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VÍDEO – DESAFIO QUIZ DA FÓRMULA 1®

No novo vídeo dessa sexta-feira, o BOTECO F1 continua o quadro de desafios. Dessa vez, com Sérgio Siverly respondendo as perguntas do quiz oficial do site oficial da Fórmula 1®.

Será que ele se deu bem? Assista.

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199 Especial Williams parte 4: a Era BMW (Frank, Montoya, Ralf e os alemães enfrentam a Tempestade Perfeita)

Para ouvir, clique Play:

Host, Boss, Timoneiro, Contínuo, Editor-Chefe, Asno Volante e Office-Boy:  Carlos Del Valle

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WILLIAMS PARTE 4 – A ERA BMW

Episódios anteriores desta série:

106 Especial Williams parte 1, a Era Cosworth: 1977-83, Frank, Patrick, Jones, Rosberg

110 Especial Williams parte: a Era Honda, Piquet e Mansell

113 Especial Williams parte 3: a Era Renault 1989-1999

Relembrando: a Williams vinha da vitoriosa Era Renault, que durou de 1989 a 1997, com títulos de Mansell, Hill e Villeneuve. Houve um período de transição com motores genéricos em 1998 e 1999 (Mecachrome e Supertec). Para 2000 em diante, foi fechada uma parceria com a BMW. A empresa alemã não apenas forneceria motores de alta tecnologia, como entraria com apoio técnico e financeiro, tornando a Williams uma equipe “de fábrica”.

Nesta era (2000-2005), a Williams abandonou o esquema tradicional de pintura de carros de corrida em geral. O tradicional sempre tinha sido haver uma pintura da equipe ou do patrocinador principal, e os outros patrocinadores menores podiam ter seus esquemas próprios de cores. A BMW estipulou (e inclusive pagou) para que todo o carro fosse em azul e branco, e até mesmo patrocinadores com outras cores teriam que seguir esse esquema.

2000 – Primeiro ano da nova parceria com a BMW

Pilotos: Ralf Schumcher e o estreante (!) Jenson Button. A ideia era ter Juan Pablo Montoya, mas o colombiano estava preso por contrato à Ganassi pela Indy. Assim, a Williams optou por promover a estreia do jovem Button, de 20 anos.

Outra mudança foi a perda do patrocínio dos cigarros Rothmans, que foram comprados pela British American Tobacco, que tinha acabado de comprar a Tyrrell e rebatizado a equipe inglesa de BAR – British American Racing, com pintura e patrocínio dos cigarros Lucky Strike. Uma curiosidade: depois de Tyrrell e BAR, a equipe se chamou Honda, Brawn e hoje é a toda-poderosa Mercedes.

Uma coisa que deve ser mencionada, porque parece ter total relação com o relativo fracasso da parceria Williams-BMW, é a coincidência da estreia da BWM com o primeiro ano da Tempestade Perfeita de Michael Schumacher na Ferrari. A parceria Williams-BMW durou exatamente o período de ouro do Dream Team da Ferrari, com Schumacher, Byrne, Brawn, Todt e os pneus Bridgestone.
A Williams terminou em terceiro no Mundial de Construtores, porém um muito distante terceiro, vale a pena citar a pontuação das três primeiras equipes:

Ferrari 170
McLaren 152
Williams 36

Foi uma temporada totalmente dominada por Ferrari e McLaren, mais precisamente pela dupla de rivais Schumacher e Mika Hakkinen. Não houve nenhuma vitória da Williams nessa temporada.

A estreia de Button foi irregular, com erros grosseiros sendo cometidos em Mônaco e Nurburgring, mas com demonstrações de um talento promissor em Spa, Monza e Suzuka.

Monaco (colisão com Pedro de la Rosa):

Entrevista de Button após sua primeira corrida na F1, em 2000:

Curiosidade: Button ultrapassa Verstappen em Interlagos (mas não é Max, e sim seu pai, Jos, em 2000)

2001 – Chegada de Montoya

Pilotos: Montoya e Ralf Schumacher. Button foi para a Benetton, entrando num calvário que só terminaria com a ida para a BAR em 2003. Por incrível que pareça, Button pegou uma fama danada de playboy que só pensava em festas, iates e mulheres.

