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VÍDEO – DESAFIO QUIZ DA FÓRMULA 1®

No novo vídeo dessa sexta-feira, o BOTECO F1 continua o quadro de desafios. Dessa vez, com Sérgio Siverly respondendo as perguntas do quiz oficial do site oficial da Fórmula 1®.

Será que ele se deu bem? Assista.

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O tema da vitória.

Êxtase. Júbilo. Choro. Acho que esses são os três sentimentos que todos os cabeças de gasolina sentiram no dia 30 de julho de 2000, no momento da bandeirada do GP da Alemanha. Sim amigos, vou comentar sobre aquela corrida.

2000 foi o ano do bug do milênio, o ano que saí da casa dos meus pais pela primeira vez, e também o ano de estreia do já experiente Rubens Barrichello na Ferrari, substituindo Eddie Irvine.

O Dream Team
O Dream Team.

A casa de Maranello tinha alcançado o ápice técnico naquele ano. Todos conseguem lembrar da trinca Schumacher – Todt – Brawn, mas além destes, Luca Marmorini nos motores, Hirohide Hamashima nos pneus, Rory Byrne na prancheta e Rubens Barrichello como escudeiro também tiveram parte fundamental no sucesso da equipe nos anos que viriam.

O carro vermelho, com o nome óbvio de F2000, pra mim é um dos mais bonitos já construídos. Com um nariz elevado e fluído, laterais de traços harmoniosos e carenagem do motor compacta, era o modelo mais equilibrado do ano: apesar de perder em velocidade de ponta para os poderosos motores Mercedes da McLaren, nas curvas o carro se sobressaía, especialmente pela relação próxima de desenvolvimentos dos pneus Bridgestone.

Ao total, o carro que encerrou o jejum da Ferrari venceu 10 das 17 corridas do ano, conquistando também 10 poles positions e 5 voltas mais rápidas.

Na comemoração do fim do jejum, em Suzuka.
Na comemoração do fim do jejum, em Suzuka.

Dessas vitórias, a mais lembrada é a primeira das 11 vitórias de Rubens Barrichello, que está debutando hoje.

Nos treinos livres de sexta a Ferrari já tinha percebido que poderia ter problemas em Hockenheim, ficando atrás das McLaren de Hakkinen e Coulthard, com ambos os pilotos do cavalinho rampante na segunda fila. No sábado, a Floresta Negra amanheceu molhada, com chuvas intermitentes, e tudo virou uma loteria. Coulthard foi o pole position, com Schumi em segundo e um surpreendente Giancarlo Fisichela em terceiro.

Rubens? Não poderia estar pior… décimo oitavo. Alguns dizem que o seu carro tinha um vazamento de óleo, outros problemas elétricos, mas o que importa é que Barrichello treinou com o carro remendado de Schumacher, e o alemão estava com o carro reserva, devido a uma batida nos treinos livres, e não teve condições de fazer nada além. As perspectivas para o domingo eram tão escuras quanto as retas de Hockenheim, em dia de chuva.

Nosso herói tinha apenas uma alternativa: largar muito bem, deixando os mais lentos para trás o mais rápido possível, e apostar na ousadia de uma estratégia de duas paradas, o que o faria andar em ritmo alucinante a prova toda. E foi exatamente isso que Rubens fez.

Tá vendo o vermelho lááááá atrás? Então...
Tá vendo o vermelho lááááá atrás? Então…

Na primeira volta, ganhou 8 (oito!) posições. Mais duas na segunda volta. Outras duas no quinto giro. A estratégia de andar rápido e leve estava funcionando tão bem, que Rubens era o terceiro na décima quinta volta!

O problema é que as McLaren estavam uma vida na frente do brasileiro, e mesmo empilhando voltas mais rápidas, o gap não diminuía a contento. Eis que, na volta 26, a divina providência atua.

Um funcionário revoltoso da Mercedes se embrenhou pela mata da Floresta Negra, conseguiu driblar a segurança da pista e começa a correr por ela, tresloucado (e muito provavelmente bêbado… estamos na Alemanha, oras!), protestando contra a marca das três pontas. Safety Car acionado, distâncias neutralizadas.

