mundo alguém muito mais agradável aos olhos: Salma Hayek.

Salma participou de 63 filmes, alguns bastante conhecidos, como A Balada do Pistoleiro, sua estreia em Hollywood, Frida, pelo qual foi indicada ao Oscar, e Ladrão de Diamantes, com Pierce Brosnan. Mas a apresentação de “Santanico Pandemônio” em Um Drink no Inferno já é suficiente para colocá-la aqui.


Valesi

Velho o suficiente para reclamar com propriedade, não tenho esperanças de que alguém me leve a sério. Ferrarista e fã de Jack Daniels, não necessariamente nessa ordem. Pago no máximo 40 pratas por uma foto do Button cometendo um crime.

3 comentários

Joshué Fusinato · 2 de setembro de 2015 às 8:54

Torci muito pro Panis nessa corrida de 1996. Mas antes de torcer por ele, estava urrando no sofá pra que o Rubens Barrichello conseguisse passar o comedor de queijo!!

E o que dizer de Salma Hayek… Melhor enxugar a baba que pingou aqui!

Lucas Pereira Martins · 2 de setembro de 2015 às 11:13

– Corrida que rendeu um dos vídeos mais engraçados da história do Boteco F1.

– Eu me sinto um pouco estranho quando perguntam qual foi o piloto que ganhou no ano do meu nascimento.,. Pra quem não percebeu, é exatamente o mesmo Hill que viu seu motor Renault nessa corrida fazer as vezes de chaleira e o abandonar na saída do túnel.

– Coulthard que poderia ser o Schummy disfarçado. Quem viu o vídeo entendeu a referência.

Carlos Del Valle · 3 de setembro de 2015 às 8:33

Caraca véio, um dos grandes momentos do cinema. Dá para assistir em loop

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