Saudações, petrolheads e headbangers! Dia de começar uma nova minissérie na nossa coluna semanal sobre Metal. Nestas próximas quatro semanas, nossa viagem nos levará até as praias do funk metal e groove metal, gêneros distintos porém aparentados.

Nos dias de hoje, praticamente todo heavy metal produzido pela gurizada tem elementos de groove, mas nem sempre foi assim. Apesar de exceções como Hendrix, o metal sempre foi coisa de branquelo. Se você avaliar gêneros como New Wave of British Heavy Metal ou Power Metal, uma de suas principais características é tentar apagar as raízes de rock e blues que o heavy metal tem. Essa negação do blues e do groove pode ter sido involuntária, mas é um fato: no final dos anos 70 e início dos 80, o metal era repleto de referências medievais, tremas pseudogermânicas e ritmos quadrados.

Felizmente, nos anos 80 a barreira da raça começou a ficar cada vez mais borrada e tênue. Muita gente começou a trazer ritmos mais quebrados e dançantes para o metal, e a cena musical como um todo só teve a ganhar. A banda de hoje é um típico exemplo disso. Neil deGrasse Tyson certa vez disse que “ser astrônomo ia contra o paradigma que se esperava de mim, que era ser atleta, já que eu era negro”. O guitarrista e fundador do Living Colour tem um paralelo com essa trajetória. Negro e britânico, Vernom Reid era um instrumentista genial, cuspindo notas em alta velocidade e com uma criatividade assombrosa. Que tal se tornar uma estrela do jazz, senhor Reid? Não, obrigado, meu negócio é rock, bebê. A canção mais famosa do Living Colour é “Cult of Personality”, que representa bem a mistura entre peso e groove:

Uma história interessante sobre o Living Colour envolve Mick Jagger. Foi o vocalista dos Stones que descobriu a banda em Nova York, e fez questão de arranjar um contrato para os meninos. E ainda mais: produziu uma das faixas do disco. Dizem que a música que fisgou Jagger no clube foi “Glamour Boys”:

Uma outra curiosidade é que o vocalista Corey Glover queria originalmente ser ator,  e chegou a trabalhar no clássico de guerra “Platoon”, ultimamente fez o papel de Judas em “Jesus Cristo Superstar”.

Muito bem amigos, preparem-se para mais metal “balançado” na semana que vem. Um abração para todo mundo e até a próxima Terça Metal.

Link para: Todos os artigos da série Terça Metal

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Carlos Del Valle

Podcaster. Imerso em Fórmula 1. Nada mais lógico do que um podcast sobre Fórmula 1.

4 comentários

Valesi · 29 de setembro de 2015 às 7:39

Passando apenas para fazer um trocadalho do carilho:

Quer dizer que foi Glamour Boys que atraiu um dos Glimmer Twins?

Belo texto, mestre! Um abraço.

    Carlos Del Valle · 29 de setembro de 2015 às 10:43

    Rsrsrs excelente trocadalho, valeu

Diego Ricarte · 29 de setembro de 2015 às 19:55

Músicas com nome como Glamour Boys e Cult of Personality, mostram a visão da banda perante o mundo.

Joshué Nunes Fusinato · 29 de setembro de 2015 às 19:58

https://youtu.be/7Qtino0v9EU

Segue um exemplo de como é a veia metal do Living Colour.

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