Volta 29. Relargada. Um entrevero entre Jean Alesi e Pedro Paulo Diniz força a nova entrada do carro de segurança. Barrichello permanece em terceiro.

Volta 31. Nova relargada, nada se altera…

Volta 32, chuva.

A grande maioria dos pilotos, receosos com aguaceiro especialmente no trecho do Estádio, o mais complicado da pista, correm para os boxes. Inclusive as duas McLaren que pareciam imbatíveis.

Barrichello, um piloto reconhecidamente veloz na chuva, usa essas primeiras voltas para medir o quão molhada a pista estava, e convenceu Ross Brawn de que a melhor estratégia seria ficar na pista.

Com três voltas para o fim e mais ou menos 10 segundos de vantagem, a chuva começa a apertar. Muitos já jogavam a toalha, mas na penúltima volta, em vez de o gap reduzir, aumentou. Rubens estava em um momento mágico, nada tiraria aquela vitória dele.

Êxtase. Júbilo. Choro.

Eu comecei a assistir corridas em uma época que o tema da vitória era tocado com frequência. Também assistia corridas quando este ficou sete anos sem tocar. E confesso: em nenhuma prova ganha por brasileiros, o tema da vitória foi tão bonito.

Até a próxima senhores!

 

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59 Especial Pré-GP da Malásia: Crônicas de Sepang

Para ouvir, clique Play:

Host: Carlos Del Valle

Convidados deste programa:

Valesi, do Melhor Blog sobre Nada

Sérgio Siverly, do Boteco F1

Eduardo Casola Filho,  da rádio Push to Pass estava trabalhando e vem para o próximo programa

Patetices habituais com erros de gravação no final do programa.

Vitaly Petrov testando o relevo malaio em 2011 com com sua Renault R31
  • Sepang é o segundo Tilkódromo usado na F1, após o A-1 Ring
  • Recorde: 1:34.223 (Juan Pablo Montoya, Williams-BMW, 2004)
  • Curvas 1 e 2: desafiadoras
  • Curvas 5 e 6: alta velocidade
  • Curvas 11 e 14: frenagem enquanto esterça
  • Nenhum brazuca nunca venceu o GP da Malásia
  • Maiores vencedores (3 vitórias): M. Schumacher, Alonso, Vettel
  • Equipe com mais vitórias: Ferrari (6 vitórias)

Corrida clássica em Sepang: 1999 (by Valesi)

Irvine vence em Sepang 1999
  • Ano da fratura de Schumacher
  • Corrida do retorno do alemão
  • Título em jogo (Irvine vs. Hakkinen)
  • Schumacher: pole por larga margem
  • Schumacher fez o que quis, deixou Irvine passar, bullying com Hakkinen
  • Polêmica dos defletores laterais das Ferraris

Corrida clássica em Sepang: 2001 (by Sergião)

  • Corrida mostrada num vídeo clássico do Boteco F1:

  • Fisichella erra a posição de largada e fica atravessado na pista
  • Montoya não consegue largar e sai correndo para pegar o reserva
  • Toque Ralf Schumacher x Barrichello
  • Schumacher e Barrichello saem da pista no início súbito do dilúvio
  • Entrada do Safety Car
  • Grande corrida de Verstappen
Alesi prestes a ser ultrapassado pelas Ferraris
  • Recuperação espetacular das Ferraris de Schumacher e Barrichello, terminando numa dobradinha após terem estado em décimo e décimo-primeiro

 Corrida clássica em Sepang: 2012 (by Del Valle)

alonso rain
Alonso no dilúvio de Sepang 2012
  • Dobradinha da McLaren no grid, largada com chuva
  • Dilúvio total, bandeira vermelha
  • McLaren pior no retorno à corrida
  • Alonso vs. Sergio Pérez
  • Sergio Pérez entrega a rapadura no final
  • Teorias da conspiração Sauber e Ferrari