Como deu para notar, esta coluna sobre a Ferrari de Sexta-Feira vai ter carros que não são de Fórmula 1. O carro de hoje, a Ferrari 250 GTO é prima daquela Ferrari 250 GT Spyder California que aparece no filme “Curtindo a Vida Adoidado”. Mas a California era uma versão para o mercado norte-americano, enquanto nosso carro de hoje foi construído para as pistas.

a ferrari 250 gto 3

Vocês já aprenderam que nos velhos tempos os nomes das Ferrari eram feitos a partir do volume da cada cilindro. Assim, a primeira Ferrari de Fórmula 1 se chamou 125 F1, já que usava um motor V12 de 1,5 litro (ou 125 mL por cilindro). Não fica difícil concluir que esta GTO tem um V12 de 3,0 litros. Mas de onde vem a sigla GTO? Esse é o grande lance. Tem corrida de carro, FIA e mutreta no rolo.

Para o Mundial de Endurance de 1962, a FIA exigia que fossem produzidas 100 unidades comerciais de um determinado carro para que ele fosse aceito na classe GT, caso contrário ele seria considerado um protótipo. Por isso a Ferrari lançou a GTO, que em italiano significado “Gran Turismo Homologado” (Gran Turismo Omologato). Neste ponto entra a mutreta.

A Ferrari só construiu 39 exemplares da 250 GTO. A fábrica colocava números espaçados e aleatórios nos chassis, dando a entender que existiam exemplares entre dois carros consecutivos. Claro que nunca existiram. Dessas 39 GTO, apenas 33 são do modelo 250 “comum”. Ainda há três com motor de 4 litros e mais três com chassis no estilo da 250 LM.

a ferrari 250 gto pf1br

O carro foi um sucesso nas pistas. A Ferrari conquistou o tricampeonato de 1962-63-64 no WSC, que era o equivalente da época para o nosso atual WEC (troque “Endurance” por “Sportscars”). Como a fábrica de Maranello construiu menos de quarenta exemplares da 250 GTO, o carro foi se tornando um objeto de desejo de colecionadores. Nos últimos anos, houve exemplares da Ferrari 250 GTO que foram vendidos por preços totalmente intergaláticos, variando de 25 a 50 milhões de dólares. Sim, isto não foi um erro de digitação. Cinquenta milhões de dólares pela GTO com número de série 5111GT. Os números 3505 e 3851 foram arrematados por preços mais módicos, na faixa de 35 milhões de dólares.

Uma Feliz Páscoa para todos e nos encontramos na próxima Ferrari da Sexta-Feira! Até lá!

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Carlos Del Valle

Podcaster. Imerso em Fórmula 1. Nada mais lógico do que um podcast sobre Fórmula 1.

2 comentários

Geckodriver · 3 de abril de 2015 às 17:23

Grande história de carro mítico. A parte das “Tretas” eu desconhecia, rs

    Carlos Del Valle · 3 de abril de 2015 às 21:04

    Realmente uma treta muito maneira…

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