A temporada terminou pelo menos com uma vitória, de Montoya em Monza, justamente um circuito de motor. Em algumas corridas a Williams-BMW chegou a parecer ser o melhor carro. A equipe terminou em terceiro novamente entre os Construtores, mas desta vez menos distante dos dois primeiros:

Ferrari 179
McLaren 102
Williams 80

A corrida de Monza ficou famosa por ter sido a primeira logo após os ataques de 11 de setembro de 2001. Ainda por cima, naquele sábado havia acontecido o terrível acidente de Alessando Zanardi no Lausitzring. O italiano passou muito perto de falecer, e acabou tendo as duas pernas amputadas. Michael Schumacher estava muito abalado, e tentou combinar de fazer uma largada em baixa velocidade, sem disputas até a primeira curva, como uma forma de evitar mais tragédias e ao mesmo tempo homenagear as vítimas dos ataques. A ideia não foi levada adiante porque Flavio Briatore e Jacques Villeneuve se opuseram. Montoya largou da pole com sua Williams e venceu à frente de Barrichello e Ralf. Visivelmente abalado, Michael Schumacher teve uma atuação apagada e terminou num distante quarto lugar.

2002 – Mesmos Pilotos, e a Mesma Tempestade Perfeita de Schumacher

Pilotos: novamente Ralf e Montoya.

Das 17 corridas, apenas duas não foram vencidas pela Ferrari. A Williams venceu o GP da Malásia, com Ralf Schumacher.

Justamente em Monza, onde o motor conta muito, Montoya bateu o recorde de velocidade com sua pole position a 259,82 km/h de média. O recorde era de Keke Rosberg, conquistado em Silverstone em 1985. Curiosamente, o motor de Ralf Schumacher explodiu durante a prova após apenas 4 voltas disputadas.

Montoya e seu V10 voador em Monza:


Nos Construtores, a equipe fez um upgrade: terminou em segundo, obviamente bastante distante da Ferrari: 221 a 92. Interessante notar que foi um ano ruim para a McLaren, com Kimi estreando e lado de Coulthard.

2003 – O Auge, com Disputa pelo Título

Pilotos: Ralf e Montoya

A temporada de 2003 testemunhou o auge da parceria Williams-BMW. Já na pré-temporada, a Williams era citada como um carro excelente e certamente candidato ao título.

Montoya esteve muito perto do título. Faltando três corridas para o fim da temporada, a tabela mostrava Michael Schumacher com 72 pontos e Montoya com 71, apenas um ponto atrás. Para completar o cenário emocionante, Kimi Raikkonen estava logo atrás com 70 pontos.

M. Schumacher 72
Montoya 71
Kimi Raikkonen 70

Porém Michael Schumacher venceu em Monza e Indianápolis, enquanto Montoya conseguiu nessas corridas apenas um segundo e um sexto lugares. Com isso, Montoya ficou dez pontos atrás de Schumacher e ficou fora da finalíssima disputada em Suzuka, em que Schumacher foi campeão sobre Kimi por dois pontos.

Novamente a Williams conseguiu superar a McLaren na luta pelo vice-campeonato de Construtores, desta vez por apenas dois pontos (144 a 142). Como sinal de uma temporada equilibrada, a Ferrari foi campeã por apenas 14 pontos à frente da Williams.

2004 – A Tempestade Ataca Novamente no Ano da Morsa

Pilotos: pela última vez, a dupla foi Ralf e Montoya, porém foi anunciado que o colombiano se mudaria para a McLaren a partir de 2005.

A Williams iniciou o ano com o famoso carro com “focinho de morsa”, considerado por muita gente uma das trapizombas mais feias que já participaram do circo da Fórmula 1. Talvez o nariz de morsa fosse lembrado de maneira mais carinhosa se fosse bom, mas na prática acabou sendo abandonado na segunda metade da temporada, dando lugar a um bico mais convencional.

2004-williams-bmw-f1

O ano de 2004 viu um domínio esmagador da Ferrari, que venceu 15 das 18 corridas. Schumacher só não foi campeão ainda em julho, como tinha sido em 2002, porque havia sido introduzida a regra de pontuação anti-Schumacher (10-8-6-4-3-2-1), com mínima diferença entre o vencedor e o segundo colocado.

A Williams venceu apenas uma corrida, justamente a última etapa no Brasil, na despedida de Montoya. Mas mesmo com a desculpa do poder da combinação Schumacher/Ferrari, o desempenho da Williams foi ruim entre os Construtores. A equipe terminou apenas em quarto lugar, perdendo para Ferrari e, vejam só, BAR e Renault. Uma efeméride: a vitória de Montoya em Interlagos 2005 foi a última da Williams até a famosa conquista de Pastor Maldonado na Espanha em 2012.

2005 – Último Ano da Parceria, com Final Amargo

Pilotos: com a saída de Montoya para a McLaren e de Ralf Schumacher para a Toyota, uma nova dupla foi trazida, com Mark Webber e Nick Heidfeld.

Diz a lenda que Frank Williams botava mais fé em Pizzonia, mas a BMW preferia que um dos pilotos fosse alemão, abrindo espaço para Quick Nick.

Na escolha de pilotos, havia outro detalhe. Jenson Button havia feito uma temporada formidável com a BAR em 2004, e estava acertado para fazer 2005 pela Williams. No entanto, a BAR forçou a barra e colocou até FIA no processo para obrigar Button a cumprir seu contrato com a BAR em 2005. Há quem diga que esse foi um dos motivos que irritou ainda mais a cúpula da BMW, que vinha criticando a Williams e seus chassis cada vez mais.

Ainda falando dos pilotos em 2005, quem disputou as últimas cinco corridas da temporada pela Williams foi o brasileiro Antonio Pizzonia. O piloto titular Nick Heidfeld se acidentou feio num teste em Monza e ficaria fora de apenas uma etapa, mas acabou se machucando numa queda de moto e não voltou mais para o campeonato de 2005. Infelizmente, Pizzonia caiu num fim-de-feira, e conquistou apenas um sétimo lugar nas cinco corridas.

E o ano de 2005 foi ruim. A regra de pneus favoreceu enormemente a Michelin, mas quem aproveitou a chance foram a Renault e a McLaren, que disputaram o título através de Alonso e Kimi. A Williams piorou no resultado final dos Construtores, desta vez caindo para quinto lugar, atrás de Renault, McLaren, Ferrari e Toyota. Foram quatro pódios e nenhuma vitória.

A parceria Williams-BMW estava mal. Em junho de 2005, veio a notícia de que a BMW havia comprado a equipe Sauber, que seria sua equipe oficial. Quando foi feito o anúncio, Frank Williams afirmou que “infelizmente, a relação estava hostil demais há bastante tempo. É uma pena, mas esse relacionamento não se pareceu em nada com aqueles que tivemos com Honda e Renault”. A BMW tinha planos de cumprir o contrato de fornecimento de motores para a Williams até 2009, mas frente à atitude dos alemães em comprar a Sauber, a Williams decidiu encerrar a parceria e usar motores Cosworth a partir de 2006.

Link com a compra da Sauber e as palavras do tio Frank:
http://news.bbc.co.uk/sport2/hi/motorsport/formula_one/4118472.stm
“É uma pena, uma tristeza, mas o relacionamento com a BMW tem sido muito hostil há bastante tempo”, disse Frank Williams em 10 de junho de 2005. “Isso dificulta muito a nossa vida. Não se compara aos relacionamentos que já tivemos com Renault ou Honda, e isso é uma pena”.

Esse retorno ao garagismo será tema de um próximo capítulo.

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183 – Os Momentos Mais Emocionantes da F1

Para ouvir, clique Play:

Host e Editor dessa edição: Sérgio Siverly

Convidados deste programa:

Carlos Eduardo Valesi, do Edição Rápida

Fernando Campos, do NFL dos Brother, Boteco F1 e do Instagram do PF1BR

Thiago Raposo, do Velocidade 

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VÍDEO: 12 coisas que você não sabia sobre LEWIS HAMILTON

Sabia que Lewis Hamilton já lutou karatê? E que foi companheiro de time de Ashley Young? O Boteco F1 traz as curiosidades que pouca gente sabia da carreira do futuro tricampeão mundial.

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